Produção de Leite no Semiárido: custos dos insumos tira produtores da atividade

Por Adriano Batista – Diretor Executivo Adel

Os produtores de leite do semiárido vivem uma situação dramática para continuar na atividade. É o caso de 270 produtores do Médio e Baixo Jaguaribe e Sertões de Sobral no Ceará, atendidos pela Adel em parceria com o BNB.  Os produtores enfrentam dificuldades para equilibrar o caixa financeiro da propriedade, pois o baixo preço do leite e os altos custos dos insumos estão tornando a produção inviável em tempos de pandemia e quadra chuvosa abaixo da média.

Segundo os dados do CEPEA, entre março de 2020 e março de 2021 os preços do milho e da soja aumentaram 34,35% e 44,22% respectivamente, enquanto o preço do leite teve um aumento de apenas 25,91%. O milho e a soja são os principais ingredientes da dieta das vacas. É de conhecimento do setor a correlação positiva entre o preço de leite e a rentabilidade, pois quanto maior o preço do leite mais rentável é o negócio.

A escassez de chuvas dificulta acentuadamente a rotina do produtor. A FUNCEME registrou uma diminuição no volume de chuvas de 13% abaixo da média no trimestre de fevereiro a abril deste ano, o que afetará a produção de forragens e a necessidade de suplementação dos animais. A suplementação tem um alto preço e o produtor não pode arcar o que poderá ocorrer uma diminuição brusca na produtividade. Uma alternativa seria a irrigação de forrageiras. Contudo, boa parte dos produtores não possui infraestrutura para irrigação.

A pandemia causada pela COVID-19 também prejudicou o setor. O isolamento social limitou o desenvolvimento de capacidades, a cooperação entre os produtores, o acesso ao crédito, entre outros serviços. Fora da porteira, gerou instabilidade, o que levou o mercado de leite e derivados a alta volatilidade, o que também tem reflexo nas propriedades. Na economia, reduziu em 40% o poder de compra dos brasileiros acima de 16 anos conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de maio de 2020. Contudo, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00 beneficiou o consumo de leite e derivados em 2020. Este ano, com o agravamento da perda do poder de compra e a redução do valor do auxílio, poderá ocasionar uma retração na demanda pelo produto.

Situações como essas, somadas as ameaças do contexto semiárido, impõem limitações a produção de leite. Portanto, se faz necessário encontrar estratégias de cooperação, capacitação, assistência técnica, crédito orientado e tecnologias para mitigar os desafios do setor, pois caso contrário, muitas propriedades fecharão as porteiras.

Novo olhar para a Caatinga

Por Adriano Batista – Diretor Executivo Adel

A expressão “defensores da Caatinga” parece utópica diante do grave desmatamento do bioma. A impressão que eu tenho, é que não tem jeito de parar a devastação. Que não existe ninguém quem tenha interesse pela “mata branca”. Mas, isso não é verdade.

Experiências como a do jovem Everardo Alves, de Apuiarés (CE), que passou de predador a preservador das abelhas nativas e de desmatador a protetor da floresta em pé é uma prova que temos muitos defensores da “mata branca”. Eu acredito que essa nova geração com maior escolaridade e acesso às novas tecnologias tomarão as rédeas do processo de preservação da Caatinga.

Organizações públicas e privadas dão conta da imensa devastação da Caatinga, em uma realidade onde 50% de sua cobertura vegetal foi derrubada e aproximadamente 60% de sua extensão se encontra susceptível à desertificação. Acredito que esses níveis de degradação estejam relacionados à ocupação desordenada e à forte presença humana no bioma: 27 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.

A tendência é que a população continue crescendo. Por isso, é urgente e necessária a criação de estratégias de convivência sustentável com o bioma Caatinga. Caso contrário, veremos nossa floresta desaparecer. Percebe-se que as novas gerações estão compreendendo rápido que é possível viver no campo com qualidade de vida, que é possível produzir aliando desenvolvimento e sustentabilidade ambiental. Acredito que essa conscientização da juventude se deve, entre outros fatores, à melhoria dos índices educacionais, do acesso a conhecimento, às políticas públicas e a programas da própria sociedade civil.

