Cooperação para o desenvolvimento, Adel celebra parceria com ITEVA

Anderson Pires (Coordenador Administrativo e Financeiro ITEVA), Gláucio Gomes (Diretor de Desenvolvimento Adel), Adriano Batista (Diretor Executivo Adel), Fábio Beneduce (Coordenador Geral ITEVA), da esquerda para a direita

*Por Gláucio Gomes

Acreditamos em desenvolvimento. É isso que move a Adel todos os dias. Sua comunidade institucional: fundadores que seguem hoje como gestores da organização, colaboradores, parceiros, aliados, beneficiários e todas as demais pessoas que compartilham de nossa missão.

Acreditamos em desenvolvimento sem adjetivos. Mas com contexto. Desenvolvimento por uma perspectiva ecológica, sistêmica, que se aplica aos territórios enquanto espaços em que as pessoas funcionam social, cultural, econômica e politicamente. Em que interagem entre si, em suas comunidades, com as instituições presentes, com a infraestrutura, com os recursos naturais existentes. Com o meio ambiente. Mais uma vez: acreditamos em desenvolvimento por uma perspectiva realmente ecológica.

Mas tem algo em que acreditamos com tanta força quanto cremos em desenvolvimento: cooperação. Que o desenvolvimento apenas é possível em um ambiente em que há cooperação entre aqueles que compartilham valores, ideias, propostas, conceitos, objetivos e motivações. Que comungam das recompensas também.

Considerar a possibilidade de conseguir realmente transformar algo nesse mundo complexo de hoje atuando sozinho é um engano descomunal. Um engano que custa caro para quem trabalha na ponta do atendimento, para quem investe em impacto social e, especialmente, para as pessoas e comunidades que são alvos de tantos projetos e iniciativas que, solitárias, dificilmente conseguem alcançar pontos nevrálgicos e realmente estruturantes, entraves para o desenvolvimento, para a proteção social e para a garantia de direitos.

Atuar em parcerias sempre foi uma premissa para a Adel. Jamais uma organização com o nosso histórico teria chegado até aqui em sua trajetória sem ter cultivado relações de trocas e de complementaridade com tantos aliados: investidores, doadores, com as comunidades e com amigos técnicos e institucionais.

Sempre dizemos que a Adel tem a resiliência como um atributo fundamental em sua história. Pois bem. Saber reconhecer suas limitações e se aproximar de pares que nos complementem e nos ajudem com aquilo que não somos totalmente competentes, ao mesmo tempo em que oferecemos o que temos de melhor, é um exercício de resiliência. De adaptabilidade para superar os desafios do meio tão hostil, muitas vezes, em que atuamos em prol do desenvolvimento.

É com esse espírito de cooperação para o desenvolvimento que firmamos parceria com o Instituto Tecnológico e Vocacional Avançado, o ITEVA, para trabalharmos juntos em iniciativas geradoras de impactos sociais ainda mais significativos. Cada qual contribuindo nesse arranjo com aquilo que faz melhor. E contando o apoio do outro para se reforçar, para ser melhor no avanço de sua missão.

Em breve, anunciaremos ações conjuntas, investimentos complementares e sinergias técnicas e operacionais para promover desenvolvimento em comunidades resilientes no Ceará e no Brasil. Ao mesmo tempo em que vamos trabalhar, na Adel e no ITEVA, para alcançarmos um patamar mais consistente, eficiente, qualificado e sustentável de gestão como organizações não-governamentais de impacto social.

Adel participa da II Conferência da Caatinga

Reprodução Facebook Conferência Caatinga

Entre os dias 19 e 21 de junho a Adel estará presente na II Conferência da Caatinga que será realizada no Auditório Murilo Aguiar e demais dependências da Assembleia Legislativa do Ceará. Com o tema “Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade” o evento propõe discutir as graves questões que preocupam governos e sociedade civil organizada em torno do bioma.

A II Conferência busca identificar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) estratégicos para o Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade no Bioma Caatinga, indicando ações implementadas e previstas, desafios e proposições. Serão enfatizados: a crise hídrica, a sustentabilidade e o processo agressivo de desertificação, tendo como eixo central a ação do homem.

Durante três dias, diversas lideranças sociais, representantes do governo e sociedade civil em geral, vão compartilhar experiências exitosas no Estado e pensar alternativas para promoção de uma convivência harmoniosa no bioma.

