Cabras para o Semiárido: Um exemplo de cidadania

Numa ação pioneira em segurança alimentar, o projeto Cabras para o Semiárido assegura a nutrição de famílias no sertão cearense. Com uma proposta auto-sustentável, o projeto tem por objetivo combater a desnutrição de crianças e adolescentes oferecendo às famílias a possibilidade de aumentar a renda com a caprinocultura.

A idéia é garantir recursos e capacitação técnica para famílias de produtores rurais que vivem no município de Apuiarés, Ceará, onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ainda se encontra abaixo do tolerável e a renda média das famílias, raramente é superior a 90 reais por mês.

Inicialmente, o projeto está sendo desenvolvido na comunidade de Alto dos Caetanos, uma pequena comunidade composta por 20 famílias que vivem da agricultura de subsistência e de benefícios governamentais, como o bolsa-escola. Na comunidade, não existem quadra poli – esportiva, posto de saúde, telefone público e água encanada. Apenas, há 01 ano, é que possui energia elétrica. Na comunidade, existe uma pequena escola que se encontra deteriorada.

O projeto funciona com a doação de cabras leiteiras para que as famílias utilizem o leite na alimentação das crianças. Cada família recebe uma cabra prenha ou parida e em um período de dois a três anos, devolve ao projeto outra cabra que será encaminhada para outra família. Atualmente, participam do projeto 05 famílias e 16 crianças. O projeto conta com o apoio do Fundo Rotativo Solidário da ADEL, em parceria com o Instituto Coração de Estudante e Ashoka Empreendimentos Sociais.

Segundo Aurigely Barbosa, uma das coordenadoras do projeto, entre os benefícios obtidos com o projeto estão: a redução da desnutrição, o crescimento do espírito associativista, a recuperação da auto-estima dos envolvidos e de iniciativas para a melhoria de vida da comunidade.

1 responder
  1. dilma
    dilma says:

    Fiquei muito feliz em ver o nosso trabalho publicado, estou torcendo para que esta iniciativa der certo e possa servir de estímulo para outras pessoas escreverem projetos nesta área.

    Dilma Marinho

    Responder

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