Adel realiza oficina sobre Inovação e Tecnologias Socioambientais com estudantes de Escolas Públicas

 

Por meio do Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas, realizado em quatro instituições públicas de ensino do Estado do Ceará, a Adel iniciou na última semana, a oficina Inovação e Tecnologias Socioambientais com 50 estudantes de cada Escola. Vinte e cinco em cada turno.

O principal objetivo da oficina é proporcionar aos estudantes a compreensão do que são essas tecnologias e a sua importância no processo de sustentabilidade e desenvolvimento local. A partir dessa aprendizagem, os jovens podem abrir o leque de possibilidades e aplicar os conhecimentos aprendidos na elaboração de microprojetos pontuais e possíveis de serem implantados por eles próprios, com poucos recursos e de forma resiliente em suas escolas e/ou comunidades. Após discutida a importância do acesso e do uso das Tecnologias Socioambientais, a oficina orienta os jovens sobre como elaborar seus microprojetos.

Ao início de cada oficina os jovens constroem um mural do comprometimento e são divididos em equipes cooperativas, onde cada um exerce um papel: o Coordenador é o responsável por articular seus colegas de equipe para realização das tarefas; o Organizador é o responsável por administrar os recursos disponíveis para realizar as tarefas; o Escritor é responsável por anotar as ideias dos debates do grupo; o Comunicador é o responsável por ser o “porta-voz” da equipe, representando-a nos momentos de diálogo com outros atores envolvidos na Oficina e nos momentos de apresentação e o Estimulador é o responsável por motivar os demais participantes a cumprirem com suas respectivas funções.

 

Para a Coordenadora de Projetos da Adel, Raquel Ferreira, esta segunda fase é uma etapa brilhante. “A gente conseguiu atingir 400 jovens de diversas formas. Essa oficina é uma atividade prática, as cinco primeiras oficinas a gente pode considerar oficinas de sensibilização, então esse momento se torna a concretização das demais oficinas” ressalta.

Para a elaboração dos microprojetos, os jovens participam de quatro atividades: Árvore de Problemas e Objetivos; Elaboração da Matriz FOFA para análise situacional do ambiente; Escrita e Apresentação do Projeto.

Natália Martins, 16, estudante da escola Edite Alcântara Mota de General Sampaio compartilha suas impressões sobre o encontro: “A oficina foi muito importante, pois muitos alunos têm vontade de desenvolverem um projeto só que não tem ninguém que incentive. Eu já tinha interesse em desenvolver um projeto e com a oficina de Inovação e Tecnologias Socioambientais eu pude dar minhas ideias, compartilhar com meu grupo, fazer com que nosso microprojeto possa ir adiante e a gente possa compartilhar com nossos outros colegas e levar em breve para além da escola”. Natália e sua equipe buscam desenvolver um projeto que ajude a combater o bullying no ambiente escolar.

 

De cada turma serão eleitos três microprojetos que tiverem maior destaque, ou seja, quatro por escola, que serão apresentados no Seminário de encerramento do Projeto . Em breve divulgaremos mais detalhes sobre o processo de escolha. Mas antes disso, os jovens ainda participarão de intercâmbios, onde conhecerão na prática iniciativas inovadoras e casos de sucesso que estão sendo desenvolvidos na região.

Sobre a participação nesta oficina

A seleção dos jovens para esta etapa aconteceu de acordo com os seguintes critérios: Número de participação nas cinco oficinas realizadas na primeira etapa, resposta à pergunta que foi feita a cada jovem, se possui interesse em desenvolver um microprojeto e o terceiro critério foi a participação, jovens que se destacaram durante as oficinas e foram identificados com perfil de protagonistas. Através do cruzamento desses três dados a equipe gestora do Projeto conseguiu chegar nos 25 de cada turma.

A primeira etapa compreendeu cinco oficinas: Sustentabilidade e Conservação da Caatinga; Juventude e Protagonismo Rural; Juventude e Empreendedorismo Rural; Juventude e Direitos Humanos e Água e Desenvolvimento do Semiárido. Realizadas em quatro escolas: EEM São Sebastião em Apuiarés; EEM Waldemar Alcântara em São Gonçalo do Amarante; EEM Etelvina Gomes Bezerra em Pentecoste e EEFM Edite Alcântara Mota em General Sampaio. Faz parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), resultado de parcerias firmadas com a Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) e Rede Globo através do Criança Esperança, e, com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE). Conta com o apoio da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC-CE).