A Adel estará apresentando a experiência da Rede Néctar do Sertão, iniciativa que contribui, desde 2013, para a estruturação da cadeia produtiva do mel de abelha no Médio Curu, através da produção agroecológica e criação de espécies nativas, visando o desenvolvimento local e a preservação da caatinga.

A Rede congrega 44 apicultores e meliponicultores, entre homens, jovens e mulheres, moradores de dezesseis comunidades rurais nos municípios de Pentecoste e Apuiarés. Além de promover a troca de saberes e conhecimentos, a Rede estimula a criação de fundos rotativos solidários nas associações de produtores, como estratégia para promover a sustentabilidade dos pequenos empreendimentos de Meliponicultura.

Sobre a Conferência
A Conferência tem como foco a disseminação de informações sobre programas, projetos e ações em desenvolvimento ou previstas nos estados do bioma Caatinga, que contribuem ou poderão contribuir para as metas previstas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela ONU.

Durante o evento serão realizadas palestras, salas temáticas com apresentação de experiências de preservação da Caatinga, e simultaneamente, a Feira dos Saberes e das Culturas da Caatinga que oferecerá um viés da produção agrícola, artesanatos e manifestações culturais do Nordeste. A Cooperativa Caroá, iniciativa apoiada pela Adel, participará da Feira expondo os produtos de jovens empreendedores rurais do território. Além de frutas e verduras orgânicas, a Cooperativa levará mudas e vasinhos com plantas suculentas produzidas pela Flor do Sertão, empreendimento criado pela jovem Sabrina Santos de São Luís do Curu/CE.

A II Conferência da Caatinga é uma realização da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e Instituto Agropolos, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA – Superintendência do Ceará) e dos representantes da sociedade, Instituto Nordeste XXI e Fundação Bernardo Feitosa. A coordenação é do Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, órgão que oferece embasamento técnico-científico ao planejamento de políticas públicas do legislativo estadual cearense.

A participação é gratuita e as inscrições podem ser feitas até 14 de junho, neste link: https://al.ce.gov.br/index.php/ii-conferencia-da-caatinga

Agricultura familiar e preservação ambiental no semiárido

 

Por Adriano Batista e Lelis Duarte*

A Adel, através do Programa Soluções Rurais, busca contribuir para o desenvolvimento local de comunidades rurais, a partir da cooperação entre agentes da sociedade civil e da integração de soluções inovadoras e viáveis, nas diversas dimensões do desenvolvimento, em uma perspectiva ecológica.

Tomando do por base a dimensão ambiental do desenvolvimento local, a Adel acredita que as práticas de produção e de gestão dos estabelecimentos rurais são alguns dos maiores desafios para o desenvolvimento rural, especialmente no contexto do Sertão Nordestino.

Trata-se de uma realidade repleta de adversidades, em que os pequenos produtores precisam exercitar empreendedorismo e resiliência, aproveitando ao máximo a criatividade, engenhosidade e cooperação, buscando as melhores formas de convivência e superando as dificuldades do meio em que estão inseridos. Para que assim possam usufruir de forma mais eficiente dos recursos naturais disponíveis, gerando resultados positivos para suas comunidades e para cada uma de suas famílias.

As práticas inadequadas utilizadas pelos pequenos produtores em seus estabelecimentos rurais causam danos ambientais a serem considerados, já que são bastante agressivas ao meio ambiente. Técnicas de produção sustentáveis geram produtos de maior qualidade e com maior valor agregado, ao mesmo tempo em que permitem aos agricultores interagir de forma harmônica e positiva com o habitat natural, pensando estrategicamente no uso inteligente dos recursos disponíveis e na conservação das características que geram insumos especiais, únicos e que contribuem para a qualidade, para diferenciação e para o ganho de valor dos produtos com que trabalham.

Por essa perspectiva, as soluções de convivência com o semiárido são identificadas de acordo com as demandas, as oportunidades e as potencialidades das comunidades atendidas. Ao longo dos últimos dez anos, a Adel vem estimulando a organização de cadeias produtivas em territórios do Ceará e Rio Grande do Norte por uma perspectiva sustentável. Destacamos aqui o caso da Meliponicultura.