Everardo é um desses jovens que começou suas atividades de apicultura em 2007, com cinco caixas de abelhas com ferrão. Ao longo do tempo, participou de vários cursos e assim se profissionalizou na atividade. Hoje a apicultura é sua principal fonte de renda. O jovem se tornou um empreendedor, um apicultor e um defensor da natureza. Ele, juntamente com outros jovens da comunidade, participa da rede de meliponicultores “Néctar do Sertão”.

Experiência semelhante a essa é a de Sabrina Santos, de São Luís do Curu (CE), Técnica em Agropecuária, que uniu a criatividade com sua formação para criar a floricultura “Flor do Sertão”. A iniciativa tem uma proposta sustentável e de valorização da vegetação característica da Caatinga. Ela começou a produzir jarros rústicos de cactos e suculentas ornamentais, utilizando materiais da floresta.

Soma-se a essas experiências o caso da Jéssica Gama, agrônoma, que investiu na agricultura sustentável, um sonho que tinha desde a adolescência. Ela acredita que é o caminho para permanecer na sua comunidade com qualidade de vida. Cultiva grãos na propriedade da família e agora investe na produção de frutíferas e hortaliças agroecológicas.

Experiências desse tipo estão aumentando a cada dia no Semiárido e precisam de apoio para que se tornem referências positivas da permanência dos jovens na comunidade, de empreendedorismo rural sustentável e de preservação da Caatinga. Essas e muitas outras experiências de jovens atendidos pela Adel e por outras organizações com atuação no semiárido demonstram que a juventude é capaz de criar um futuro diferente para a Caatinga.

Adel participa de programação virtual em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga

Para celebrar o Dia da Caatinga, 28 de abril, a Associação Caatinga realiza, nos dias 28 e 29, lives em homenagem à biodiversidade do bioma. O Diretor Executivo da Adel, Adriano Batista, será um dos convidados da programação que inicia amanhã.

O Papo Caatingueiro será um momento para conversar sobre temas que falem sobre educação ambiental e a conservação do bioma Caatinga. A ideia é sensibilizar o público sobre a extensa biodiversidade do bioma nordestino, em contrapartida ao estereótipo de secura e pobreza que está ligado à região. O evento virtual é gratuito e será transmitido às 16h em ambas as datas, pelo Youtube (https://youtu.be/gFdzeg3mPq4) da organização.

Para abrir a programação nesta quarta-feira, 28, a Associação Caatinga convidou Marcelo Moro, professor do curso de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em seguida, Rodrigo Castro, ex-coordenador da Associação Caatinga e atual gerente da Solidaridad Brasil.

Já no segundo dia de evento, na quinta-feira, 29, o foco da programação é divulgar instituições que trabalham em prol da conservação da Caatinga. O primeiro convidado é Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel. Para fechar o segundo dia de live, a convidada é Cássia Pascoal, engenheira agrônoma e coordenadora de projetos do Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (CETRA). Os convidados terão uma média de 25 minutos para falar. Após cada apresentação, haverá um momento de perguntas e respostas para tirar as dúvidas do público presente.

Adriano participa da programação de quinta-feira, 29, juntamente com Cássia Pascoal, do CETRA.

Jovens de São Gonçalo do Amarante acessam crédito durante a pandemia

Há cerca de dois meses, seis (6) jovens do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, tomaram crédito no Fundo Veredas, uma iniciativa própria e particular de crédito criada e gerida pela Adel e que recebeu investimentos financeiros da EDP, administradora da UTE Pecém, por meio do Instituto EDP, para apoiar esses jovens empreendedores rurais.

Os jovens de São Gonçalo do Amarante são egressos do Curso de Protagonismo e Empreendedorismo de Negócios e de Impacto Socioambiental, realizado em 2020 pela Adel e o Instituto EDP através do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). O PJER fomenta o desenvolvimento de empreendimentos de negócios e de impacto socioambiental no meio rural, aliando o acesso dos jovens beneficiados a conhecimento, a crédito, a redes colaborativas e a tecnologias, que lhes permitam iniciar e aprimorar suas iniciativas.

