Diretor Executivo da Adel apresenta artigo em Encontro Internacional

Adriano Batista, CEO Adel

Na última quarta-feira, 4, Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel, apresentou no XXI Encontro Internacional sobre Gestão Ambiental e Meio Ambiente (ENGEMA) na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) estudo de caso sobre a Rede Néctar do Sertão.

O estudo de caso Rede Néctar do Sertão: A meliponicultura como caminho socioeconômico para preservação da biodiversidade foi elaborado em parceria com o Prof. Dr. José Carlos Lázaro da Universidade Federal do Ceará (UFC). Tem ainda como autor/as: Aurigele Alves, Diretora de Programas da Adel e pós-graduanda em gestão de projetos; Evilene Abreu, Diretora de Comunicação na Adel e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC (PPGCOM/UFC); e, Gláucio Gomes, Diretor de Desenvolvimento da Adel e especialista em Desenvolvimento Local.

O Prof. Dr. José Carlos Lázaro é líder do Grupo de Estudos em Inovação e Sustentabilidade (INOS/UFC) e parceiro da Adel na condução de alguns estudos que abordam desenvolvimento como a ampliação das liberdades pelos atores locais. Segundo o Prof. Dr. José Carlos Lázaro a apresentação do estudo de caso no ENGEMA, sua metodologia e resultados trouxe para o campo da sustentabilidade nas organizações uma contribuição tecnológica e acadêmica muito relevante.

José Carlos Lázaro, Prof. Dr. da UFC e Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel

“Além do tema em si, um aspecto destacado nas discussões foi o processo de construção da pesquisa e do artigo, a interação entre a Adel e Universidade (o grupo de pesquisa INOS da FEAAC/UFC). Pessoalmente tenho orgulho deste processo e de estar trabalhando com a Adel. Acredito que temos possibilidades e capacidades para uma parceria longa e sólida, destaca o Prof. Dr. José Carlos Lázaro.

A parceria com o INOS/UFC consiste tanto na sistematização e análise da formação e do desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs), como a Rede Néctar do Sertão, quanto no processo de construção de um modelo de monitoramento e avaliação para o Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), tecnologia social implantada pela Adel há dez anos no Nordeste e que se encontra em fase de replicação para outras regiões do país.

Para os gestores da Adel, a produção e a gestão de conhecimento são fundamentais para avançar em estratégias efetivas de desenvolvimento local. “Temos investido muito em parcerias com professores, pesquisadores e empreendedores que gerem conhecimento em suas próprias práticas. Nosso objetivo é sistematizar, avaliar e produzir referências sobre desenvolvimento local, para compartilhar com o mercado e com a academia e para engajar novos atores em um diálogo técnico sobre conceitos e estratégias de desenvolvimento no Brasil”, comenta o Diretor de Desenvolvimento Gláucio Gomes.

Estudo de caso Rede Néctar do Sertão

O artigo apresentado no XXI Encontro Internacional sobre Gestão Ambiental e Meio Ambiente (ENGEMA) foi desenvolvido com o objetivo de apresentar a Meliponicultura (criação de abelhas nativas, sem ferrão), como alternativa para o desenvolvimento de capacidades e renda local, incentivando a preservação do bioma Caatinga e da abelha Jandaíra.

O estudo vai de encontro a cinco (5) dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030: ODS 2 – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; ODS 3 – Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades; ODS 8 – Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos percebidos como sociais; ODS 12 – Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis; e, ODS 15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

O relato expõe problemas emergentes como a desertificação do semiárido brasileiro que influencia nos âmbitos econômicos, sociais e ambientais. A Rede Néctar do do Sertão, surgiu com o apoio da Adel e alia de modo inteligente, geração de renda e sustentabilidade ambiental no semiárido.

Para Adriano, apresentar o estudo de caso da Rede Néctar do Sertão foi uma experiência enriquecedora. “Voltar a academia e debater nesse espaço com pesquisadores de diversas universidades do país e do mundo essa experiência de desenvolvimento local sustentável é fundamental para nossas práticas”, ressalta.

Acesse o estudo de caso na íntegra em: https://lnkd.in/etCJqR9

Oficinas de Competências Socioemocionais em Pernambuco

Na última semana, entre os dias 19 e 21 de novembro, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e a Echoenergia realizaram oficinas sobre Competências Socioemocionais e seus impactos para o desenvolvimento da aprendizagem, na Escola Municipal Manoel Alves de Araújo, localizada na comunidade Grotão, no município Venturosa, em Pernambuco. As oficinas integram as ações do Programa Echosocial Ventos que Transformam, da Echoenergia. Os dois primeiros dias contaram com 24 participantes, entre professores, gestores e servidores da escola. No último dia, trinta e cinco (35) estudantes, do 6º ao 9º ano, participaram das capacitações.