A meliponicultura é uma oportunidade econômica para a agricultura familiar no semiárido. As técnicas de produção são adequadas e condizentes com as peculiaridades da caatinga, bem como com as limitações e capacidades técnicas e logísticas dos pequenos produtores rurais da região. As tecnologias difundidas pela Adel priorizam o modelo agroecológico e, portanto, sustentável, de criação de abelhas, produção e processamento de mel, que será aplicado pelos pequenos produtores capacitados e assessorados em seus empreendimentos socioambientais comunitários.

Essa atividade não necessita de investimento alto inicial e tem grandes vantagens ambientais, a exemplo da extensa flora brasileira da caatinga com inúmeras plantas nectaríferas e poliníferas essenciais para as abelhas. As abelhas melíponas são, entre os insetos, também os mais importantes polinizadores de plantas cultivadas, principalmente de árvores frutíferas que necessitam delas para sua polinização. Economicamente, a meliponicultura contribui para a valorização da floresta em pé, pois depende dela para gerar valor monetário a partir de um produto florestal não-madeireiro. Em termos socioeconômicos, sempre representou um bom negócio e cumpre um papel social muito importante, de tal forma que envolve toda família. Além disso, o criatório de abelhas não precisa de cuidados diários, permitindo que o produtor rural possa realizar outras atividades. A rentabilidade da atividade exige, porém, profissionalização para render boas safras.

A difusão de tecnologias modernas, agroecológicas e de baixo custo na criação de abelhas, produção e processamento de mel é estratégia para geração de renda e de oportunidades de trabalho na região. Destacando-se o significativo valor agregado que os produtos agroecológicos têm hoje em mercados bastante lucrativos e relativamente próximos da região beneficiada. É também uma porta de entrada bastante oportuna para a inclusão de jovens produtores rurais nas atividades da agricultura familiar, enquanto empreendedores. Uma oportunidade para promover uma cultura produtiva trans e multigeracional, que congregue e engaje produtores de diferentes faixas etárias, trocando conhecimentos e transmitindo tradições e saberes.

Ao estimular a meliponicultura, a Adel colaborou para criação da Rede Néctar do Sertão na Região do Médio Curu. O empreendimento foi organizado por lideranças de cinco grupos de Apicultores e Meliponicultores. Abrange 44 criadores de 16 comunidades em dois municípios: Pentecoste e Apuiarés, no norte do Ceará. E possui mais de 350 colmeias em produção. No início a quantidade de colônias era muito pequena, mas por meio da técnica de multiplicação de enxames, os criadores vêm preservando as espécies e ampliando a criação.

A produção de mel ainda é pequena: pouco mais de 100 litros por safra. O que está diretamente relacionado com às estiagens prolongadas, à reduzida quantidade de pastos apícolas, ao desmatamento e ao baixo número de colônias. O mel produzido é vendido com muita facilidade, pois o produto, além de ser de boa qualidade, é um ótimo alimento e tem propriedades medicinais. O litro de mel de tipo Jandaíra é vendido em média por R$ 120,00 na região.

Os produtores estão ampliando paulatinamente a criação sustentável de Melíponas e outras espécies de abelhas nativas, agregando valor à produção de mel.  Além disso, estão buscando mais conhecimento através de assistência técnica e capacitação. Pensando nisso, eles, em parceria com a Adel, construíram um Meliponário modelo na comunidade de Lagoa das Pedras, em Apuiarés.

Com o aprendizado correto do manejo dos animais pelos criadores, atualmente, praticamente 100% dos produtores faz alimentação artificial das colônias, evitando sua morte ou enfraquecimento. Além disso, dos 44 criadores integrados a Rede Néctar do sertão, 13 possuem em sua propriedade áreas protegidas e em recuperação e outros 27 estão protegendo e reflorestando uma área destinada a criação das abelhas.

Isso demonstra que a criação de abelhas, especialmente as nativas, é um fator importante para a preservação da caatinga e para o alcance do 15º Objetivo para o Desenvolvimento Sustentável (ODS): proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

Portanto, acreditamos que é possível produzir, gerar renda e trabalho preservando o meio ambiente. Através de práticas condizentes com o semiárido e acessíveis a seus moradores, técnicas de produção sustentáveis, gerando produtos de maior qualidade e valor final agregado, ao mesmo tempo em que permitem aos agricultores interagir de forma menos agressiva com o habitat natural em que estão inseridos.

Adriano Batista é Diretor Executivo da Adel e Zootecnista. Lelis Duarte, Assistente de Projeto da Adel, Bióloga e Especialista em Gestão Ambiental. 