Durante o Curso, os jovens desenvolveram suas capacidades técnicas e gerenciais e elaboraram os Projetos de Negócios que submeteram ao Fundo Veredas. O acesso ao crédito compreende etapas como visitas da equipe técnica da Adel para análise do contexto onde está inserida a proposta do negócio; e, análise do projeto pela comissão gestora do Fundo Veredas, formada por representantes da própria Adel, que avaliam viabilidade técnica e econômica, período de carência e planos de pagamentos.

Os jovens apoiados nessa turma do PJER têm idade entre 18 e 32 anos, e moram nas comunidades de Pecém, Siupé, Parada, Umarituba, Croatá e na sede de São Gonçalo do Amarante. As mulheres somam 80% da participação. Elas enxergam no Programa a oportunidade de ampliar suas capacidades, trocar experiências e adquirir conhecimentos que contribuam para geração de renda e independência financeira.

A expectativa é que dezenove (19) jovens tenham o apoio financeiro. Nessa primeira etapa, seis (6) jovens já tiveram  acesso a R$17.660,25 em crédito. A Adel espera beneficiar mais treze (13) jovens até o final de abril.

Jovens Beneficiadas

Cada jovem recebeu, em média, R$3.000,00 para investir em seu pequeno negócio. As beneficiadas são: Sabrina Neves, 31, que possui a Pizzaria Mei Du Matu (@meidumatu), na Comunidade Violete; Karoline Soares Falcão, 24, que realiza atendimento fisioterápico domiciliar (@karolsoares_fisio), na comunidade Umarituba; Laryssa Sandy Soares Monteiro, 21, que possui a Mel Cosmética e Variedades (@melcosmetica_variedades), na sede de São Gonçalo do Amarante; Débora Hivana Rodrigues, 24, idealizadora da Use Boutique dos Pés (@useboutiquedospese), na comunidade Siupé; Gleiciane Gonçalves, 23, que possui o empreendimento Divas Unhas Gleicy (@divasunhasgleicy), na comunidade Siupé; e, Jádya Correia, 23, que possui o empreendimento Segunda Pele (@use.segundapele), também na comunidade Siupé.

Para Débora Hivana, empreender veio como uma necessidade. Com a crise econômica ocasionada pela pandemia da Covid-19 e o país registrando índices altíssimos de desemprego, a jovem se viu fazendo parte das estatísticas. “Em agosto de 2020 fiquei desempregada, o desejo de ter meu próprio negócio surgiu, avaliando as oportunidades que o mercado tinha a oferecer, criei uma loja online de calçados femininos”, reforça. Segundo Débora, participar do PJER lhe mostrou uma nova visão de como administrar seu negócio, a jovem que começou com uma conta no Instagram e vendas através do WhatsApp, conta que com uma boa gestão viu os seguidores aumentarem, assim como o volume de vendas, ao enxergar um nicho de mercado pouco explorado na sua comunidade.

Débora Hivana, Jovem Empreendedora Rural, na formação.

De acordo com a Coordenadora de Projetos Adel,  Raquel Ferreira, o crédito é essencial para os jovens. “Depois que eles vivenciam a formação, elaboram e concluem seus projetos de negócios, eles passam por várias etapas de análises e ajustes para deixá-los viáveis para a implementação e execução. Em um momento como esse de crise mundial causada pela pandemia, estar perto do jovem através de assessorias para a elaboração do projeto, ajustes e acompanhamento é essencial. Com a formação e o acesso ao crédito, os jovens empreendedores podem se desenvolver, gerar renda para eles e suas famílias, tornando-se atores sociais e impactando positivamente suas comunidades”.

Sobre o Fundo Veredas

Implantado em 2015 pela Adel, o Fundo Veredas conta com mais de R$600 mil reais em volume de operações e oferece empréstimos exclusivamente a jovens empreendedores nos territórios em que o PJER é implantado.