Diagnóstico apresenta potencialidades e vulnerabilidades de comunidades rurais no Rio Grande do Norte

 

Desde março de 2018, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) realiza diversas atividades no âmbito do Programa EDP Renováveis Rural – programa social realizado pela EDP Renováveis Brasil nos municípios de Touros e Jandaíra, no Rio Grande do Norte.

O Programa EDP Renováveis Rural é uma estratégia para ampliar as capacidades de agricultores e agricultoras de pequenas propriedades em comunidades rurais no semiárido do Nordeste brasileiro. Faz isso a partir do investimento em capacitação, em difusão de tecnologias socioambientais e em assessoria aos atores locais para formação de arranjos produtivos e fortalecimentos de redes de proteção social.

Dentre as atividades realizadas até o momento, destaca a produção de um Diagnóstico sobre as potencialidades e vulnerabilidades de quatro comunidades rurais beneficiadas. O Diagnóstico contemplou entrevistas semiestruturadas com lideranças, representantes de órgãos públicos, instituições da sociedade civil e outros atores estratégicos nas comunidades rurais.

Além das entrevistas, a Adel realizou oficinas de Diagnóstico Rural Participativo (DRPs) com o objetivo de elaborar a cartografia social das comunidades atendidas. Os dados evidenciaram oportunidades, potencialidades e os desafios no contexto dos estabelecimentos produtivos de cada agricultor familiar.

 

Jandaíra e Touros somam mais de 40 mil habitantes e são municípios rurais localizados na região de Mato Grande. A agricultura e a pecuária em regime extensivo nesses municípios são basicamente para subsistência. O Diagnóstico definiu o perfil produtivo de cada agricultor(a) e foi essencial para a orientar a indicação das tecnologias socioambientais de convivência com o semiárido que serão implantadas nas propriedades dos pequenos produtores rurais nos dois municípios atendidos.

Na próxima etapa do Projeto, a Adel vai implantar tecnologias sustentáveis de convivência com o semiárido. Em um primeiro momento serão instaladas: Cisternas de Produção de 52 Mil litros; Unidades de produção agroecológica de mel de abelhas nativas; Unidades de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS); Unidades de reuso das águas cinzas; Unidades de criação de Galinhas Caipiras; Unidades de produção de mel (Apis); e, Unidades de produção de palma com reuso de água.

Repletos de talentos, habilidades, saberes e conhecimentos, as comunidades rurais onde o Programa é realizado têm imenso potencial criativo. “O principal objetivo do Programa EDP Renováveis Rural é contribuir com as comunidades vizinhas aos Parques Eólicos da Empresa e ajudá-los a desenvolver melhor as potencialidades que eles já têm”, explica Emiliana Fonseca, Especialista Ambiental da EDP Renováveis Brasil.

 

 

Sobre o Diagnóstico

O Diagnóstico de Potencialidades e Vulnerabilidades para o Desenvolvimento Rural de comunidades localizadas no entorno dos Parques Eólicos da EDP Renováveis Brasil nos municípios de Touros e Jandaíra, no Estado do Rio Grande do Norte, reúne dados relevantes para orientar a implantação de tecnologias socioambientais de convivência sustentável com o semiárido em 40 pequenas propriedades de agricultores familiares beneficiados pelo Programa EDP Renováveis Rural.

Todxs pela Democracia

 

São nos momentos mais críticos da História que a sociedade civil organizada precisa mostrar sua relevância e a sua competência para apoiar os anseios, representar os interesses e promover a garantia de direitos e a proteção social das pessoas, dos grupos e das comunidades em situação de vulnerabilidade no Brasil.

Vivemos em um país que, a partir de sua Constituição Federal, tem como pilares essenciais de sustentação o regime democrático, a efetivação da justiça, a promoção da igualdade social e da diversidade humana e cultural e, em especial, a garantia dos direitos humanos. A mesma Constituição Federal que prevê a proteção social às pessoas mais vulneráveis, por ratificar a premissa ética que orienta o nosso projeto de nação: de que somos todos iguais como pessoas humanas e que devemos ter acesso equânime às oportunidades para que sejamos o melhor que possamos ser, de acordo com nossas vocações e nossos desejos.