Adel inicia segunda etapa de formação do Projeto Paulo Freire no Cariri Oeste

 

Mês passado iniciamos a segunda etapa do Projeto de Desenvolvimento Produtivo e de Capacidades – Projeto Paulo Freire no Cariri Oeste. A segunda etapa, diferente da primeira, busca atender famílias não cadastradas no Projeto, de comunidades que ainda não tiveram oportunidade de participar da formação.

Até agora o Percurso Formativo através de Capacitação em Políticas Públicas realizou 96 oficinas em 86 comunidades rurais no Cariri Oeste. Contando com mais de 4000 beneficiários, onde 40% eram mulheres e 25% jovens. Nos meses de abril e maio foram realizadas dezoito oficinas, em 18 comunidades rurais dos municípios de Campos Sales, Salitre, Nova Olinda, Santana do Cariri, Araripe e Potengi.

 

O Percurso Formativo sobre Políticas Públicas continuará até julho abordando os seguintes temas: Direitos humanos e educação; Terra, trabalho e produção; Água, soberania e segurança alimentar; mantendo o foco em mulheres e juventude. As capacitações contam também com um espaço de recreação destinado a crianças e adolescentes.

Para o jovem Maicon de Freitas, 21, Presidente da Associação Comunitária Ponta da Serra, em Santana do Cariri, o projeto proporciona o acesso a vários conhecimentos. “Com a chegada do pessoal da Adel, a população ficou conhecendo os seus direitos, como qual a importância dos direitos humanos, aprendendo o que é políticas públicas. Na área da agricultura, tomamos conhecimento do mal que fazemos ao solo, quando utilizamos agrotóxicos. Possamos por um apoio sobre como devemos plantar de forma correta, sem agredir o meio ambiente”.

 

Segundo Valdeci Silva, integrante do projeto e residente no Sítio Serra da Perua, Araripe, o Percurso Formativo foi uma oportunidade de trocar ideias, aprender mais e ensinar um pouco aos outros. “Foram dois dias de aprendizagem, tivemos acesso a vários conhecimentos e seria ótimo que a gente tivesse mais encontros como esse para ficarmos por dentro de nossos direitos e deveres como agricultor”

Sobre o Projeto

 

O Projeto de Capacitação em Acesso às Políticas Públicas tem por objetivo geral promover ações de capacitação e educação sobre as políticas públicas disponíveis para os povos do Semiárido, sendo executado pela Adel, compondo as ações do Projeto Paulo Freire.

Para realização deste Projeto, a Adel conta com Núcleo Avançado em Campos Sales e uma equipe composta por instrutores, recreadores e mobilizadores sociais. O Projeto Paulo Freire é uma realização da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Adel divulga Relatório Anual de Atividades referente ao ano 2017

 

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) apresenta, através de seu Relatório Anual 2017, seus resultados, perspectivas e os esforços no cumprimento de sua missão. O ano de 2017 foi especial: o décimo ano de existência da Adel, de uma história impressionante de conquistas e avanços em cenários com grandes desafios; o décimo ano de uma história de resiliência, característica dos ambientes onde a organização atua e que remontam à sua fundação.

A Adel foi criada e desenvolvida por pessoas que têm suas histórias de vida associadas aos contextos em que a organização trabalha diariamente. Há uma relação de intimidade, organicidade e cumplicidade entre aqueles que fazem a instituição e os que são atendidos e beneficiados pelos projetos e ações.

Em 2017, a Adel fortaleceu sua estratégia de desenvolvimento fundamentada na construção de um modelo híbrido de  valor. Em uma frente, a organização reforçou seu papel e compromisso como ONG promotora do desenvolvimento de comunidades rurais por meio do empreendedorismo e do protagonismo de jovens e agricultores, realizando programas e projetos de impacto social sem fins lucrativos.

Em uma segunda frente, concomitante, a Adel gerou valor por meio de suas expertises, ao oferecer a clientes serviços especializados no campo do desenvolvimento rural e local em uma lógica de negócios.

Os resultados financeiros positivos gerados por meio da venda de serviços para clientes é direcionado para o fundo de sustentabilidade e de manutenção dos programas de impacto social da organização, ou seja, para o cumprimento de sua missão. Destacamos que todas as atividades realizadas pela Adel estão alinhadas com os valores institucionais: empreendedorismo, protagonismo social, cooperação e juventude. E que os serviços realizados para clientes são sempre relacionados às expertises construídas pela Adel ao longo de sua experiência e são compatíveis com sua missão.