São três linhas de microcrédito: semente, orientado e direcionado. A linha de crédito direcionado ocorre quando o parceiro investidor tem jovens pré-selecionados, onde o microcrédito passa a ser direcionado.

Tecnologias Socioambientais podem contribuir para garantir o acesso a água 

Nesta semana em que a Organização das Nações Unidas (ONU), celebra o Dia Mundial da Água, lembramos que o acesso à água e ao saneamento foram reconhecidos internacionalmente como um direito humano.

No Semiárido brasileiro, uma das zonas áridas mais populosas do mundo, cerca de 26 milhões de pessoas, das quais 10 milhões moram nas zonas rurais, convivem com a escassez desse líquido tão precioso. Além do clima quente e seco, a baixa disponibilidade de água nesta região está relacionada a diversos fatores: imprevisibilidade das chuvas; pouca profundidade dos solos; elevadas temperaturas e altas taxas de evaporação.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento sustentável no Nordeste, a Adel entende que é possível equilibrar o desenvolvimento social, o econômico e a sustentabilidade ambiental. Isso significa que as estratégias precisam promover práticas de convivência com o semiárido, não apenas no combate à seca. Para fazê-lo são necessários investimentos nos saberes tradicionais aliados a conhecimentos técnico-científicos modernos, para garantir maior escalabilidade e replicabilidade a essas estratégias.

O uso de tecnologias socioambientais de baixo custo com foco na agricultura familiar é estratégico para a convivência com o semiárido e para provocar alterações no cenário da escassez de água para consumo humano e produção de alimentos. As tecnologias sociais de segurança hídrica implementadas pela Adel através de seus programas e projetos são alternativas que ajudam a transformar a realidade do semiárido em relação ao acesso à água, contribuindo para melhorar a qualidade de vida das famílias.

Dentre as tecnologias trabalhadas, destacamos a construção de cisternastelhadão” para o armazenamento de águas pluviométricas, perfuração de poços profundos, recuperação de poços artesianos, dessalinização de poços através de energia solar fotovoltaica e oficinas com as famílias sobre produção sustentável e gestão e uso das águas, desenvolvidos em três estados do Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Segundo Wagner Gomes, Diretor de Negócios da Adel, as iniciativas com foco na segurança hídrica, buscam desenvolver junto com as famílias e lideranças comunitárias uma autogestão das águas. “Por meio de cursos e oficinas em operação e gestão das tecnologias socioambientais de acesso à água para consumo humano e produção de alimentos temos contribuído para avançar nestes modelos. Mas, é necessário que a gestão dos serviços rurais de abastecimento de água seja institucionalizada e regulamentada no país”, destaca.

Tecnologias Sociais de Segurança Hídrica implementadas no Semiárido Nordestino

O impacto das tecnologias sociais de acesso à água na vida dos moradores das comunidades rurais é imenso. A implantação das mesmas proporciona não só o acesso à água potável para consumo humano, mas também impulsiona a segurança alimentar e nutricional das famílias. Ao longo da sua trajetória, a Adel têm implementado junto com as famílias do Semiárido Nordestino, tecnologias apropriadas para superar dificuldades locais de acesso aos recursos hídricos visando a construção de uma convivência com o Semiárido cada vez mais sustentável e eficaz.

Listamos abaixo algumas das tecnologias implementadas:

Cisterna Telhadão – A cisterna “telhadão” é uma tecnologia de captação de água da chuva por meio de um telhado de 100m², em forma de galpão. O telhado capta a água da chuva e por um sistema de calhas e canos leva-a a uma cisterna com capacidade de armazenar 52.000L de água. A área coberta tem muitas utilidades. Os agricultores(as) usam para armazenar alimentos na forma de feno ou silagem, guardar as ferramentas, criação de pequenos animais, entre outros usos.