Agora estamos em um desses momentos críticos. Quando um dos candidatos à Presidência da República cria uma agenda e promete medidas com base em uma plataforma política que restringe a democracia e ameaça a garantia dos direitos humanos. Que agride pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade em seus discursos e que prevê ser ainda mais agressivo na prática política, caso seja eleito. Que promove a violência e a truculência como estratégias de imposição da vontade de uns sobre os outros, de modo institucionalizado.

Essa plataforma contraria os princípios mais básicos que orientam a existência e a atuação da Adel, a sua missão e conflitam de modo claro com seus valores. Vai de encontro ao modelo de desenvolvimento que a Adel acredita ser importante para um país como o Brasil, dado seu contexto histórico, social e cultural. Desenvolvimento que apenas é possível com políticas públicas participativas que sejam orientadas para atender às pessoas e potencializá-las como protagonistas de suas histórias e de suas comunidades.

Precisamos de mais democracia, de efetivação mais intensa dos direitos humanos. Não de menos. Nunca de menos.

Vai além disso: a Adel acredita na empatia e na construção de uma cultura de paz como caminhos para o desenvolvimento humano e sustentável. Em menos violência, menor truculência, em maior gentileza e respeito nas relações entre as pessoas: a disseminação de uma ética de cooperação e empatia.

Democracia, garantia irrestrita e incondicional dos direitos humanos, igualdade e diversidade são alguns dos valores mais caros para a Adel e são essenciais para sua missão. Para os impactos sociais que gera nas vidas de jovens e agricultores. E qualquer ameaça a esses valores merece nada menos do que nosso repúdio.

Não apoiamos nenhum candidato em específico em qualquer processo eleitoral que seja. Mantemos nossa posição de absoluta neutralidade partidária. Mas manifestamos aqui nosso total repúdio à plataforma política apresentada pelo candidato Jair Bolsonaro, às agressões às instituições democráticas e aos direitos humanos no Brasil.

Oficina sensibiliza jovens para a Gestão Sustentável da Água no Semiárido

Jovens estudantes participantes da Oficina Água e Desenvolvimento do Semiárido em São Gonçalo do Amarante/CE

O Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) com estudantes das escolas da Rede Estadual de Ensino do Ceará, iniciou na última semana a oficina intitulada “Água e Desenvolvimento do Semiárido”.

O objetivo da oficina é sensibilizar os jovens sobre a importância da gestão sustentável da água no Semiárido. De forma lúdica e por meio da metodologia cooperativa, os jovens são alertados para o uso coletivo e consciente dos recursos naturais. Eles são motivados a identificar o potencial hídrico de suas comunidades e territórios, e, discutem os desafios de gestão coletiva da água que a sociedade enfrenta atualmente.

 

A Adel acredita que debater sobre a gestão dos recursos hídricos com jovens numa perspectiva global e local é de extrema importância. A água, apesar de ser um dos elementos mais necessários à humanidade, ainda não é tratada como tal. A má gestão dos recursos hídricos acaba por gerar um desperdício sem precedentes.

De acordo com dados do Banco Mundial, até 2050, a água do planeta não será suficiente para o consumo de mais de um bilhão de pessoas. Isso ocorre devido ao crescimento acelerado da população, o que consequentemente faz crescer com rapidez a demanda por abastecimento.

Nos últimos anos, as tecnologias sociais de acesso à água implantadas no semiárido, como as Cisternas de Placas, vem contribuindo efetivamente para a melhoria da qualidade de vida da população rural. Entretanto, ainda existem diversos desafios no momento de desenvolver um projeto agrícola, por exemplo, que requer maior uso de recursos hídricos. Durante a oficina os jovens estudam sobre essa realidade e discutem diversas estratégias viáveis para a gestão da água e o desenvolvimento das comunidades onde vivem.

“O projeto me incentivou e me deu conhecimento de assuntos que nunca passaram pela minha mente. Esse tema das águas é um dos mais importantes, faz com que eu valorize mais essa riqueza natural que vemos a cada dia acabando pouco a pouco, pois com os conteúdos que aprendi posso passar meus conhecimentos para as pessoas se conscientizarem sobre a importância da água para nós” relata Luciano Ferreira, 17, estudante da EEM Etelvina Gomes Bezerra, em Pentecoste.