Essa estratégia retrata um caminho sólido e planejado para a Adel tornar-se uma organização mais consistente e contribui para sua sustentabilidade. Permite que a organização olhe para os próximos anos de trabalho com maior serenidade e a certeza de que seguirá crescendo, dando maior escala à sua atuação e ampliando a qualidade dos programas e ações e, consequentemente, os impactos nas comunidades atendidas.

Em diversas frentes, 2017 foi um ano de avanços, de abertura de novas parcerias e amizades e de consolidação técnica e gerencial da Adel. Com muito orgulho, compartilhamos este documento e reafirmamos o compromisso de construir uma relação transparente com as comunidades, parceiros, aliados, amigos e a sociedade.

Para ter acesso ao relatório completo, acesse o link: https://goo.gl/kLww2e

Boa leitura!

CPFL Renováveis e BNDES visitam Projeto de Segurança Hídrica no Rio Grande do Norte

Sistema de Abastecimento de Água no Assentamento Umburanas, São Miguel do Gostoso/RN

Na última quinta-feira, 24 de maio, a equipe de sustentabilidade da CPFL Renováveis e técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitaram o Projeto Segurança Hídrica executado pela Adel com o investimento social da CPFL Renováveis e BNDES no Rio Grande do Norte. O objetivo da visita foi conhecer o Sistema de Abastecimento de Água com dessalinizador e microusina solar no Assentamento Umburanas, no município de São Miguel do Gostoso.

Na ocasião, o Coordenador de Projetos da Adel, Ilys Santos, explicou a comitiva os processos de implantação e funcionamento dos Sistemas e sua importância com o objetivo de garantir o acesso e uso sustentável dos recursos hídricos em áreas rurais do estado do Rio Grande do Norte.

Reunião com beneficiários do Projeto no Assentamento Umburanas, São Miguel do Gostoso/RN

A comitiva também participou de uma reunião com os moradores e beneficiários do Projeto no Assentamento de Umburanas. A Presidente da Associação Comunitária, Maria Nazaré do Nascimento, expressou a alegria e felicidade em ter recebido um projeto tão grandioso. Para ela, a chegada do Projeto “é um sonho, por ter água na torneira todos os dias. Antes, a gente sofria muito. Eram vários dias sem água. É um sonho que estamos realizando”.

Em Umburanas o Sistema implantado é composto por uma rede de abastecimento com 2 km de extensão, recuperação de um poço profundo, um reservatório de 30m³, uma microusina solar com capacidade geradora de 3,24kWp e um dessalinizador que filtrará 250 litros de água por hora. Além das infraestruturas implantadas, a Adel vem atuando no desenvolvimento de capacidades das famílias para a gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos. Os sistemas estão em funcionamento desde fevereiro deste ano.

O Projeto Segurança Hídrica faz parte do Programa Raízes da CPFL Renováveis e visa garantir o acesso e uso sustentável dos recursos hídricos, promovendo a convivência com o semiárido a partir da sustentabilidade ambiental e social de 4.045 agricultores de nove comunidades rurais no Rio Grande do Norte.

Seminário Internacional “Evidências e estratégias para prevenção de Crime & Violência no Ceará”

Reprodução Facebook Ceará Pacífico

 

Nos dias 21 e 22 de maio, o Diretor Executivo da Adel, Adriano Batista, esteve representando a instituição no Seminário Internacional “Evidências e estratégias para prevenção de Crime & Violência no Ceará”, no Gabinete da Vice-Governadoria do Ceará.

O Seminário é uma iniciativa do Pacto por um Ceará Pacífico em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial. Durante os dois dias, representantes do setor público e privado discutiram propostas de ações estratégicas de prevenção ao crime e a violência no Estado.

Reprodução Facebook Ceará Pacífico

 

O debate foi dividido em três eixos de atuação: prevenção primária (escolas, esporte etc), prevenção secundária (Inteligência Policial e ações para pessoas em situações de vulnerabilidade) e prevenção terciária (ação policial direta contra a criminalidade). No primeiro dia aconteceu palestras com especialistas sobre experiências exitosas de prevenção e segurança pública de vários países. No segundo dia, representantes do Governo do Ceará apresentaram as ações do Estado e ocorreram oficinas e workshops para debates, discussões e proposições de encaminhamentos. A Vice-Governadora do Estado, Izolda Cela, participou durante os dois dias do evento.