Adriano Batista, Co-fundador e Diretor Executivo da Adel, especialista em Psicologia Organizacional, ministrou as oficinas com professores e estudantes. Para o Diretor, é uma alegria firmar essa parceria com a Echoenergia e contribuir com uma melhor convivência com a realidade vivida no semiárido.

“Competências socioemocionais são ferramentas importantes para o aprendizado dos estudantes e também para o desenvolvimento dessa comunidade, uma vez que há uma melhoria da qualidade da educação, através da aplicação dessas competências no dia a dia escolar. Nosso objetivo é que essa educação se torne mais plena e melhore tanto o desempenho dos estudantes, como também a sua participação na escola, nas suas famílias e na comunidade”, reforça Adriano.

As oficinas foram realizadas a partir da Abordagem Cooperativa. Essa metodologia proporciona aos participantes uma atividade criativa, analítica e de compartilhamento de conhecimentos entre si. Segundo Izaque Oliveira, 26, professor das disciplinas História e Geografia, as oficinas aplicadas pela Adel possibilitaram ter uma nova visão sobre lecionar.

“Levando em consideração o lado emocional do discente, podemos obter um resultado mais significativo na questão ensino-aprendizagem. O projeto desenvolvido aqui será extremamente benéfico para a nossa realidade no contexto escolar”, destaca Izaque.

A Gestora da Escola Manoel Alves de Araújo, Célia Leonilo Bezerra, 47, ressalta que as palestras e oficinas oferecidas pela Echoenergia e Adel vêm viabilizando uma visão referente a sustentabilidade e a utilização de pequenos espaços para a criação de hortas suspensas utilizando garrafas pet, por exemplo.

“A oficina sobre as competências socioemocionais nos propiciou uma melhor compreensão de como trabalhar com nossas crianças e adolescentes os diferentes tipos de comportamentos que nos deparamos em nossa escola, ” afirma a Diretora.

A receptividade dos estudantes também foi positiva e foi expressada pela participação deles em sala de aula, pelos desenhos e os relatos na avaliação. Para Andressa de Araújo, estudante do 9º ano, a oficina foi ótima em todos os sentidos e ela espera ter outras oportunidades de aprendizado extracurricular. “Eu acredito que isso vai ajudar nossos professores a entenderem o nosso desenvolvimento com atividades desse tipo. E acredito que também ajudou a gente a compreender mais as emoções. A gente adorou e gostaríamos que viessem mais vezes” enfatiza a adolescente.

 

Sobre o Projeto de Desenvolvimento da Educação

As ações do Programa Echosocial, executadas pela Adel, incluem o Projeto de Segurança Hídrica e o Projeto de Desenvolvimento da Educação. Este último consiste na reforma e ampliação da estrutura física da Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Alves de Araújo, capacitação de professores para aprimoramento pedagógico e mobilização e conscientização de estudantes sobre protagonismo estudantil e para o desenvolvimento de competências socioemocionais.

A Escola Manoel Alves de Araújo atende a 122 crianças e adolescentes nos segmentos de Ensino Fundamental I e II. Pensando na realidade dos estudantes e considerando a importância das atividades extracurriculares e complementares ao currículo formal, será construída a coberta da Quadra Poliesportiva da escola.

Também serão realizadas obras para reforma da estrutura física da edificação principal, garantindo assim, maior conforto, segurança e qualidade no atendimento diário aos estudantes. Permitirão também melhores condições de trabalho para professores e gestores da instituição. As reformas incluem obras em diferentes espaços como cozinha, refeitório, telhado, sala de professores e banheiros, dentre outras obras pontuais para solucionar problemas de estrutura.

“A reforma da escola vai nos trazer grandes benefícios, tanto nos aspectos relacionados ao desenvolvimento da aprendizagem, como em prol de atividades voltadas ao esporte e lazer. Poderemos oferecer atividades diversas aos estudantes” reforça a Diretora Célia Leonilo.

Concomitantemente às reformas, estão sendo realizadas atividades para qualificação pedagógica na comunidade escolar, beneficiando e envolvendo professores e estudantes. As oficinas buscam aprimorar os conhecimentos dos educadores e conscientizar os estudantes para a realidade local, fortalecendo suas competências e vocações.

A Echoenergia criou o Programa Echosocial Ventos que Transformam para contribuir com o desenvolvimento local dos territórios do entorno dos complexos eólicos da empresa, gerando impactos sociais, econômicos, ambientais e educacionais positivos. As oficinas realizadas em Pernambuco são executadas pela Diretoria de Novos Negócios da Adel que disponibiliza um leque de serviços a empresas, governos e outros atores da sociedade civil.

Adel destaca o empreendedorismo com jovens e mulheres na Virada Sustentável

Oficina de Empreendedorismo para mulheres da Escola de Gastronomia Autossustentável, Movimento de Saúde Mental Comunitária

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) participou na última sexta-feira (22), da primeira Virada Sustentável de Fortaleza/CE, realizada dos dias 20 a 24 de novembro em diferentes espaços da capital cearense. A Virada Sustentável tem como objetivo apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, além de reforçar as redes de transformação e impacto social existentes em diferentes cidades.

