PJER Diversidade encerra ciclo de formação

Os jovens participaram de oficinas sobre diversos temas, tais como empreendedorismo, desenvolvimento local e educação financeira

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) encerra na próxima sexta (5), em Pentecoste (CE), a etapa de formação do Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais. Será realizado um Seminário sobre resiliência, protagonismo e desenvolvimento local.

A etapa de formação do Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais iniciou em abril, em Pentecoste, e apoia 25 jovens LGBT+ de cinco municípios do território: Apuiarés, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante e Tejuçuoca. Os jovens têm idade entre 18 e 32 anos, ensino médio concluído e buscam apoio para empreenderem em suas comunidades. Dentre as ideias de projetos de negócio elaboradas ao longo da formação estão: hamburgueria, cafeteria, produtos artesanais, vestuário, salão de beleza e confeitaria.

O Seminário marca a conclusão do curso Empreendedorismo e Protagonismo Social, que proporcionou aos jovens a oportunidade de elaborar e amadurecer suas ideias de empreendimentos, tendo em vista a realidade local, suas competências e vocações. O curso contou com oficinas sobre diversos temas, tais como empreendedorismo, desenvolvimento local, educação financeira e comunicação e marketing.

 

Aurigele Alves, Diretora de Programas da Adel, reforça que essa é apenas a primeira etapa do PJER Diversidade. Após encerrarem a Formação, os jovens LGBT+ poderão encaminhar seus Projetos de Negócio para o Fundo Veredas e acessar um recurso financeiro para iniciar seu negócio. O crédito é uma forma concreta de fomentar as ideias dos jovens e permitir que saiam do papel e tomem forma, para que venha de fato ser uma oportunidade de inclusão socioprodutiva da população LGBT+ no território.

“Estamos felizes de chegar ao final desse processo e percebê-los mais motivados, encorajados e determinados a seguirem na jornada do empreendedorismo, acreditando na possibilidade de mudança em suas trajetórias de vida. Nós seguiremos juntxs no apoio e na implementação dos projetos desses jovens por todo o território de abrangência do projeto”, afirma Aurigele.

Sobre o Projeto
O Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais trata-se de estratégia de fomento ao desenvolvimento de empreendimentos de negócios e de impacto socioambiental em meio rural, no contexto do semiárido do Nordeste brasileiro, aliando o acesso dos jovens beneficiados a conhecimentos, crédito, redes colaborativas e tecnologias. No cenário de forte hostilidade em que jovens LGBT+ estão inseridos, a aliança entre empreendedorismo e protagonismo social cria alternativas reais de trajetórias para mobilidade social positiva e garantia de liberdades fundamentais.

Este Projeto, ação que integra as estratégias de atuação do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) desenvolvido há 10 anos pela Adel, é fruto do edital nacional LGBT + Orgulho que visa incentivar o desenvolvimento de iniciativas que auxiliem e estimulem a visibilidade, segurança e respeito às pessoas LGBT+, com apoio institucional do Itaú e a consultoria Mais Diversidade.

Inscrições abertas para o Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER)

 

Neste segundo semestre, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) inicia mais uma turma do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). As inscrições estão abertas até o dia 10 de julho e podem participar da seleção jovens com idade entre 18 e 32 anos, que tenham concluído o Ensino Médio e residam em Apuiarés, Caucaia, General Sampaio, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, São Luis do Curu, Tejuçuoca ou Umirim.

Trinta (30) jovens que busquem apoio para empreender e conseguirem uma inclusão socioprodutiva em suas comunidades e municípios serão selecionados para o curso de Empreendedorismo e Protagonismo Social. As inscrições e o curso são gratuitos e a formação será realizada no município de Pentecoste/CE, com o início das atividades previsto para o dia 5 de agosto.

Os interessados podem preencher a ficha de inscrição on-line (https://forms.gle/k4crBiQfaw3yhQBk6), ou realizar a inscrição na sede da Adel (Rua Francisco Nunes, 318, Acampamento). A equipe responsável pela operacionalização do Programa estará realizando visitas nos demais municípios atendidos, onde também serão deixadas fichas impressas.

O curso reúne informações e ferramentas que auxiliarão os jovens na elaboração de seus projetos de negócio, tanto com fins econômicos ou sociais. O Projeto de Negócio é imprescindível para acessar os demais componentes do Programa que permitirão a implementação de suas ideias.

Após o Curso e com o Projeto de Negócio em mãos, os jovens podem acessar recursos financeiros no Fundo Veredas, que integra o componente crédito orientado do PJER. Esse componente é considerado primordial, pois sem recursos financeiros e assessoria, os jovens dificilmente conseguem realizar experiências exitosas.

O Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER)

O Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) foi criado pela Adel em 2009. Consiste na aliança entre quatro (4) componentes: acesso a conhecimento, crédito orientado, apoio no fortalecimento organizativo e acesso às tecnologias de informação e comunicação. Mais de 3000 jovens empreendedores já foram apoiados pelo Programa e cerca de 90% desses jovens permanecem em suas comunidades. No primeiro semestre de 2019 o Programa iniciou o Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais, que apoia 25 jovens LGBT+ do território. Ainda este ano, o PJER também consolida seu processo de expansão para o Amazonas.