As ações da Adel com jovens através do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), com destaque para mais recente vertente do Programa, voltada para estudantes do Ensino Médio de escolas rurais – Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas, trabalha conceitos como direitos humanos e protagonismo, e, busca também a redução da vulnerabilidade de jovens expostos a situações de risco e de violência.

Infelizmente, a letalidade de adolescentes e jovens vem crescendo significativamente nas áreas rurais nos últimos anos. Isso afeta e impacta negativamente os jovens nas comunidades em que atuamos. Portanto, discutir a vulnerabilidade de jovens por exposição a situações de risco e violência é fundamental para promoção do desenvolvimento local.

Adriano Batista, Diretor Executivo Adel; Fabio Beneduce, Coordenador Geral ITEVA e Francisco Ibiapina, Secretário STDS, da esquerda para a direita

Para Adriano Batista, o evento foi um espaço extremamente proveitoso para levantar evidências e desenhar estratégias para a prevenção da letalidade dos adolescentes e jovens. “Foi uma grande oportunidade de conhecer os desafios relacionados ao tema e como a Adel pode impactar positivamente nesse cenário através de suas expertises”.

A Adel acredita que o empreendedorismo e o protagonismo são fundamentais para o desenvolvimento dos jovens rurais. Se desejamos que os jovens sejam agentes de desenvolvimento local, como empreendedores e inovadores em suas comunidades, é essencial que eles possam crescer e se desenvolver como pessoas de forma segura e menos vulneráveis a violência e riscos.

Modelo híbrido integra estratégia de atuação da Adel

 

*Por Glaucio Gomes

Diante do cenário de retração das atividades de filantropia no Brasil e no mundo trabalhar com modelos híbridos tem sido a aposta de muitas organizações sociais no Brasil para garantir sua sustentabilidade financeira. A Adel aderiu a esse modelo e alia as estratégias programáticas, sem fins lucrativos e orientadas totalmente para a missão com estratégias de novos negócios, em que as expertises da instituição são tratadas por seu valor agregado e oferecidas a clientes no formato de prestação de serviços de consultoria e assessoria em gestão do desenvolvimento local e gestão de impactos socioambientais em comunidades resilientes.

Criada em 2007 com a ideia de que era possível gerar valor para as atividades técnicas e especializadas para o desenvolvimento local, a Adel começou em 2016 a materializar este desejo quando estabeleceu sua primeira relação de negócio com um cliente para realizar serviços especializados de desenvolvimento local em comunidades no interior do Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro.

Reconhecendo que uma relação comercial, puramente de negócios, exige um tipo de interação, cobranças e expectativas sobre qualidade e eficiência diferente de uma relação filantrópica, geralmente mais amena ou flexível, a Adel preparou-se para essas oportunidades técnica e administrativamente. Ao tratar de contratos com escala financeira e operacional significativamente maiores e com modelos de gestão, de relacionamento com stakeholders, de administração e de entrega de produtos e resultados específicos é necessário além de atender aos padrões do mercado, satisfazer o cliente a ponto de gerar propaganda espontânea.

Diferencial

E o sucesso dessa empreitada, pelo menos na Adel, tem sido o profissionalismo – o cliente não espera o mesmo que o doador ou que o investidor social. Ele não espera se relacionar com uma ONG, ou ter que se lembrar dessa diferença de tipo institucional – com e sem fins lucrativos. Para o cliente, o que importa é a relação entre custo, benefício e oportunidade. A seriedade, o profissionalismo e as garantias de qualidade e eficiência nas entregas devidas.

Um exemplo da seriedade conferida pela Adel a esse processo de transição para uma organização híbrida foi a criação de uma Diretoria de Negócios – especificamente criada para gerir projetos e contratos relativos a operações comerciais com clientes. Que foi ocupada por Wagner Gomes, empreendedor social da Rede Folha e fellow da Ashoka. Anteriormente, exercia a função de Diretor Executivo da Adel.