Evilene Abreu, Celecina Sales, Isabel Viana e Adalberto Alencar, da esquerda para a direita

Na manhã de sexta, a Adel realizou o painel Desenvolvimento, Sustentabilidade e Empreendedorismo em Tempos de Resiliência. Um debate sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento local sustentável de comunidades rurais e urbanas. O painel levantou questões sobre inclusão no mundo do trabalho por grupos em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, inseridos nas grandes transformações da atualidade que exigem dinamismo e adaptabilidade.

A roda de conversa contou com as ricas contribuições de Adalberto Alencar, pedagogo e Diretor-Presidente da Fundação Cultural Educacional e Popular em Defesa do Meio Ambiente (Cepema); Celecina Sales, Professora do Curso de Gestão de Políticas Públicas e da Pós-Graduação em Avaliação de Políticas Públicas na Universidade Federal do Ceará (UFC); e, Isabel Viana, Coordenadora da Casa AME do Movimento de Saúde Mental Comunitária no Bom Jardim;). A conversa foi mediada pela Co-fundadora e Diretora de Comunicação da Adel, Evilene Abreu.

Foram debatidos os desafios e oportunidades no mundo do trabalho, com especial atenção ao empreendedorismo e ao protagonismo de jovens e outros grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Alternativas de promoção do desenvolvimento sustentável, abordando modelos de negócios e de atuação customizáveis para comunidades, mas que provocam impactos de maior escala.

Adalberto Alencar destacou que é preciso pensar questões como distribuição de renda e acesso à educação na busca por uma sociedade sustentável. Isabel Viana trouxe o impacto de ações socioemocionais para a inclusão de populações marginalizadas, que residem em bairros periféricos com difícil acesso às políticas públicas, a cidade, a cultura e ao lazer. Celecina Sales ressaltou que a juventude e o campo são diversos, múltiplos, rural e urbano são cada vez mais convergentes. Pensar em sustentabilidade e empreendedorismo é pensar no futuro que está sendo preparado para a juventude. “Que futuro nós estamos preparando para esses jovens? Como nós podemos pensar um futuro sustentável quando a vida do jovem é algo descartável?”, questionou Celecina.

Workshop Todxs Podem Empreender

Ainda como parte da programação da Virada Sustentável, no período da tarde, a Adel realizou o Workshop “Todxs Podem Empreender”, no Ponto de Cultura Casa AME do Movimento de Saúde Mental Comunitária no Bom Jardim. Participaram da oficina de empreendedorismo cerca de 30 mulheres da Escola de Gastronomia Autossustentável, um espaço de formação construído e implementado pelo Movimento em parceria com o Programa de Gastronomia Social da Universidade Federal do Ceará (UFC).

A atividade foi conduzida a partir dos conhecimentos disseminados no livro “Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e protagonismo para adolescentes e jovens”, lançado recentemente pela Adel em parceria com o ChildFund Brasil.

Com o conteúdo direcionado para a realidade das mulheres do Bom Jardim, a oficina buscou contribuir tanto com as mulheres interessadas em saber como dar os primeiros passos para criar e começar seus próprios negócios, quanto para as que já possuem um empreendimento ativo. Todas receberam a cartilha “Como começar a empreender?”, um guia prático sobre empreendedorismo.

A Escola de Gastronomia é composta por mulheres ativas e protagonistas que empreendem em diferentes áreas, além da culinária. Mas a maioria trabalha com a venda de bolos, doces e salgados. Lucimêre Holanda fez o curso de chocolateria. Atualmente vende trufas, bombons e brownies. Já possui sua marca, Doces Mágicos. “Eu pensei, tenho saúde, tenho essas mãos, preciso fazer alguma coisa. Tinha feito o curso de panificação, mas não me identifiquei. Um dia eu tinha chocolate na minha cozinha e resolvi começar a empreender. Todo mundo elogia meus doces. Sábado eu participei de uma feirinha e saí com cem reais”, comemorou Lucimêre.

A Virada Sustentável é um movimento de mobilização para a sustentabilidade que organiza o maior festival sobre o tema no Brasil. Começou em 2011 em São Paulo e já realizou edições nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Manaus, entre outras. A concepção temática é atualmente pautada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU, que são também os princípios que orientam a programação do festival em todas as cidades.

Empreendedorismo e inclusão da população negra

João Paulo, agricultor e jovem empreendedor rural

Hoje, 20 de novembro, é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra, momento oportuno para uma reflexão sobre a realidade vivida pela população negra na sociedade brasileira. O dia coincide com a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores líderes negros do país, que lutou pela libertação do povo contra o sistema escravista. Várias esferas sociais aproveitam a data para debater questões cruciais que precisam ser lembradas todos os dias, tais como racismo, discriminação, equidade social, inclusão de negros na sociedade e valorização da cultura afro-brasileira.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas somam mais de 50% da população brasileira, o que equivale a mais de 110 milhões de habitantes. Pessoas que lutam constantemente por oportunidades iguais e garantias de direitos fundamentais. Seja no âmbito social, no trabalho e/ou na mídia. A falta de representatividade, o julgamento estético, os estereótipos, a discrepância salarial, o questionamento intelectual e outras formas de exclusão ainda existem e são frequentes.