 

Os estudantes são apresentados ainda à Política Nacional de Recursos Hídricos conhecida como Lei das Águas. Assim como a seus órgãos gestores, como o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH); o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (SNIRH) que é um dos instrumentos de gestão de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA), entidade reguladora vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) dedicada a fazer cumprir os objetivos e diretrizes da Lei das Águas do Brasil.

Para a Coordenadora de Projetos da Adel, Raquel Ferreira, “além de sensibilizar e apresentar meios para os jovens aprenderem a conviver com a escassez de água, como a questão da boa gestão dos recursos, é importante discutir e apresentar também as tecnologias socioambientais de captação e armazenamento das águas”. Na oficina, os jovens passam a conhecer meios de utilizar os recursos hídricos de forma racional através destas tecnologias, tais como Sistema de Bioágua Familiar e Cisternas de Placas.

Sobre a temática
O tema segurança hídrica já é trabalhado pela Adel há alguns anos, tanto na área programática quanto de negócios. Como o apoio ao Fundo de Acesso à Água criado em 2013 com o intuito de difundir tecnologias inovadoras de gestão das águas no Vale do Rio Canindé e através do Projeto Segurança Hídrica, realizado desde 2017, em parceria com a CPFL Renováveis através do Programa Raízes, que beneficia centenas de famílias no Rio Grande do Norte.

A oficina “Água e Desenvolvimento do Semiárido” é a quinta oficina realizada pelo Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas. O Projeto é realizado em quatro escolas: EEM São Sebastião em Apuiarés; EEM Waldemar Alcântara em São Gonçalo do Amarante; EEM Etelvina Gomes Bezerra em Pentecoste e EEFM Edite Alcântara Mota em General Sampaio. Hoje, 26 de setembro, a oficina está acontecendo em São Gonçalo do Amarante. Amanhã e sexta-feira, 28 de setembro será em Pentecoste e Apuiarés, respectivamente.

Faz parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), resultado de parcerias firmadas com a Unesco (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) e Rede Globo através do Criança Esperança, e, com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE). Conta com o apoio da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC-CE).

CPFL Renováveis em parceria com Adel inaugura Casa de Farinha com povos indígenas Tremembé de Almofala, em Itarema no Ceará

Participantes do encontro de inauguração da Casa de Farinha Raízes da Terra em Itarema/CE

A CPFL Renováveis, líder na geração de energia renovável no Brasil, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL) inauguraram em setembro a Casa de Farinha Raízes da Terra, no Aldeamento Passagem Rasa, Terra Indígena Tremembé de Almofala, em Itarema, no Ceará. A construção do local faz parte do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI), condicionante da licença de operação do Complexo Eólico Pedra Cheirosa, de propriedade da geradora de energia.

O evento de inauguração contou com a presença de mais de trinta pessoas, entre representantes da FUNAI, da CPFL Renováveis, da Adel e o Povo Indígena Tremembé de Almofala. No encontro, foi apresentada a trajetória do projeto, o processo de construção da Casa de Farinha e sua importância no fortalecimento das atividades produtivas locais, além da melhoria nas condições socioambientais da Passagem Rasa e dos demais aldeamentos que farão uso do equipamento.

A Casa de Farinha Raízes da Terra possui área construída de 140 m² é composta por um sistema de ralação, prensagem e dois fornos artesanais e tem capacidade de produção de 900 kg de farinha por dia.

A Casa de Farinha vem suprir uma necessidade do Povo Indígena Tremembé de Almofala que é produzir a farinha nos próprios aldeamentos, eliminando a necessidade de acessar estabelecimentos similares desta região. Espera-se uma interação maior entre as aldeias vizinhas e a gestão será coletiva e beneficiará a todos.

Encontro com povos indígenas tremembés no Aldeamento Passagem Rasa, Itarema/CE

Durante a inauguração, Manoel Domingos, Liderança do Aldeamento Passagem Rasa, enfatizou sua satisfação e felicidade em receber o projeto. “É uma honra ter uma Casa de Farinha em nosso aldeamento. Tentamos outros projetos, mas esse sempre foi muito desejado por nós. A Casa de Farinha é uma conquista para todos nós”, disse.

Além do Cacique João Venâncio, Pajé Luís Caboclo, lideranças dos diversos aldeamentos, e demais indígenas, participaram do encontro Gláucio Câmara, analista de Licenciamento Ambiental da CPFL Renováveis; Cicero Sousa, Cristiane Dutra e João Bosco, representantes da FUNAI Regional e Local; e, três integrantes da equipe da Adel, Adriano Batista, diretor executivo, Wagner Gomes, diretor de negócios e Elionardo Oliveira, assistente de comunicação.