Certamente a maior ameaça gerada pela criação de um canal de relacionamento comercial com clientes em uma ONG é à sua consistência geral, sua dedicação e seu foco para sua missão. São vários os casos de organizações que criaram estratégias de negócios e implantaram em sua atuação que, em pouco tempo, se viram em dilemas entre seguir seus valores referentes à missão ou crescer empresarialmente, em sua frente comercial.

A Adel para “fugir” desse dilema deixa claro para si própria, como instituição, quais são os limites de sua atuação comercial e ao respeitar sempre esses limites. A instituição apresentou os serviços que oferecem ao mercado através de seu portfólio e as condições de oferta – ter alinhamento ético e técnico com a missão da instituição e levar em consideração, no desenho e na aplicação da estratégia e da metodologia de implantação seus valores centrais: empreendedorismo, protagonismo, cooperação e juventude. Houve casos, em negociações com clientes, em que negócios não foram fechados porque os desejos do cliente eram contrários a missão institucional.

A atuação negocial é uma estratégia efetiva de sustentabilidade institucional. É apenas uma outra estratégia para gerar impacto, assim como a nossa atuação tradicional – sem fins lucrativos, realizando projetos a partir de doações e investimentos sociais privados. Ambas as frentes trabalham para cumprirmos com nossa missão e respeitando nossos valores. A diferença é a maior flexibilidade na frente comercial para alinhar nossa prática e nossos expertises com as demandas apresentadas por nossos clientes. Enquanto em nossa frente programática nós escolhemos e propomos a parceiros e doadores o modelo e o local de incidência de nossa atuação, de modo discricionário.

O modelo de gestão implantado na instituição também é importante para evitar o dilema do crescimento da atuação comercial sobre as atividades relacionadas a missão. Na Adel os mecanismos de governança das áreas de negócios e programática são totalmente separados e específicos às necessidades e oportunidades de cada uma. Enquanto na área programática, existe uma equipe especializada e dedicada para pensar em projetos de impacto social por uma perspectiva metodológica própria com dinâmicas pedagógicas voltadas para o trabalho com as comunidades e com o território, a área de negócios conta com uma equipe especializada mais móvel, dinâmica e que está preparada para atuar gerindo e operacionalizando serviços em diferentes núcleos, territórios e comunidades, de acordo com as demandas e oportunidades apresentadas pelos clientes – e alinhadas com o portfólio. A própria cultura de relacionamento com esses dois tipos de stakeholders, doadores e clientes, é diferente e exige perfis profissionais distintos.

As áreas programática e de negócios são unidades de gestão separadas. Ambas as equipes interagem entre si, trocam conhecimentos, registram lições que aprendem em campo e em alguns casos se complementam em projetos específicos. Busca-se sempre a eficiência operacional. Em muitos casos, as equipes de uma área prestam serviços internos à outra área, por terem maior expertise em um assunto ou outro demandado em um projeto ou contrato. Mas as premissas que governam ambas as áreas são abertas e declaradamente específicas às suas configurações, para que sejam adequadas ao relacionamento com seus stakeholders chaves.

Tudo isso é possível na Adel porque houve planejamento e uma vocação institucional. A instituição investiu em profissionalização e promove uma cultura organizacional em que o dinamismo é chave para lidar com diferentes faces e formas de interação para cumprir sua missão. Por ser uma organização social de interesse público (OSCIP) todos os resultados financeiros positivos de operação, são investidos em atividades relacionadas à missão. Os saldos positivos das operações de negócios são transferidos para um fundo de manutenção e administração da Adel, que permitem que a estrutura da organização seja mantida para sua atuação na frente programática.

Com um faturamento de cerca de R$ 3 milhões por ano com contratos de negócios, os resultados financeiros positivos dessa operação permitem oferecer importantes contrapartidas institucionais e complementar doações e investimentos sociais privados para desenvolver a área programática e beneficiar, ainda mais jovens rurais, agricultoras e agricultores em comunidades resilientes.

Adel inicia oficinas do Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas

 

Ontem, 08 de maio de 2018, realizamos as primeiras oficinas do Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas. Iniciamos com a oficina Sustentabilidade e Convivência com a Caatinga na EEM Etelvina Gomes Bezerra, em Pentecoste.

No total, 49 adolescentes que cursam entre o 1º e 3º ano do Ensino Médio, participaram das atividades do projeto que ocorrem nos turnos manhã e tarde.