Uma das alternativas adotadas pela população negra tem sido o empreendedorismo, garantindo tanto a inclusão no mercado de trabalho, quanto a autoafirmação e o protagonismo nas questões étnico-raciais. A pesquisa A Voz e a Vez – Diversidade no Mercado de Consumo e Empreendedorismo, realizada pelo Instituto Locomotiva com apoio do Itaú, aponta que cerca de 14 milhões de negros são empreendedores e movimentam R$ 359 bilhões em renda própria por ano. Mesmo assim, ainda segundo a pesquisa, a média salarial de um empreendedor negro equivale à metade da média de remuneração de um empreendedor branco.

Empreendedorismo e Protagonismo Rural

Embora o cenário esteja longe de ser perfeito, a população negra segue desbravando os desafios e exercendo um papel protagonista em diferentes territórios. É o caso de João Paulo de Almeida, 31, jovem empreendedor rural da comunidade Coité Pedreiras, Caucaia/CE. João sempre trabalhou na agricultura, costumava ajudar os pais no plantio de milho e feijão, mas sempre percebia dificuldades e almejava diversificar sua produção.

Sementes de coentro orgânico da horta de João Paulo

Hoje ele exerce o plantio de hortaliças, como por exemplo, coentro, cebolinha, alface e cenoura. Ele faz parte do projeto Quintais Coletivos que integra a Rede Solidária Agroecológica. A rede reúne quintais produtivos que têm como objetivo a geração de renda para as famílias participantes, promoção de práticas agroecológicas e alimentação saudável. A produção dos quintais inclui hortaliças, verduras, legumes e frutas cultivadas sem o uso de qualquer tipo de defensivo químico.

No último mês, João Paulo concluiu o Curso de Empreendedorismo e Protagonismo Social do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel). “Minha ideia de negócio surgiu devido a carência, essa dificuldade que as pessoas da minha comunidade tinham para se deslocar até a sede de Caucaia para conseguir alguns produtos que eu vi que tinha como implantar ali na nossa própria comunidade. Então tudo isso me despertou essa curiosidade de empreender”, reforça João.

João Paulo desenvolve sua produção no sítio comunitário Ylê Malungo. A produção é vendida na própria comunidade, nas localidades vizinhas ou por encomendas. Ele e o grupo participam de 15 feiras em diferentes territórios.

“No PJER eu aprendi bastante sobre como empreender, gerir um negócio e organizar minhas ideias. A formação foi muito importante, fico feliz de ter conhecido a Adel. Minha expectativa é investir todo esse novo conhecimento e crescer bastante. O valor do sonho grande é o mesmo do sonho pequeno, então eu penso alto e acredito atingir novos mercados. Pretendo acessar uma linha de crédito e investir cada vez mais no projeto que eu fiz no curso, ampliando minha produção de hortaliças, trazendo novas opções e fortalecendo a venda dos nossos produtos locais”, comemora João Paulo.

Adel participa da Virada Sustentável em Fortaleza

Rayssa Duarte, jovem empreendedora rural e designer de moda

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) participa da primeira Virada Sustentável de Fortaleza/CE, que ocorre dos dias 20 a 24 de novembro em diferentes espaços da cidade. A Virada Sustentável conta com a participação direta de organizações da sociedade civil, órgãos públicos, coletivos de cultura, movimentos sociais, equipamentos culturais, empresas, escolas e universidades, entre outros. O objetivo é apresentar uma visão positiva e inspiradora sobre a sustentabilidade e seus diferentes temas para a população, além de reforçar as redes de transformação e impacto social existentes em diferentes cidades.

Na próxima quinta-feira, 21, a Adel fará parte do painel Negócios de Impacto Socioambiental, às 14h no Cine-Teatro São Luiz. Gláucio Gomes, Diretor de Desenvolvimento da Adel e especialista em Desenvolvimento Local, apresentará juntamente com outros convidados/as um panorama do ecossistema de investimento de impacto e o trabalho das startups no Brasil, com dados, aprendizados e reflexões para o futuro da área.

Já na sexta-feira, 22, a Adel realiza o painel Desenvolvimento, Sustentabilidade e Empreendedorismo em Tempos de Resiliência, às 9h, no Espaço O Povo de Cultura & Arte. Um debate sobre os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento local sustentável de comunidades rurais e urbanas. O painel abordará aspectos referentes à inclusão no mundo do trabalho por grupos em contextos de vulnerabilidade socioeconômica, inseridos nas grandes transformações da atualidade que exigem dinamismo e adaptabilidade.