Povos indígenas tremembés celebram a construção da Casa de Farinha Raízes da Terra em Itarema/CE

O cultivo de mandioca faz parte da tradição dos povos indígenas. Nas farinhadas eles produzem além da farinha, outros derivados de mandioca, como goma, massa e beiju. Aprimorar essas técnicas de produção e fortalecer o trabalho coletivo são os principais objetivos do projeto. Durante uma boa safra, cada família indígena chega a produzir cerca de 100 kg de farinha.

Jovem beneficiada pela Adel participa da série Pense Grande.doc do Canal Futura

Sabrina Santos, idealizadora do empreendimento Flor do Sertão

Sabrina Santos, 23, jovem beneficiada pelo Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) da Adel, idealizadora do empreendimento Flor do Sertão, projeto socialmente sustentável que valoriza o sertão, participa do Pense Grande.doc que começa a ser exibido pelo Canal Futura nesta quinta, 27 de setembro.

A série foi produzida pelo Canal Futura em parceria com a Fundação Telefônica Vivo. Serão 26 episódios que apresentarão histórias de jovens empreendedores brasileiros que estão desenvolvendo seus próprios projetos. Segundo o Futura, a série foi toda pensada para o público jovem, desde a apresentação até a linguagem e a produção. Os vídeos foram produzidos e dirigidos por jovens das cinco regiões brasileiras, que participaram da formação audiovisual dos projetos Geração Futura Universidades Parceiras e Curtas Universitários, ambos do Canal, e apresentam negócios dos mais diversos segmentos em diferentes estágios de desenvolvimento.

O episódio com participação da Flor do Sertão foi produzido pelo jornalista de 24 anos, Everton Lucas, que conheceu a Adel e a história da Sabrina e de outros jovens empreendedores por meio da Exposição A Nova Cara do Sertão, realizada pela instituição no final de 2017 no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

O jovem confessa que quando surgiu a oportunidade do documentário se sentiu atraído pela temática do jovem rural, como forma de desmistificação tanto do próprio jovem do interior, como do sertão do Nordeste brasileiro, que ainda acaba sendo visto de forma estereotipada por outras regiões.

Everton visitou Vila Bezerra, comunidade rural do município de São Luís do Curu e pôde conhecer de perto a realidade de Sabrina. Ele acredita no valor imenso de contar a história de uma jovem mulher que ousou empreender no interior e foi na contramão da maioria dos jovens que deixam suas comunidades, muitas vezes por necessidade ou por não verem outra saída. Sabrina escolheu ficar e desenvolver sua própria comunidade, onde tem raízes e laços sociais e afetivos.

“A gente pôde contar a história de uma menina que tem garra, que luta, que buscou formação junto com a Adel, que soube planejar direito as coisas e tem um projeto de negócio muito bem estruturado. A história da Sabrina vai ser sem dúvida muito importante para a trajetória de muitos jovens aqui no interior do Ceará que vivenciam a falta de oportunidades nas suas cidades. A Sabrina mostra que é possível permanecer no interior, que é possível empreender e tentar fazer com que a economia local seja alavancada pela própria iniciativa desses jovens”, destaca o produtor.

Para o Diretor Executivo da Adel, Adriano Batista, a série é de extrema importância, pois trará visibilidade para histórias de jovens que veem o empreendedorismo como uma oportunidade de gerar renda e desenvolvimento, principalmente jovens que vivem em ambientes de alta resiliência como o semiárido brasileiro, como é o caso de Sabrina. “Quando contamos as histórias dessas pessoas, elas se tornam referências positivas para outros jovens, elas começam a pensar e olhar para seu local, olhar para suas comunidades e percebem ali as oportunidades que têm, atreladas às suas vocações, assim como Sabrina tem feito” destaca Adriano.

Para Sabrina, foi na necessidade que ela encontrou a oportunidade de empreender.
“Após finalizar meu curso técnico em agropecuária e não conseguir um emprego, resolvi voltar para minha comunidade para trabalhar com algo que gosto e tenho vocação” relata.

Acompanhe a trajetória de Sabrina e Flor do Sertão no episódio 10, dia 29 de novembro.

