Meliponicultores do Vale do Curu participam de Intercâmbio

Membros do projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu participaram no dia 17/06, do Intercâmbio de Meliponicultores no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Ceará (UFC), em Fortaleza.

Em parceria com o Departamento de Zootecnia da UFC e a Rede Néctar do Sertão, a Adel promoveu a troca de saberes e aprendizagens entre jovens, agricultores familiares, grupos produtivos e pesquisadores da área.

Os participantes do intercâmbio visitaram o Setor de Abelhas e Polinização da Universidade e foram acompanhados pelo professor Breno Magalhães, pesquisador do Departamento de Zootecnia. Após cumprimentar e desejar boas vindas ao grupo, o Prof. Breno, juntamente com Jânio Felix e Epifânia de Macêdo, doutorandos em Zootecnia, apresentaram o trabalho do grupo de pesquisa.

Jânio Felix, Doutorando em Zootecnia, apresenta estudos realizados na UFC com abelhas nativas

As pesquisas com abelhas são desenvolvidas no Departamento de Zootecnia desde 1996, são relacionadas à diversas espécies de abelhas, tanto sociais como solitárias. Os trabalhos e estudos do grupo contextualizam a importância das diversas abelhas no equilíbrio do bioma da caatinga.

Segundo Jânio, as abelhas são responsáveis pela polinização da grande maioria das plantas silvestres cultivadas no planeta. Portanto, é necessário produzir mel de maneira sustentável. Trabalhar com técnicas modernas de manejo, modelos de caixas e outras estratégias de produção adaptadas para agricultura familiar, enfatizou Epifânia em conversa com os meliponicultores.

Epifânia Macêdo, Doutoranda em Zootecnia, apresenta o manejo, divisão e multiplicação de colônias de abelhas nativas

Além das instalações da UFC, os integrantes do intercâmbio visitaram no período da tarde, o Meliponário São Francisco, em Aquiraz. O Meliponário São Francisco conta com mais de 200 colmeias, sob a responsabilidade do Sr. Ximenes, integrante da Associação Cearense de Meliponicultores (ACMEL). A ACMEL tem como finalidade preservar a vida das abelhas sem ferrão e divulgar os processos de multiplicação e manejo racional das espécies.

Para Neto Ribeiro, articulador de Rede Néctar do Sertão, o intercâmbio dos meliponicultores oportunizou a troca de conhecimentos e inspirou os participantes. “Vê o que a UFC e o meliponário São Francisco tem feito para melhorar o trabalho do meliponicultor durante o manejo e os cuidados com as espécies, nos mostra como é importante estudar e aprender para potencializar essa atividade como negócio sustentável da agricultura familiar”.

O intercâmbio é uma das atividades do projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu realizado pela Adel com o apoio do Instituto População e Natureza (ISPN) e em parceria com a Rede Néctar do Sertão.

Projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu

O Projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu é uma das ações do Programa Soluções Rurais da Adel e tem como objetivo contribuir para o fortalecer a rede de meliponicultores do Vale do Curu com práticas produtivas sustentáveis, a partir da consolidação da produção de mel de abelhas nativas.

Em parceria com a Rede Néctar do Sertão e apoio do Instituto População e Natureza (ISPN) a Adel tem investido na criação e fortalecimento de fundos rotativos solidários nas comunidades rurais de Pentecoste e Apuiarés.

Participantes do intercâmbio, Aurigele Alves, Diretora de Programas Adel, Jânio Felix e Epifânia Macêdo, doutorandos UFC


A Adel também promove a troca de saberes e aprendizagens entre jovens agricultores familiares, grupos produtivos e pesquisadores sobre a produção sustentável da abelha nativa no semiárido cearense.

‪Meliponicultores discutem a implantação de fundos rotativos em suas comunidades

Vinte meliponicultores do projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu discutem a implantação de dois fundos rotativos nas comunidades de Boa Vista, Monte Alverne e Riacho do Paulo, em Apuiarés.

A iniciativa faz parte das ações da Adel em parceria com a Rede Néctar do Sertão e busca fortalecer a cadeia produtiva do mel de forma agroecológica no Vale do Curu. Através dos fundos rotativos os meliponicultores acessam recursos financeiros para estruturar a cadeia produtiva e ampliam as técnicas de produção agroecológica.

As reuniões com os meliponicultores para discutir a criação dos fundos rotativos aconteceram ontem (30/05) e hoje (31/05), em Apuiarés, e contou com a participação da Diretora de Programas da Adel, Aurigele Alves. Além de discutir o regimento dos fundos rotativos, duas oficinas levaram os participantes a vivenciar as mais diversas práticas relacionadas à produção de mel de abelhas nativas.

Meliponicultores reunidos na propriedade de Everardo Alves, em Lagoa das Pedras, Apuiarés

A ideia é que as ações estejam integradas e sejam sustentáveis, pois os fundos rotativos são equipamentos permanentes que beneficiam as comunidades, especialmente os meliponicultores. Aurigele conta que o momento é muito importante para a consolidação do trabalho com a meliponicultura na região.