As mudanças são rápidas e agressivas, seja no campo cultural, social e/ou econômico, como no próprio campo ambiental, em que a crise climática já gera efeitos reais e bastante sensíveis, especialmente em grupos vulneráveis e sem acesso a redes consistentes de proteção e solidariedade. São tempos que exigem adaptabilidade pelas populações, o ato de ser resiliente. Mas ainda é preciso chegar a conclusões necessárias ou mais práticas sobre sua aplicabilidade e como desenvolver habilidades nesse sentido através de programas e políticas públicas.

Além de representantes da Adel, o momento contará com especialistas, empreendedores sociais e de negócios e pesquisadores sobre desafios e oportunidades no mundo do trabalho, com especial atenção ao empreendedorismo e ao protagonismo de jovens e outros grupos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os/As convidados/as irão debater sobre as alternativas de promoção do desenvolvimento sustentável, abordando modelos de negócios e de atuação customizáveis para comunidades, mas que provocam impactos de maior escala.

Ainda como parte da programação da Virada Sustentável, a Adel realiza na sexta-feira, 22, o Workshop “Todxs Podem Empreender” a partir das 13h no Ponto de Cultura Casa AME do Movimento de Saúde Mental Comunitária. O Workshop “Todxs Podem Empreender” é composto por duas oficinas: Empreendedorismo Feminino, para mulheres interessadas em saber como dar os primeiros passos para criar e começar seus próprios negócios; e, Empreendedorismo de Negócios sustentáveis, para jovens que buscam desenvolver negócios que gerem, ao mesmo tempo, lucro e impactos sociais e ambientais positivos para suas comunidades.

Sobre a Virada Sustentável

A Virada Sustentável é um movimento de mobilização para a sustentabilidade que organiza o maior festival sobre o tema no Brasil. Começou em 2011 em São Paulo e já realizou edições nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Manaus, entre outras.

A concepção temática da Virada Sustentável é atualmente pautada nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU, que são também os princípios que orientam a programação do festival em todas as cidades.

Agricultura familiar garante renda para jovens por meio da produção consciente

É do campo que vem a maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. No Ceará, não é diferente. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) estima que o estado tenha cerca de 1,4 milhão de agricultores integrando unidades familiares de produção rural.

A importância deste ramo acaba contribuindo para que jovens do sertão invistam em pequenos negócios locais, transformando a realidade da sua região e ainda evitando o êxodo para as grandes cidades.

É o caso de Jéssica Gama (27). Formada de Agronomia, ela reside em Serrota, comunidade rural do município de Pentecoste. Pensando em construir uma agricultura mais sustentável, ela planta grãos e pretende trabalhar na produção de frutíferas e hortaliças agroecológicas. “Como moramos na zona rural e sabemos da dificuldade de conseguir um emprego perto de onde vivemos, a questão de ter uma atividade com renda e que também ocupa meu tempo se torna uma grande oportunidade para a permanência no interior”, ressalta a jovem.

Jéssica está entre os mais de 3 mil beneficiados pelo Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), desenvolvido pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) ao longo dos últimos 10 anos. Ele forma e apoia jovens rurais para que eles se tornem empreendedores e protagonistas nas comunidades onde vivem. Jéssica segue os passos do irmão, Giliard Gama, que participou da formação do Programa em 2012 e também investiu na agricultura.

“Meu irmão também já participou do PJER e despertou em mim a vontade de empreender. Ele sempre falava muito bem da formação quando voltava para casa. Então eu tive essa ideia, eu voltei para a minha comunidade, terminei minha graduação e conclui recentemente a formação da Adel”, destaca Jéssica.

A jovem conta que sempre teve vontade de comercializar os produtos da agricultura que cultivava com a família, mas não tinha conhecimento de como fazer isso. Com a formação do Curso Empreendedorismo e Protagonismo Social ela passou a ter noções básicas para realizar o gerenciamento do seu empreendimento.

“A Adel foi fundada como um empreendimento social para apoiar pequenos produtores locais organizados em associações comunitárias e cooperativas locais melhorando suas formas de produzir e também seus resultados. A partir de 2009, passou a dar especial atenção ao empreendedorismo de jovens dessas comunidades”, reforça o Diretor de Desenvolvimento da Adel, Gláucio Gomes.

Sustentabilidade e renda

Em estudo divulgado este ano pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas, em que se destaca o potencial da agricultura familiar e suas vantagens comparativas no combate à pobreza rural, observou-se que, em comparação com o agronegócio tradicional, os produtos da agricultura familiar apresentam uma vantagem comparativa entre 43% e 117% do retorno da renda para a comunidade de origem.

Além disso, seus produtos também podem ter uma qualidade diferenciada, sendo geralmente caracterizados como produtos não industrializados ou mesmo orgânicos, o que pode até representar um grande potencial de aumento de vendas, considerando a tendência crescente de consumo consciente.