Cisterna “telhadão” para o armazenamento de águas pluviométricas implantada pela Adel em RN

Poço Profundo – O poço profundo é uma abertura feita no solo com a finalidade de captar água subterrânea. Os locais para perfuração dos poços são definidos a partir de um estudo de prospecção geofísica que identifica as áreas com maior potencial hídrico. Para iniciar as atividades, a Adel realiza o licenciamento de todos os poços junto aos órgãos responsáveis. Além de buscar autorização ambiental, que é fundamental para que o acesso ao recurso hídrico ocorra de forma sustentável. Após a perfuração dos poços profundos, o próximo passo é a implantação de sistemas de abastecimento de água para garantir o acesso aos recursos hídricos para consumo humano, produção de alimentos e inclusão social e produtiva.

Poço Profundo implantado pela Adel em RN

Poço Artesiano – Um poço artesiano é um poço tubular feito no solo para fins de extração de água, na qual sai dele jorrando naturalmente, por isso, ele também é chamado de poço jorrante. As causas mais frequentes para recuperação de poços artesianos são a falta de limpeza e manutenções periódicas, ruptura da coluna de revestimento do poço, alteração de características construtivas, funcionamento prolongado em regime inadequado, exaustão da reserva subterrânea e queda ou prisão de objetos. Essa ação atende aos anseios dos moradores destas localidades, beneficiando diretamente às famílias que necessitam do poço artesiano diariamente.

Poço Artesiano a ser restaurado pela Adel em RN

Dessalinização Solar – O dessalinizador solar é uma tecnologia social que tem proporcionado inúmeros benefícios socioeconômicos e ambientais, que possibilita segurança hídrica através do fornecimento de água potável, promove a transformação social frente a gestão dos recursos hídricos locais e utiliza a energia solar. A água que sai de muitos poços no interior do Nordeste tem bastante sais, tornando água ruim para consumo humano. A saída é usar um dessalinizador, o equipamento retira o excesso de sais da água através de um processo físico-químico, tornando-a doce e própria para o consumo. Cada agricultor tem direito a determinada quantidade de litros por dia. Assim os moradores que antes dependiam de outras fontes de água, agora têm acesso a água potável perto de casa.

Dessalinizador Solar implantado pela Adel em RN

Adel divulga resultado de seleção do Projeto Diversidade e Desenvolvimento Rural

A Adel anuncia a lista de jovens selecionados para a nova turma do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), com foco na promoção da diversidade. Trinta (30) jovens LGBTQ+ que residem nos municípios de Apuiarés, Caucaia, General Sampaio, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu e Tejuçuoca foram selecionados para a segunda edição do Projeto.

O Projeto “Diversidade e Desenvolvimento Rural: Jovens LGBTQ+ Protagonistas no Semiárido do Ceará” tem como intuito formar e assessorar esses jovens na criação e no desenvolvimento de projetos de negócios e/ou de impacto social em suas comunidades. O principal objetivo é promover a inclusão socioprodutiva de jovens LGBTQ+ a partir da ampliação de suas capacidades, do aproveitamento de sua resiliência, de suas potencialidades e vocações.

Cerca de 50 jovens com idade entre 18 e 32 anos, de oito municípios do Ceará, participaram do processo seletivo. Após análise das fichas de inscrições, a Adel entrevistou todos os jovens e trinta (30) foram selecionados. O processo seletivo foi composto por duas etapas: preenchimento da ficha de inscrição on-line e entrevistas por telefone.

O processo formativo da nova turma seguirá todas as recomendações de saúde e segurança diante do contexto pandêmico. Haverá uma alternância entre momentos presenciais, assim que possível, e à distância. Os encontros presenciais serão realizados em locais arejados, amplos e com estruturas que garantam o distanciamento necessário para manter a segurança de todas as pessoas envolvidas. As atividades complementares serão disponibilizadas em uma plataforma, onde os jovens podem acessar todos os conteúdos através de apostilas, listas de exercícios e videoaulas.

Os trinta jovens selecionados serão divididos em duas turmas. As atividades vão acontecer na sede de Apuiarés e em Croatá, Distrito do município de São Gonçalo do Amarante, visando a não aglomeração. Todos os jovens participam simultaneamente da mesma programação do curso.