Sobre o Programa
O Pense Grande.doc será exibido toda quinta-feira às 10h15, tendo duração de quinze minutos e classificação livre. Após exibição na TV os episódios estarão disponíveis no Futura Play. A série será um forte incentivo para jovens que já empreendem e para aqueles que sonham em empreender, mas ainda não descobriram como.

Com apresentação de Lellêzinha, atriz e cantora do Dream Team do Passinho, o primeiro episódio contara a iniciativa do projeto “Barkus”, desenvolvido no Rio de Janeiro por três jovens facilitadores financeiros que dividem seu conhecimento em uma plataforma na web. São mentores pessoais que, com aulas e acompanhamento, dão dicas a outros jovens sobre como cuidar do próprio dinheiro. No segundo episódio, 4 de outubro, a série contará a história de uma jovem com síndrome de Down que abriu o “Bellatucci”, um café gourmet em São Paulo que além de ser comandado por ela, também emprega outros portadores de Down. Acompanhe!

Conheça a história da Sabrina: http://www.adel.org.br/jovem-usa-paixao-por-plantas-ornamentais-e-abre-o-empreendimento-flor-do-sertao/

Saiba mais sobre a série: http://futura.org.br

Jovem de Pentecoste lança livro de combate à violência sexual infantil

Evilene Abreu, Diretora de Comunicação da Adel; Mônica Mota, jovem protagonista e autora do livro Tom, Elis e Chico; e, Aurigele Alves, Diretora de Programas da Adel (da esquerda para direita)

A jovem Mônica Mota, 21, residente na comunidade rural Miguá-Terra, Pentecoste/CE, idealizadora da Campanha Todo Dia é 18 de Maio, que visa combater o abuso e a exploração sexual infantil, lança no próximo sábado, 15/09, às 18h, no espaço Gérbera Eventos, em Pentecoste, o livro infantil Tom, Elis e Chico.

Tom, Elis e Chico conta a história de três macaquinhos irmãos que após sofrerem abuso sexual perdem toda a magia e a alegria da infância. A história nasce do desejo de Mônica de alertar as crianças, os pais e educadores acerca dessa temática. Vítima de abuso sexual na infância, ela acredita que sensibilizar, mobilizar, conscientizar e convocar as pessoas para abraçar essa causa é fundamental.

“Tive uma parte da minha infância marcada por esta grave violação de direitos. E hoje uso de parte de minha história de vida para mudar essa triste realidade que afeta a vida de tantas outras crianças. Desde 2014 tenho me dedicado para a pesquisa, leitura, escrita e na execução de ações acerca dessa temática. Pois acredito que um município que cuida de suas crianças é também um município que cuida de seu futuro”.

Mônica está concluindo o Curso de Serviço Social, e, além de escrever o livro infantil Tom, Elis e Chico ela já realizou diversas ações em Pentecoste e em outras cidades do Estado através da Campanha Todo Dia é 18 de Maio. Realizou este ano, a primeira corrida de rua contra o abuso sexual infantil em Pentecoste, promoveu a primeira audiência pública sobre o abuso sexual infantil e já ministrou mais de 50 palestras para adolescentes, pais, professores e universitários sobre o tema.

A Adel abraça essa causa junto com a Mônica e defende a erradicação da violência contra as crianças e adolescentes. Os dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que o Ceará em 2017 ocupava a 12ª posição no ranking nacional de denúncias por 100 mil habitantes de violência sexual de crianças e adolescentes. Promover ações de combate a essa violação dos direitos das crianças e adolescentes é essencial para promoção do desenvolvimento sustentável.

O evento

O Pré-lançamento do livro Tom, Elis e Chico será no próximo sábado, 15/09, às 18h no Gérbera Eventos (Rua José Salu, 470, Pentecoste). Haverá palestra da escritora e psicóloga cearense Helena Damasceno sobre “O Abuso Sexual Infantil” e a Exposição “Todo Dia é 18 de Maio: O olhar da criança abusada”. Também participam desse momento junto com Mônica Mota, a ilustradora do livro Lia Britto e a jovem Amanda Luiz que vai abrilhantar o evento com sua voz e violão.

Para participar do evento basta adquirir um ingresso por apenas 5 reais + 1 quilo de alimento não perecível. Os valores arrecadados serão investidos na publicação do livro e os alimentos serão doados para as famílias de Pentecoste em vulnerabilidade social.