Adel realiza ações para fortalecimento de CMDCAs no Piauí

Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e o Instituto Tecnológico e Vocacional Avançado (Iteva), realizaram na última semana, no período de 5 a 7 de novembro de 2019, o Curso Desenvolvimento de Conselhos e Gestão de Fundos para Crianças e Adolescentes no Piauí. O curso visa fortalecer as redes socioassistenciais dos municípios piauienses Cristino Castro e Santa Luz. É uma das ações do serviço prestado ao ChildFund Brasil pela Diretoria de Novos Negócios da Adel.

A atividade foi realizada no Gurguéia Park Hotel, em Cristino Castro. A formação foi destinada a cerca de trinta (30) participantes, integrantes dos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) dos municípios atendidos. Contou ainda com membros da Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente (ASSCAD); representantes da Câmara Municipal de Cristino Castro; os Prefeitos de Santa Luz e Cristino Castro, Cidelton Pinheiro e Manuel Pereira Junior, respectivamente; assistentes sociais e membros do Conselho Tutelar dos dois municípios.

Júlio César dos Santos, Coordenador de Operações de Campo do ChildFund Brasil

A abertura foi realizada por Júlio César dos Santos, Coordenador de Operações de Campo do ChildFund Brasil. Júlio explicou os principais objetivos do curso, tais como a implementação dos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCAs), organização documental, registro e certificação das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) junto aos órgãos públicos. A formação foi conduzida por Anderson Pires, Coordenador Administrativo-Financeiro do Iteva.

Gurguéia Park Hotel, Cristino Castro/PI

A temática foi aplicada de forma dinâmica e permitiu a interação entre os participantes. Para Maria Rita de Sousa, integrante da Secretaria de Assistência Social e do CMDCA de Cristino Castro, o curso foi excelente, com um conteúdo bastante atual. “Acredito que fortaleceu muito os conselhos e os conselheiros tiveram uma oportunidade de aprender muito, agora é fazer acontecer. Os conteúdos dados e explicados trouxeram um novo jeito de trabalhar”, reforça Maria Rita.

A capacitação foi aplicada após a realização de um Diagnóstico Situacional dos Conselhos e dos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cristino Castro e Santa Luz. O Diagnóstico Situacional e o Curso Desenvolvimento de Conselhos e Gestão de Fundos para Crianças e Adolescentes fazem parte da parceria entre a Adel e Iteva com foco no fortalecimento dos Conselhos Municipais dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (CMDCAs).

Adel e Qair Brasil iniciam projeto no litoral cearense

Flecheiras, Trairi/CE

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e a Qair Brasil iniciaram essa semana, as atividades do Projeto de Formação e Apoio a Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais. O projeto é executado pela área de Novos Negócios da Adel e beneficia trinta (30) jovens de dezesseis (16) comunidades localizadas no entorno do Complexo Eólico-Solar Serrote da Qair Brasil no município de Trairi/CE.

A aula inaugural do Curso Empreendedorismo e Gestão de Negócios Rurais, primeira atividade do projeto com os jovens, contou com a presença de lideranças, parceiros, pesquisadores, colaboradores da Adel, como Wagner Gomes e Aurigele Alves, Diretor de Negócios e Diretora de Programas, respectivamente. Sulamita Holanda, Assessora Socioambiental da Qair Brasil e Hanná Louretto, Assessora de Comunicação da Qair Brasil.

Sulamita Holanda, Hanná Louretto, José Airton, liderança comunitária de Serrote e Wagner Gomes

Sulamita Holanda destacou a importância dos sonhos na sua fala aos jovens beneficiários. Atuante no território, ela disse que sempre percebia a desesperança na juventude local. O jovem ao concluir o Ensino Médio ou uma Faculdade acaba passando por um momento de muitos desafios e inseguranças. “Ter vocês aqui é para mim um compromisso com os sonhos, porque a gente só faz alguma coisa na vida se a gente sonhar, tendo ideias e ética a gente vai longe. Vocês são os primeiros e os representantes de outros jovens. Cada um de vocês voltando para as comunidades vão ter um outro olhar, com o apoio desse pessoal aqui da Adel que eu acompanho há anos, eu vi crescer. Aqui vocês têm o sonho e a realidade”, reforça a Assessora.

Wagner Gomes destacou a história da própria Adel como um exemplo de empreendedorismo que deu certo, uma organização criada por jovens também de comunidades rurais. Incentivou os jovens a aproveitarem ao máximo as atividades. “Esse tem sido um projeto desenhado por várias mãos. Desde o início pensamos, construímos e debatemos bem quais ações teriam impacto no território. É difícil empreender, é preciso resiliência e resistência, mas empreender é possível”, destaca. Para o Diretor de Negócios da Adel, o Projeto cria possibilidades para mobilidade social positiva e a garantia de liberdades fundamentais destes jovens que vivem no meio rural do município de Trairi.