Para a Diretora de Programas da Adel, Aurigele Alves, a formação de uma rede de jovens empreendedores LGBTQ+ no território contribuirá para a criação de referências positivas para que outros jovens locais se sintam estimulados a colocarem em prática seus projetos de vida.  “Espera-se que, por meio dessa rede, eles desenvolvam iniciativas de promoção da diversidade, incidência na governança local e inclusão social e produtiva da juventude e da geração de consciência e sensibilidade social, cultural e política no estado do Ceará”.

Em 2019, a Adel beneficiou 25 jovens rurais LGBTQ+ pelo PJER Diversidade. As duas edições deste Projeto são apoiadas pelo edital nacional LGBT+ Orgulho viabilizado pela parceria entre Itaú e a Consultoria Mais Diversidade, que visa incentivar o desenvolvimento de iniciativas que auxiliem e estimulem a visibilidade, segurança e respeito às pessoas LGBT+.

Confira a lista dos selecionados: https://cutt.ly/LzmrZdg 

Selecionados para Curso Online de Fotografia Básica em Pentecoste

A Adel (Agência de Desenvolvimento Econômico Local), em parceria com o IFOTO (Instituto da Fotografia), e com o apoio da Secretaria Estadual da Cultura, anuncia a lista de jovens selecionados para participarem do Curso Online de Fotografia Básica que ocorrerá neste mês de março de forma gratuita.

O curso propõe desenvolver o olhar fotográfico dos jovens com base na história da fotografia, conceitos éticos e estéticos da linguagem, e técnicas de fotografia e iluminação, com enfoque prático no uso de câmeras de celular.

No total, foram selecionados 26 jovens do município de Pentecoste – vinte (20) farão parte da turma de Pentecoste e seis (6) vão cursar na turma de Baturité. “Esse remanejamento dos selecionados foi feito devido a quantidade de jovens inscritos em Pentecoste e para melhor distribuir os participantes. Com turmas menores os professores podem acompanhar de perto as atividades práticas na formação e os jovens obterem maior rendimento no curso”, destaca Evilene Abreu, Diretora de Comunicação da Adel.

A formação compreende três módulos de aprendizado: Básico, Intermediário e Livre, inicia na próxima segunda-feira, 8/3, das 15:00 às 18:00. Cada módulo tem cinco (5) aulas online de três (3) horas e atividades complementares. As aulas ocorrerão ao vivo nos horários abaixo, por meio do Google Meet:

Módulo 1: de 8 a 12 de março, das 15:00 às 18:00. (Online)

Módulo 2: de 15 a 19 de março, das 15:00 às 18:00. (Online)

Módulo 3: de 22 a 25 de março, das 19:00 às 22:00 (Online)

Para receber o certificado de conclusão do Curso, cada participante deve comparecer a pelo menos 75% das aulas dos três módulos e entregar uma atividade prática proposta pelos professores em cada módulo.

“ESTE PROJETO É APOIADO PELA SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA, ATRAVÉS DO FUNDO ESTADUAL DA CULTURA, COM RECURSOS PROVENIENTES DA LEI FEDERAL N.o 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020.”

Inscrições abertas para Curso Online de Fotografia Básica em Pentecoste

A Adel (Agência de Desenvolvimento Econômico Local), em parceria com o IFOTO (Instituto da Fotografia), e com o apoio da Secretaria Estadual da Cultura, convida os jovens residentes em Pentecoste para participarem do Curso Online de Fotografia Básica que ocorrerá no mês de março de forma gratuita. As inscrições estão abertas a partir de hoje, 18, e encerram dia 24 de fevereiro pelo formulário online: Link do Formulário: https://cutt.ly/Pk6iMTu

O curso propõe desenvolver o olhar fotográfico dos jovens com base na história da fotografia, conceitos éticos e estéticos da linguagem, e técnicas de fotografia e iluminação, com enfoque prático no uso de câmeras de celular.