Seminário Todxs Podem Empreender

José Carlos Lázaro (UFC), Gláucio Gomes (Adel), Emanuelly Oliveira (Social Brasilis), Gerson Pacheco (ChildFund) e Daiane Mulling (Unifor), da esquerda para a direita. Foto: Lia de Paula

Na última terça-feira (4), a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) e o ChildFund Brasil realizaram o Seminário Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e Protagonismo de Adolescentes e Jovens em situação de resiliência, no Teatro Celina Queiroz da Universidade de Fortaleza (Unifor), em Fortaleza/CE.

No Seminário, as instituições lançaram o livro Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e Protagonismo para Adolescentes e Jovens que reúne histórias de jovens empreendedores integrantes do Programa Jovem Empreendedores Rurais (PJER) da Adel, além de conceitos e saberes importantes para que adolescentes e jovens possam empreender e serem protagonistas de suas histórias de vida.

O evento iniciou com a apresentação cultural das crianças do Coral do Projeto Criança Feliz, uma iniciativa apoiada pelo ChildFund Brasil e que atua nas comunidades do Jardim Iracema e Padre Andrade localizada a oeste de Fortaleza. Logo após a apresentação, o Professor Josimar Costa, Coordenador do Curso de Administração da Unifor; junto com Gerson Pacheco, Diretor do ChildFund Brasil; e, Adriano Batista, Cofundador e Diretor Executivo da Adel, abriram oficialmente o evento evidenciando a importância do empreendedorismo e protagonismo de adolescentes e jovens para promoção do desenvolvimento local.

Palestrantes locais e nacionais estiveram debatendo sobre os desafios, as oportunidades, as tendências, as práticas e soluções já em experiência ou consolidadas no Brasil hoje que influenciam as escolhas e as possibilidades para que adolescentes e jovens possam inovar, empreender e protagonizar mudanças para o desenvolvimento de suas comunidades.

A Professora Dra. Daiane Mulling da Unifor, estava mediando o primeiro Painel, cujo tema foi Empreendedorismo e inovação social por jovens e adolescentes no atual contexto brasileiro. Ela instigou os demais painelistas a trazerem casos de sucesso, histórias de vidas que têm comprovado que nem só os grandes centros urbanos são sinal de oportunidades, nem o rural é lugar só de escassez e pobreza.

Gláucio Gomes, Diretor de Desenvolvimento da Adel, remeteu-se a história de fundação da própria organização. “A Adel é o maior exemplo que eu posso contar de um caso de sucesso, de empreendedorismo e protagonismo de pessoas que se mantêm mobilizadas até hoje, de oito jovens que tiveram a oportunidade de cursar a universidade e decidiram retornar para contribuir com desenvolvimento de suas comunidades”, destacou.

Para Gerson Pacheco, Diretor do ChildFund Brasil, os jovens precisam de visão, precisam acreditar nos sonhos e nas possibilidades. “Nós precisamos absorver a era do conhecimento, sair da zona de conforto, eventos como esse mexem com o nosso interior e nos movem para um futuro que já está aí e não devemos temer. O Brasil é um terreno fértil, abracem as oportunidades”, reforçou.

Para o Professor Dr. José Carlos da UFC e Emanuelly Oliveira, Fundadora e Diretora Executiva do Social Brasilis, a educação é um conceito chave para o empreendedorismo e para a vivência do futuro que já está chegando. Entender o novo mundo, a internet das coisas, o poder das conexões. Analisar a teoria é fundamental para o sucesso da prática. É preciso desenvolver nas pessoas competências para o uso das tecnologias digitais, mostrar como é possível utilizar essas ferramentas para gerar impacto social positivo.

Tião Rocha (CPCD), Helena Singer (Ashoka), Rogers Mendes (SEDUC/CE), Sabrina Santos (PJER) e Maristela Crispim (Eco Nordeste), da esquerda para a direita. Foto: Lia de Paula

Adentrando o tema educação e aprofundando o debate, veio o segundo Painel, Educação para o empreendedorismo e protagonismo de adolescentes e jovens em situação de resiliência, mediado pela jornalista Maristela Crispim, idealizadora da Agência Eco Nordeste. A mediadora abriu o momento reforçando que é possível sim ter esperança de desenvolvimento no semiárido, que jovens podem se manter produtivos em suas comunidades.

Nessa perspectiva, a jovem Sabrina Santos, integrante do Programa Jovem Empreendedor Rural da Adel e idealizadora da floricultura Flor do Sertão, contou sobre sua trajetória como empreendedora e como driblou as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Com apoio, acesso a conhecimento e resiliência foi possível enxergar as oportunidades no território.

O Secretário Executivo do Ensino Médio e Profissional da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (SEDUC/CE), Rogers Mendes, trouxe um pouco da perspectiva futura para a educação em instituições formais de ensino. Instigou os participantes a pensarem como a escola pode interagir e fortalecer o empreendedorismo e reforçou que é preciso inverter um pouco a lógica da sala de aula. Sair de educação estática, de um modelo arcaico e defasado, onde só o professor fala e os estudantes escutam.