Uma das ideias de negócios compartilhadas pelos jovens selecionados é com foco na marcenaria. Albis dos Santos, 29, reside na comunidade Canaã, em Trairi e sua ideia de negócio é voltada para o artesanato em madeira. Ele visa valorizar a história das praias da região e com entusiasmo relatou suas expectativas ao participar do projeto.

“Quero empreender com o artesanato, temos muitas praias e paisagens bonitas para mostrar através desse trabalho. O curso veio em uma boa hora, vou me esforçar ao máximo para adquirir conhecimentos e abrir minha mente a respeito de como montar um negócio e quem sabe ser selecionado para acessar uma linha de crédito e assim poder comprar as ferramentas necessárias”, enfatiza o jovem.

Maria Veni Braga

A jovem Maria Veni Braga, 28, que reside na comunidade Tamanduá/Trairi, sonha em montar um meliponário. Maria Veni afirma que além de ser um projeto sustentável, é algo que está em falta na sua comunidade e município. “Sou Presidente da Associação Comunitária de Tamanduá, faço parte do movimento religioso e participo do time de futebol feminino da minha comunidade. Sou bem engajada, quero montar um negócio na área da meliponicultura, é viável para minha região. Hoje iniciamos o Curso de empreendedorismo e espero adquirir novos conhecimentos sobre manejo e gestão de negócio, para construir um empreendimento com sustentabilidade financeira e ambiental”, ressalta.

Sobre o Projeto

Cerca de cem jovens das comunidades Canaã; Mundo Novo; Córrego dos Furtados; Caraúbas; Serrote; Tamanduá; Gurguri; Mucunã; Córrego da Ramada; Chão Duro; Matões; Goiti; Pau Furado; Oficina; Atola e Esperinha, se inscreveram para participar do Projeto. Destes, sessenta (60) jovens foram classificados para a segunda etapa.

Na primeira etapa do Projeto, os jovens participam do Curso Empreendedorismo e Gestão de Negócios Rurais, que aborda os primeiros passos para empreender. Espera-se fomentar o desenvolvimento de capacidades técnicas e de gestão com estes jovens, para que eles estejam aptos a compreender seus contextos e ambientes de atuação, identificar oportunidades e potencialidades para criar e iniciar projetos.

Esta semana os jovens participaram da etapa básica de formação do Curso. Por meio de encontros imersivos, eles trabalham conceitos e ferramentas para iniciarem a construção de seus Projetos de Negócios, seja para fins econômicos ou sociais. O Projeto de Negócio é imprescindível para o jovem ter acesso ao crédito, por meio do Fundo Veredas, iniciativa de crédito própria e particular criada e gerida pela Adel que contará com investimentos da Qair Brasil.

Jovem investe em formação e desenvolve empreendimento familiar

Brena e seus pais, Mário Carlos e Benedita Teixeira

Brena Castro, 20, reside em Venâncio, localidade com pouco mais de cem famílias, distante cerca de 38 km do município de Tejuçuoca no interior do Ceará. Filha mais nova de quatro irmãos, Brena cresceu cercada por empreendedores. Seus pais, Mário Carlos e Benedita Teixeira, trabalham há muito tempo com a produção e venda de queijos na comunidade, atuam também na agricultura familiar e em outros trabalhos externos. Já seus irmãos sempre gostaram de trabalhar com vendas, em diferentes segmentos, seja no comércio ou na prestação de serviços.

Brena nasceu e cresceu no meio rural e desde muito jovem ajudava nas atividades de casa, principalmente na agricultura. Aos cinco anos já acompanhava a família nas plantações de lavouras. Bastante ativa, adorava brincar no campo e ficar próxima aos animais. “Eu adoro residir no campo, quando viajo já fico ansiosa para voltar. Cresci aqui, me identifico com tudo isso, é algo de dentro. Gosto tanto do meio rural, dos animais, principalmente de cavalos, temos oito em nossa propriedade. Em especial a minha égua, chamada Lora”, relata a jovem com entusiasmo.

A produção de queijo e derivados era algo constante, Brena e os irmãos ajudavam os pais de diferentes formas. As tarefas eram divididas entre aqueles que vendiam, os que embalavam e Brena sempre gostou de divulgar o trabalho da família. Ela já se identificava com algo que até então era involuntário e alguns anos depois seria o principal suporte que a jovem daria na gestão do negócio familiar.

Durante sua juventude, Brena almejava ser veterinária e acreditava que através desse sonho poderia ajudar todos os animais que tanto gosta. Muito participativa, sempre se destacava em tudo que fazia. “A Brena era muito calma, mas estava no meio de tudo. Os professores elogiavam sobre sua coragem e dedicação. Ficava orgulhosa dela”, enfatiza sua mãe, Benedita.

Ao concluir o ensino médio, em 2015, Brena prestou vestibular e cursou seis meses a faculdade de administração. Infelizmente não continuou com a formação por não visualizar sua inserção no mercado de trabalho permanecendo em sua comunidade. No mesmo ano prestou outro vestibular e ingressou no curso de pedagogia.