“É importante discutir com os novos meliponicultores que participam do projeto como desenvolver a atividade com segurança e reduzir os impacto ambientais causados pela prática tradicional da criação de abelhas nativas. Através da criação dos fundos rotativos eles têm a oportunidade de desenvolver de forma agroecológica a atividade”, ressalta.

Meliponicultores reunidos na propriedade de Everardo Alves, em Lagoa das Pedras, Apuiarés

Maria Lenilda, da comunidade de Boa vista, Apuiarés, participa do projeto junto com a filha Antônia Elineuda, seu esposo Antônio Batista e seu sogro Sr. Milton. Toda a família participou das discussões e quer investir na atividade.

“Gostei muito das explicações e pretendo aplicar o conhecimento aqui aprendido. A meliponicultura é muito importante e rentável. Se soubermos fazer o negócio direitinho, ela pode gerar muitos resultados. Eu comecei a produzir por curiosidade, agora tenho o desejo de investir e faço parte do fundo rotativo”, comenta.

A criação de fundos rotativos para meliponicultura é uma ação do projeto Rede de Meliponicultores do Vale do Curu, realizado pela Adel com o apoio do Instituto População e Natureza (ISPN) e da Rede Néctar do Sertão.

Lançamento Rede Néctar do Sertão


Na última quarta-feira (09/12) a Adel em parceria com as lideranças comunitárias de Sítio do Meio (Pentecoste), Vila Soares e Lagoa das Pedras (Apuiarés) lançaram a Rede Néctar do Sertão. Uma iniciativa que busca fortalecer a cadeia produtiva do mel de forma agroecológica no Vale do Curu.

A atividade reuniu apicultores e meliponicultores dos municípios de Pentecoste e Apuiarés e fez parte da programação em comemoração ao oitavo aniversário da Adel. Na ocasião, aconteceu uma palestra com o Prof. Jorge Alberto Fernandes do IFCE Umirim.

Prof. Jorge Alberto Fernandes do IFCE Umirim palestrando para os produtores
Na palestra o  Prof. Jorge Alberto Fernandes apresentou os desafios para produção e discutiu as perspectivas de mercado. Raimundo Abreu, técnico da Adel, disse que a palestra sobre meliponicultura foi importante para fortalecer o grupo.

“Aprendemos muitas informações relacionadas as atividades que desenvolvemos como: domesticação, anatomia, principais espécies, manejo, produção, tipos de caixas, multiplicação de enxames, pastagem, controle de inimigos e tipos de meliponários”, concluiu.

Produto gerado pelos apicultores da Rede Néctar do Sertão.

Everardo Alves, meliponicultor e articulador da Rede, esteve no evento juntamente com Sr. Erasmo Alves (pai) e Vanleide Alves (irmã) apresentando a experiência desenvolvida pelo grupo na comunidade de Lagoa das Pedras.

Lagoa das Pedras é um dos núcleos que compõe a Rede e desde a década de 70 trabalha com a produção de mel. Entretanto, foi a partir de 2009, quando Everardo e outros jovens fundaram uma associação de jovens produtores que a atividade se consolidou na comunidade.

Sr. Erasmo Alves, Everardo Alves e Vanleide Alves, produtores de mel de Lagoa das Pedras – Apuiarés.

No encontro foram distribuídas as embalagens do mel da Rede Néctar com rótulos para os três grupos de meliponicultores das respectivas comunidades: Lagoa das Pedras e Vila Soares – Apuiarés e Sítio do Meio – Pentecoste.

Com atuação em várias comunidades do território do Vale do Curu, a Rede Néctar do Sertão é um espaço de articulação entre grupos comunitários formais e informais que atuam na apicultura e meliponicultura.

Meliponicultores e Apicultores da Rede Néctar do Sertão.

A Rede Néctar do Sertão conta com o apoio da BrazilFoundation, Bovespa Social e do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) por meio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS).

Conheça a Rede Néctar do Sertão: http://nectardosertao.pe.hu/

Adel realiza entrega de caixas a grupos de meliponicultores

No dia 08/11, a Adel realizou na comunidade de Lagoa das Pedras, em Apuiarés, a entrega de caixas para criação de jandaíra aos membros dos grupos de meliponicultores, participantes do projeto “Sertão produtivo e agroecológico”.

Participaram do evento criadores de abelhas nativas sem ferrão (jandaíra), das comunidades de Lagoa das Pedras, Vila Soares, Sítio do Meio. As caixas foram confeccionadas pelos os membros da comunidade local e teve acompanhando da Adel durante todo o processo, tendo como pressuposto a preocupação ambiental (madeira certificada).

A iniciativa busca fortalecer a produção agroecológica de mel de abelhas nativas na região, como uma forma de incentivar o desenvolvimento comunitário e a conservação da natureza. Gerando mais renda e oportunidades para todas as comunidades atendidas.