Adel realiza oficina sobre Cidadania e Direitos Humanos em dezesseis cidades do estado do Ceará

Oficina realizada em Beberibe (CE)

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) em parceria com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), realizou oficinas sobre Cidadania e Direitos Humanos em dezesseis cidades do Ceará, nos meses de agosto e setembro.

A oficina integrou a jornada empreendedora denominada #PartiuEmpreender promovida pela Coordenação da Incubadora Tecnológica do Centec. O percurso formativo teve caráter educacional e contribuiu, principalmente, com o desenvolvimento de uma cultura empreendedora entre os participantes e o incentivo na criação de novos negócios.

A Adel foi uma das entidades responsáveis pela execução das oficinas e palestras. Cada encontro realizado pela Adel apresentou 4 horas/aula sobre Cidadania e Direitos Humanos, tema transversal ao Empreendedorismo, realizados em sua maioria nos CVTs (Centro Vocacional Tecnológico) das respectivas cidades: Acaraú; Amontada; Beberibe; Brejo Santo; Campos Sales; Crato; Fortaleza; Horizonte; Ipu; Juazeiro do Norte; Limoeiro; Maracanaú; Maranguape; Quixeramobim; Tabuleiro e Tauá. O público atendido era diversificado e mobilizado pelo próprio CENTEC por meio dos seus núcleos e equipes. A maioria eram jovens, mas também teve a participação de adultos que buscavam uma formação complementar.

Oficina realizada em Campos Sales (CE)

Os encontros atenderam no mínimo 30 participantes, permitindo o acesso ao conteúdo qualificado e de forma lúdica, em uma abordagem pedagógica cooperativa e interativa. Dessa forma, a aprendizagem foi facilitada por meio da leitura, do protagonismo, da interação e da contextualização do conteúdo, tendo como referências situações práticas de suas realidades sociais. O maior número obtido de participantes foi em Quixeramobim (71 inscritos).

Em geral, os encontros foram marcados por discussões acaloradas e politizadas acerca dos Direitos Humanos e repletos de trocas de experiências, aprendizados e ampliação de uma rede de contatos de um grupo que reúne a mais pura composição da diversidade ao qual nossa sociedade é composta.

Forte participação de mulheres na oficina realizada em Crato (CE)

Para Marcelo Ferreira, participante da oficina em Juazeiro do Norte, o momento foi rico em aprendizagem. “Foi muito importante a oficina, pois traz para os alunos uma melhor compreensão do que é cidadania, do que é direitos humanos, temas muito importantes para a sociedade e para a região” destaca.

“Ao final do dia a gente percebe que a sensação gerada a partir do trabalho que realizamos é o que nos realiza e nos faz seguir adiante. É o que nos renova, nos dá força para continuar fazendo a diferença nessa nossa sociedade” destaca a Diretora de Programas da Adel, Aurigele Alves, que ministrou a oficina Cidadania e Direitos Humanos em três municípios.

Adel oferece microcrédito produtivo exclusivamente para jovens rurais

O Fundo Veredas é uma estratégia desenvolvida pela Adel há cinco anos: uma saída pensada diante a realidade de jovens que buscavam empreender em suas regiões de origem, e, após participarem do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), possuíam grandes dificuldades no acesso ao crédito para implementação de seus Projetos de Negócio.

Dessa forma, o fundo de microcrédito produtivo destina-se exclusivamente para jovens rurais integrantes do PJER que buscam viabilizar a criação e/ou o desenvolvimento de empreendimentos rurais no semiárido cearense, promovendo a inclusão socioprodutiva de jovens com vocação empreendedora, estruturando as cadeias produtivas, aumentando a produtividade em seus empreendimentos e, consequentemente, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico local das comunidades rurais.

A Adel percebeu, por meio do contato próximo com a realidade desses jovens, que sem investimento inicial eles não conseguem implantar ou ampliar seus empreendimentos. Portanto, a estratégia do Fundo Veredas é emprestar recursos para que qualquer jovem da região atendido pelo PJER, possa iniciar ou dar continuidade ao seu projeto.