Venâncio possui bastante jovens, Brena sempre participou de grupos e atividades religiosas, pastorais da juventude, corais, mobilizações festivas etc. Em 2016 resolveu integrar a Associação de Inclusão Social e Agropecuária do Sítio Venâncio e passou a frequentar as reuniões para se informar sobre os projetos e novidades da comunidade.

O empreendedorismo e o protagonismo de jovens

Em setembro de 2017, Brena estava na associação quando conheceu o Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) da Adel através de uma divulgação do Secretário de Agricultura do município. No mesmo momento a jovem ficou interessada e decidiu se inscrever. No segundo semestre do mesmo ano ela ingressou no Programa e passou a fazer o Curso de Empreendedorismo e Protagonismo Social em Pentecoste, conciliando a formação com suas demais atividades.

Durante quatro meses a jovem participou da formação do PJER e adquiriu novos conhecimentos. “Antes eu não pensava em empreender, depois que participei da formação passei a enxergar com outros olhos. Tive algumas dificuldades no início, mas meus pais, amigos e professoras incentivaram a continuar e me ajudaram. Lá desenvolvi um plano de negócio voltado para o marketing do empreendimento da minha família. Todo mundo aqui em casa gostou” destaca Brena.

Após concluir o curso, Brena investiu no plano elaborado durante a formação e começou a colher bons frutos. “Fizemos peças gráficas, logomarcas e materiais de comunicação para trabalhar o marketing do negócio. Percebemos que após a divulgação ganhamos mais respeito, seriedade e isso é muito importante” afirma. Também ainda em 2017, Brena se inscreveu e passou para o Instituto Federal do Ceará – Campus Umirim, atualmente é técnica em agropecuária e utiliza seus conhecimentos para atuar na gestão de sua propriedade junto ao pai.

A jovem planeja concluir sua faculdade de pedagogia e iniciar outra formação voltada para a área de marketing, produção e gestão. Brena  pretende escoar seus queijos e derivados para outras cidades e futuramente abrir uma pequena fábrica para melhorar e aumentar a produção.

Adel e Echoenergia realizam oficinas em Pernambuco

Comunidade Laguinha, Caetés (PE)

Nos dias 23 e 24 de outubro, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), realizou oficinas que abordaram o tema “Uso Sustentável dos Recursos Naturais e Conservação da Caatinga no Semiárido”, nos municípios Caetés e Capoeiras, em Pernambuco. As oficinas integram as ações do Programa Echosocial Ventos que Transformam, da Echoenergia. Mais de cinquenta (50) moradores das comunidades Laguinha, Barrocas e Quitonda em Caetés; e, Piado e Boa Vista dos Inácios em Capoeiras participaram das capacitações.

Comunidade Piado, Capoeiras (PE)

As oficinas buscaram proporcionar o desenvolvimento de capacidades e conscientizar as famílias e lideranças locais sobre o uso e conservação dos recursos naturais do Bioma Caatinga. Por meio de um trabalho coletivo, os participantes discutiram sobre o princípio da responsabilidade intergeracional ambiental, o conceito de recursos naturais e as diferenças entre os recursos renováveis e não renováveis. A partir de trabalhos lúdicos, os agricultores/as construíram um mapa de ocupação da Caatinga, com a finalidade de visualizarem a abrangência do bioma no país.

Discutiu-se com os participantes a existência de tecnologias sociais e práticas de convivência com o semiárido que podem ser desenvolvidas no local. Para Suzana dos Santos, Presidente da Associação Comunitária de Laguinha, a oficina foi muita boa em termos de aprendizados e descobertas. “Foi bom ver uma palestra de explicações sobre o que é a caatinga, o porquê temos que fazer plantações na caatinga, a importância que a Adel tem por onde passar, o foco em abastecer e facilitar a vida da comunidade. Todos os participantes da oficina ficaram muito felizes e esperançosos de melhorias”, reforça.

Foi realizada também a exposição e troca de sementes crioulas de espécies vegetais nativas e hortaliças, ressaltando o princípio da biodiversidade, diversificação produtiva e manejo adequado dos recursos naturais, com o objetivo de promover o conhecimento de práticas que podem ser desenvolvidas por cada agricultor/a em sua propriedade.

A Echoenergia criou o Programa Echosocial Ventos que Transformam para contribuir com o desenvolvimento local dos territórios do entorno dos complexos eólicos da empresa, gerando impactos sociais, econômicos, ambientais e educacionais positivos. As oficinas realizadas em Pernambuco é parte das atividades do Projeto Segurança Hídrica executado pela Adel por meio da Diretoria de Novos Negócios que disponibiliza um leque de serviços a empresas, governos e outros atores da sociedade civil para colaborar com suas próprias estratégias de promoção do desenvolvimento humano, incorporar ou disseminar práticas de sustentabilidade corporativa ou ainda compensar, controlar e mitigar impactos derivados de suas operações.