O projeto “Sertão produtivo e agroecológico” é realizado pela Adel, em parceria com o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Adel realiza oficinas do Projeto Sertão Produtivo e Agroecológico

Nos dias 06 e 07 de junho, aconteceu na Fazenda Experimental Vale do Curu, em Pentecoste, oficinas do Projeto Sertão Produtivo e Agroecológico, que reúne meliponicultores das comunidades de Lagoa das Pedras, Vila Soares e Sítio do Meio.

A maioria dos participantes são criadores de abelhas nativas sem ferrão (jandaíra), e tem como objetivo planejar ações coletivas para elevar a produção e fortalecer a atividade na região.

Durante a oficina, os participantes elencaram pontos estratégicos para o desenvolvimento da cadeia produtiva de mel. Com o apoio do educador Edilson da Costa e do zootecnista Jânio Felix, discutiram quais os elementos necessários para criar um ambiente cooperativo e sustentável.

Jânio discutiu com os participantes como é realizada a criação de abelhas em suas propriedades e enfatizou a importância de cuidar da flora, abordando as possíveis maneiras de criar as abelhas sem causar danos ao ambiente.

Na ocasião, Wagner Gomes, economista e diretor executivo da Adel, falou sobre Fundos Rotativos Solidários e discutiu a criação de uma poupança comunitária para a implantação e fortalecimento da produção de mel de abelhas nativas. “Foi um momento de troca de conhecimentos que reuniu pela primeira vez meliponicultores da região do Médio Curu”, enfatiza Wagner.

O Projeto Sertão Produtivo e Agroecológico faz parte das ações da Adel de Convivência com o Semiárido. É realizado em parceria com o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Encontro com meliponicultores de Lagoa das Pedras

No dia 19/03 aconteceu na comunidade de Lagoa das Pedras, em Apuiarés, o primeiro encontro com o grupo de meliponicultores, participantes do projeto “Sertão produtivo e agroecológico”.

Participaram da reunião moradores da comunidade que são criadores de abelhas nativas sem ferrão (jandaíra), com o objetivo de conhecerem a iniciativa do projeto que agrega produtores de outras duas comunidades do Médio Curu (Vila Soares/Apuiarés e Sitío do Meio/Pentecoste).

Inicialmente, a equipe do projeto está visitando cada comunidade e fazendo um mapeamento dos produtores de melíponas, conhecendo as técnicas utilizadas e discutindo estratégias de produção e fortalecimento da atividade.

Na comunidade de Lagoa das Pedras, além das atividades com os meliponicultores, a Adel realiza um trabalho com os jovens através do Centro Integrado de Tecnologias, espaço gerido pelos jovens da comunidade, que possibilita o acesso às Tecnologias de Informações e Comunicação (TIC’s) e contribui com a formação e o desenvolvimento local.

No encontro com os meliponicultores, Everardo Alves, Presidente da Associação Comunitária, ressaltou a importância das atividades desenvolvidas em parceira com a Adel e afirmou que os impactos têm sido bastante positivos.

O projeto “Sertão produtivo e agroecológico” é realizado pela Adel, em parceria com o Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Adel reúne meliponicultores em Vila Soares

No dia 27/02 aconteceu na comunidade de Vila Soares, em Apuiarés, o primeiro encontro com o grupo de meliponicultores, participantes do projeto “Sertão produtivo e agroecológico”.

Ao todo, participaram da reunião, 13 moradores, entre criadores de abelhas nativas sem ferrão (jandaíra) e interessados. O objetivo do encontro era mapear os produtores de melíponas da comunidade e discutir estratégias de produção e fortalecimento do grupo.

Inicialmente, cada meliponicultor relatou as técnicas utilizadas na cultura e as experiências vividas. Em seguida, Aurigele Barbosa, da Adel, discutiu a iniciativa do projeto “Sertão produtivo e agroecológico”, que busca fortalecer a produção agroecológica de mel de abelhas nativas na região, como uma forma de incentivar o desenvolvimento comunitário e a conservação da natureza.

Segundo Aurigele, o encontro com o grupo foi bastante produtivo. Eles apresentaram muito interesse na realização do projeto e acreditam ser uma ótima oportunidade para tornar a atividade uma fonte de renda complementar. “Já existe produção na comunidade. Acredito que com mais organização e incentivo eles irão ampliar a produção e aumentar a renda com a atividade feita de forma rústica”, relata.

O Coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Local (Nud), Edilardo Sales, parceiro local da Adel no projeto, destaca a motivação do grupo. “Esse projeto irá nos fortalecer quanto grupo e nos possibilitar o aumento da produção. Estamos empolgados, pois entendemos que com o apoio agente vai melhorar a produção e a organização do grupo e tornar esta atividade rentável e sustentável.”

Além de Vila Soares, outras comunidades dos municípios de Apuiarés e Pentecoste participam da iniciativa, apoiada pelo Programa de Pequenos Projetos Ecossociais do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).