A formação compreende 3 módulos de aprendizado: Básico, Intermediário e Livre, cada um com duração de 5 aulas online de 3 horas e atividades complementares propostas pelos professores. Para que o aluno seja considerado aprovado e receba certificado de conclusão deverá comparecer a pelo menos 75% das aulas dos 3 módulos e entregar uma atividade prática proposta pelo professor em cada módulo.

A turma tem um total de 20 vagas destinadas a jovens de 16 a 29 anos, residentes no município de Pentecoste. As aulas ocorrerão ao vivo nos horários determinados, por meio do Google Meet. Para isso, cada aluno deve fazer sua inscrição usando um e-mail “Gmail” que possa acessar para participar dos encontros.

Os encontros acontecem nos seguintes dias:

Módulo 1: de 8 a 12 de março, das 15:00 às 18:00. (Online)

Módulo 2: de 15 a 19 de março, das 15:00 às 18:00. (Online)

Módulo 3: de 22 a 25 de março, das 19:00 às 22:00 (Online)

Para se inscrever, os interessados devem acessar o formulário de inscrição no link do cabeçalho e apresentar as seguintes informações e documentos: email (Gmail); nome completo; data de nascimento; gênero; raça / cor; telefone para contato; e, aceite dos termos de inscrição. Também devem enviar a cópia dos seguintes documentos: RG e comprovante de endereço.

Os jovens serão selecionados, de acordo com a ordem de inscrição, aqueles que cumprirem os requisitos de público definidos para o curso. Em caso de não haver número suficiente de inscritos dentro desses critérios, serão selecionados por ordem de inscrição os demais candidatos.

Os resultados serão divulgados no dia 26 de fevereiro, nas redes sociais das instituições. Posteriormente cada jovem receberá as instruções para participar das aulas por e-mail. Em decorrência da pandemia e de outras causas externas, fica reservado à organização do curso o direito de alterar prazos, datas e formatos de aula.

As instituições envolvidas não têm responsabilidade pela garantia de qualidade de acesso à internet dos alunos. Assim sendo, fica desobrigada a reposição de aulas decorrentes de falhas nos dispositivos de conexão dos participantes.

As instituições envolvidas se comprometem a zelar pelos dados obtidos decorrentes desse processo de inscrição, que poderão ser compartilhados, nos limites estabelecidos em lei, com funcionários e prestadores de serviço contratados pelas instituições, para as finalidades de oferecimento e operacionalização do curso, prestação de contas com o poder público e análises.

Os estudantes autorizam, no ato da inscrição, o uso de sua imagem e de imagens de seus trabalhos produzidos durante o curso, exclusivamente para fins de divulgação das ações por parte das instituições envolvidas.

“ESTE PROJETO É APOIADO PELA SECRETARIA ESTADUAL DA CULTURA, ATRAVÉS DO FUNDO ESTADUAL DA CULTURA, COM RECURSOS PROVENIENTES DA LEI FEDERAL N.o 14.017, DE 29 DE JUNHO DE 2020.”

Jovens de Trairi recebem apoio financeiro e assessoria para empreender

Fábia Oliveira, Assistente de Projetos Adel e Janai Sousa, Jovem Empreendedor.

Ter acesso a crédito para investir em um negócio é essencial. Afinal, é esse um dos principais desafios dos jovens empreendedores no momento de implementar uma ideia. No Projeto de Formação e Apoio a Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais financiado pela Qair e executado por nós, no Trairi/CE, dez (10) jovens do município recebem apoio financeiro e assessorias técnica e gerencial para desenvolver seus empreendimentos.

Os jovens acessam crédito no Fundo Veredas, estratégia de microcrédito idealizada por nós para apoiar jovens empreendedores rurais com apoio e investimento da Qair. Ao todo, a Qair investiu R$ 30.580,50 no território através do Fundo Veredas.

Um dos projetos de negócios financiados é do jovem Janai Sousa, 26, que mora na comunidade Córrego da Ramada, Trairi/CE. Seu negócio, o Reino Arte Festas, é voltado para a produção e venda de lembranças personalizadas e serviços de decoração de festas (infantil e casamentos). Janai sempre sonhou em ampliar seu negócio, mas encontrava dificuldade no acesso ao crédito.