O Fundo atua com três linhas de crédito:
Crédito Semente: voltado para jovens ou grupos de jovens empreendedores nos estágios iniciais de seus empreendimentos.
Crédito Orientado: atende jovens ou grupos de jovens que têm seus empreendimentos em um estágio mais avançado de desenvolvimento.
Crédito Direcionado: trata-se de um investimento realizado por parceiro-investidor direcionado especificamente para um empreendimento de jovem ou grupo de jovens.
O prazo de carência adotado varia de acordo com a análise de cada Projeto de Negócio, sendo levada em consideração a capacidade de pagamento dos empreendimentos.

O Fundo Veredas destaca-se por seus diferenciais, tais como: melhora da qualidade de vida dos jovens e da comunidade; taxas de juros menores em relação às instituições financeiras convencionais, assessora e acompanha os empreendimentos; possibilita a geração de novos postos de trabalho nas comunidades, apoia a estruturação de empreendimentos e auxilia na comercialização.

Atualmente, o Fundo possui um total de 179 clientes (98 homens e 81 mulheres), totalizando 153 empreendimentos distintos, individuais ou coletivos. Com um total de 193 acessos, já que cada empreendimento pode solicitar mais de um acesso, onde cada caso é avaliado de acordo com suas especificidades. Os empreendimentos podem ser divididos em agrícolas (47), como plantação de mamão, de coco; e não agrícolas (106) como salão de beleza, gráfica, confecção.

Gilberlane Arruda em seu Ateliê / Muquém, Pentecoste (CE)

O Fundo Veredas permitiu o desenvolvimento de empreendimentos como o Alumiar Ateliê do jovem Gilberlane Arruda, que reside na comunidade Muquém em Pentecoste/CE. Quando ingressou no PJER, Gilberlane percebeu que o bordado era uma ótima oportunidade para empreender. Acessou o Fundo Veredas e abriu um ateliê na própria comunidade. Depois de três anos, doze pessoas do local já trabalham na produção de jalecos. O sonho do jovem é diversificar os produtos, alcançar novos mercados e tornar o “Alumiar Ateliê” um espaço de criação e de geração de renda para outros jovens da região.

Adel participa do 1º Encontro Global de Bancos Solidários

 

 

Nos dias 4, 5 e 6 de setembro o Banco Palmas e a Rede Brasileira de Bancos Comunitários realiza o Solidários 2018, um evento global de Bancos Solidários de Desenvolvimento (BSD). O Encontro tem como objetivo proporcionar a troca de experiências e aprendizados entre os vários modelos de Bancos Comunitários de Desenvolvimento e tecnologias sociais implementadas por vários países para gerar desenvolvimento econômico com inclusão social em territórios de baixa renda.

O evento que acontece na Fábrica de Negócios (Av. Monsenhor Tabosa, 740 – Praia de Iracema), em Fortaleza, está dividido em seis eixos temáticos: Economia Solidária, Democracia Econômica, Finanças Solidárias, Tecnologias para Construção de Alternativas, Ecossistemas de Inovação Social e Investimento para Geração e Distribuição de Riqueza nas Periferias.

A Adel estará representada por três Diretores: Aurigele Alves, Diretora de Programas, realiza na quarta, dia 5, de 10:45 às 12:15, Oficina sobre os Desafios e Oportunidades de Crédito para Jovens Empreendedores Rurais. Esta oficina tem como propósito gerar consciência sobre os desafios e também as oportunidades que existem para o empreendedorismo de jovens no meio rural. O acesso ao crédito é fundamental para viabilizar a permanência de jovens no meio rural e a implantação de seus projetos de negócios. Neste momento, participam junto com a Adel, representantes do Banco do Nordeste (BNB) e da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (FETRAECE).

Na quinta, dia 6, de 9:00 às 10:30, nossa Diretora de Comunicação, Evilene Abreu, discutirá a Economia Feminista, destacando o protagonismo e o empreendedorismo de jovens mulheres no meio rural. No mesmo dia, de 10:45 às 12:15, nosso Diretor de Desenvolvimento, Gláucio Gomes, participa do Painel “Do Bronx ao Conjunto Palmeiras: Migração, Deslocamentos e Gentrificação”.

A organização do evento espera um público de 5.000 (cinco mil pessoas) para os três dias do Encontro. Haverá participações de 15 países, representados por gestores públicos, acadêmicos e estudantes universitários, organizações e movimentos sociais, empresas, empreendedores sociais, instituições financeiras, e representantes dos 113 Bancos Comunitários do Brasil.

Saiba mais e participe: http://www.bancossolidarios.global/index.php