Os principais objetivos da oficina Sustentabilidade e Convivência com a Caatinga são compreender a dimensão territorial e a importância do bioma para o Brasil e o Nordeste brasileiro, e, refletir com os adolescentes os impactos ambientais sobre a Caatinga na região onde vivem.

Numa perspectiva de educação contextualizada e utilizando os princípios da cooperação e a valorização dos saberes tradicionais, nossa equipe promoveu durante a oficina um debate sobre a dimensão territorial da Caatinga, os impactos da ação do homem nesse território, e as possibilidades de recuperação e conservação do bioma.

 

Segundo Marleide Moreira, Coordenadora e Professora da Escola Etelvina Gomes Bezerra, o projeto traz perspectivas de futuro, pois através dele os jovens conhecem novas alternativas de permanência no meio rural após a conclusão do Ensino Médio. Ela acredita no protagonismo dos jovens e na capacidade de transformação em ambientes de resiliência.

Para o estudante Amom Matos, de 17 anos, a oficina lhe permitiu aprimorar os conhecimentos sobre o território onde vive. Ele acredita que os conceitos aprendidos e compartilhados serão de grande impacto no seu futuro.

Além dessa oficina, os estudantes participarão nas próximas semanas de mais cinco oficinas: Juventude e Direitos Humanos; Águas e Desenvolvimento do Semiárido; Juventude e Protagonismo Rural; Juventude e Empreendedorismo Rural; e, Inovação e Tecnologias Socioambientais.

Todas as oficinas acontecerão nos turnos manhã e tarde nas Escolas. Após esta etapa de formação, os estudantes participarão de um intercâmbio e de um seminário de conclusão do projeto, atividade em que os estudantes apresentarão para a comunidade escolar as soluções criativas que eles pretendem desenvolver em suas comunidades.

Ainda esta semana, nossa equipe inicia as oficinas em mais três escolas do território: EEM São Sebastião, Apuiarés (09 de maio); EEM Waldemar Alcântara, São Gonçalo do Amarante (10 de maio); e EEM Edite Alcântara Mota, General Sampaio (11 de maio).

O Projeto

 

O Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas, que é parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), atua em escolas dos municípios cearenses de Pentecoste, Apuiarés, São Gonçalo do Amarante e General Sampaio.

Consiste em oficinas com estudantes e professores de escolas formais do Semiárido cearense, a partir da estratégia de introduzir temas como convivência sustentável, desenvolvimento local, empreendedorismo rural de jovens, protagonismo social, direitos humanos e convivência com o clima da região. São apresentados conceitos, ferramentas e abordagens, com o intuito de incorporar nos conteúdos formais e no dia a dia escolar valores e práticas relacionadas aos temas citados.

O Projeto é resultado de parcerias firmadas em 2018, com a Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) e Rede Globo através do Criança Esperança, e, com o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE). Conta com o apoio da Secretaria Estadual da Educação e Cultura do Estado do Ceará (SEDUC-CE).

Adel assina contrato com o ChildFund Brasil

 

Na última segunda-feira, 30 de abril, a Adel assinou o primeiro contrato com o ChildFund Brasil, organização que apoia através de seus projetos, crianças, adolescentes, jovens, famílias e comunidades em situação de risco social, para que possam exercer com plenitude o direito à cidadania.

O acordo feito com o ChildFund Brasil permite a elaboração de uma cartilha educativa sobre empreendedorismo e protagonismo para jovens, com idade entre 15 e 24 anos, de todo o Brasil. O acordo foi assinado pelo Diretor Executivo da Adel, Adriano Batista, após reunião em Fortaleza/CE, com o Diretor Nacional do Chilfund Brasil, Gerson Pacheco; Gláucio Gomes, Diretor de Desenvolvimento da Adel; e, Eduardo França, Gerente Financeiro do Chilfund Brasil.

A cartilha abordará os conceitos sobre empreendedorismo e sua relação com a prática, as oportunidades e potencialidades no cotidiano dos jovens em situação de resiliência. Será distribuída para os jovens da REJUDES (Rede de Juventudes em Defesa dos Seus Direitos Sociais) apoiada pelo Chilfund Brasil.

Segundo Gerson Pacheco, o ChildFund Brasil tem uma rede com 7,8 mil jovens sedentos por conhecimentos sobre empreendedorismo e essa é uma oportunidade para apoiá-los junto com a Adel.

Conheça os projetos do ChillFund Brasil em: https://www.childfundbrasil.org.br/