“Ao acessar o crédito do Fundo Veredas, eu vi o início da realização de um sonho, com essa oportunidade eu ampliei meu negócio e passei a oferecer mais qualidade e diversidade aos meus clientes. Estou feliz por ter essa oportunidade de crescimento, são essas oportunidades que fazem com que a gente possa acreditar nos nossos sonhos e a não desistir”, reforça.

As assessorias técnica e gerencial acontecem de forma virtual e presencial. São realizadas com o propósito de acompanhar a implantação e desenvolvimento dos projetos de negócios dos jovens em suas comunidades.

Echoenergia e Adel contribuem para a segurança hídrica em Pernambuco

Por meio do Programa Echosocial Ventos que Transformam, desenvolvido pela Echoenergia e executado pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), serão construídas mais de 100 cisternas de placas na região dos municípios pernambucanos Caetés e Capoeiras, esse ano. A ação compõe uma parte do Projeto Social com foco em segurança hídrica financiado por meio do subcrédito do BNDES.

Os municípios atendidos caracterizam-se pelo clima semiárido. Nas comunidades rurais, milhares de famílias convivem com a escassez de água, ocasionada por diversos fatores, tais como a imprevisibilidade das chuvas e a ausência de tecnologias de captação e armazenamento. Assim, existe a necessidade premente de ampliação da infraestrutura hídrica básica nessas comunidades, incluindo a organização dessas pessoas para que possam gerir essa infraestrutura com viabilidade técnica, econômica e de forma sustentável.

Uma das primeiras atividades do Projeto foi a capacitação para a construção de cisternas de placas com capacidade de armazenamento de 16 mil litros. Dez (10) pedreiros do sertão de Pernambuco participaram da formação que aconteceu no final do ano passado, na comunidade Laguinha, em Caetés/PE. Os participantes da oficina serão parte da mão de obra responsável pela construção das cisternas nas comunidades beneficiadas.

Pedreiros participando da oficina na comunidade Laguinha, em Caetés/PE

O momento proporcionou através de atividades práticas e teóricas, conhecimentos que garantam a construção de cisternas nos moldes do programa P1MC, do Governo Federal, estabelecendo um padrão de atuação para os profissionais que implementarão essa tecnologia. A formação busca garantir a qualidade das cisternas e evitar falhas que possam prejudicar ou até comprometer o funcionamento adequado.

A oficina foi ministrada por Francisco Eli Carlos da Silva e contou com a construção demonstrativa de uma cisterna. Nessa etapa, os participantes contaram com a expertise de um profissional experiente que além de explicar, demonstrou as técnicas e procedimentos corretos para a construção das cisternas.

Para Suzana dos Santos, Presidente da Associação Comunitária do Sítio Laguinha “o momento foi uma ótima oportunidade de formação para a comunidade e contribuirá para melhorar o currículo de muitos jovens da região”. A formação possibilitará a contratação da mão de obra local. Um dos beneficiados pela formação, Charles de Almeida Melo, 27, acredita que os conhecimentos adquiridos contribuirão com a comunidade. “Gostei muito de aprender as técnicas de construção, serão úteis para nossa comunidade”, afirma Charles.

A oficina seguiu todas as medidas preventivas indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na pandemia. O impacto que as tecnologias sociais de acesso à água têm na vida dos moradores das comunidades rurais Barrocas, Laguinha, Quitonga, Exu, Mulungu, Serrote, Tanque Novo, Pau Ferro, Toquinho, Serra de Dentro, Paraguai, Vermelha e Piado, em Caetés e Capoeiras, é imenso.

O uso de tecnologias socioambientais de baixo custo é estratégico para a convivência com o semiárido e para provocar alterações no cenário da escassez de água para consumo humano e produção de alimentos. A implantação de cisternas, por exemplo, proporciona não só o acesso à água potável para consumo humano, mas também impulsiona a segurança alimentar e nutricional das famílias. As tecnologias sociais de segurança hídrica são alternativas que ajudam a transformar a realidade do semiárido, contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população.