“Precisamos pensar a ideia de uma escola de negócios, um ambiente para formação e compartilhamento de ideias, serviços inteligentes, criativos, fora daquilo que está no escopo tradicional, para que os jovens consigam exercitar o empreendedorismo e o protagonismo. Transformar a escola em um celeiro de preparação e estímulo para que as pessoas vivenciem conceitos e não apenas aprendam para replicar num futuro distante”, discutiu Rogers.

Helana Singer, Líder da Estratégia de Juventude na Ashoka América Latina, reforçou a importância de se pensar uma nova educação. “Toda escola pode ser um celeiro para a transformação social, por uma nova educação. A escola não está formando mais pessoas produtivas e eficientes para o novo mundo, esse novo mundo que funciona numa lógica muito mais da colaboração, da criação. As pessoas precisam aprender a lidar com estruturas que são fluídas. Para esse novo mundo a gente precisa da empatia, precisamos reconhecer o lugar do outro, inclusive com quem pensa diferente e está num lugar diferente. Para que o bem comum seja para todos e não só para alguns”, destacou.

Na perspectiva de uma nova educação, foi apresentada a breve história de fundação do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), organização não governamental criada em Minas Gerais que atua nas áreas de educação popular e desenvolvimento comunitário sustentável. O Centro foi idealizado por Tião Rocha, Antropólogo, Educador Popular e Empreendedor Social. Tião enfatizou que para ser educador é preciso fazer perguntas e desaprender. Seus primeiros questionamentos ao iniciar o CPCD foram sobre a possibilidade de pensar a educação sem escola e onde era possível encontrar educadores.

“Educação e escolarização são diferentes, educação é algo que só acontece no plural, é necessário no mínimo duas pessoas. Educação é o que eles trocam, os aprendizados diferentes que se cruzam, é possível fazer educação em qualquer lugar, mas precisamos dos bons educadores e eles não estão sendo formados pelas universidades”, destacou.

Tião finalizou sua fala afirmando que o jovem precisa pensar no futuro, ser ousado, ter sonhos, pensar diferente do mundo que ele vive. Ele acredita que é preciso driblar o vazio do sentido da humanidade, dos jovens que se sentem invisíveis. Para isso se faz necessário o empoderamento, que segundo ele, é potência. “É preciso olhar o lado cheio do copo, que mede a capacidade de aprendizado, de talentos, convocar esses jovens para uma causa. Canalizar as energias para algo que seja transformador. Incentivar as pessoas a construírem juntas um lugar que seja bom para todos”.

O Seminário culminou com a realização do Coquetel de lançamento do Livro Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e Protagonismo para Adolescentes e Jovens, uma estratégia do ChildFund Brasil e da Adel para apoiar o desenvolvimento de adolescentes e jovens em contextos de resiliência em todo o Brasil, através da promoção do empreendedorismo e do protagonismo.

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O Seminário Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e Protagonismo de adolescentes e jovens em situação de resiliência foi um evento de caráter nacional, promovido pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) em parceria com o ChilFund Brasil, e, apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio do Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade (FEAAC).

Meliponicultores contribuem para a preservação ambiental

Everardo Alves, Meliponicultor de Lagoa das Pedras, Apuiarés (CE)

Hoje, 05 de junho, é o Dia Mundial do Meio Ambiente e a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) acredita que o compartilhamento de experiências positivas, sejam de pequeno ou grande porte, que contribuem direta ou indiretamente para o desenvolvimento sustentável e ambiental do planeta, são de grande valia na luta por uma convivência mais responsável e consciente, tendo em vista a realidade atual de consumo das populações ao redor do globo.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é preciso estar atento a pontos como descarte inadequado do lixo, ausência de coleta seletiva e projetos de reciclagem, consumo exacerbado de recursos naturais, desmatamento, má utilização dos recursos hídricos e esgotamento do solo.

No semiárido cearense, um grupo de meliponicultores está fazendo o caminho inverso da prática de consumo dos grandes centros urbanos. A Rede Néctar do Sertão congrega produtores de diversas comunidades rurais dos municípios de Apuiarés e Pentecoste que veem na Meliponicultura uma ação social e econômica, mas principalmente uma oportunidade de preservação ambiental e valorização do bioma Caatinga.

Em Lagoa das Pedras, comunidade do município de Apuiarés (CE), os meliponicultores são responsáveis por uma reserva ambiental com cerca de 100m², onde foram plantadas diversas espécies nativas da Caatinga, tais como aroeira, angico e pau d’arco, também conhecido como ipê. As espécies foram estrategicamente pensadas pela afinidade que têm com a abelha nativa, jandaíra, que é bem seletiva, segundo os produtores.

A reserva envolve o Meliponário Modelo da comunidade, um espaço de produção, aprendizagens e trocas de conhecimentos. Como os meliponicultores estão organizados em Rede, é possível gerir de maneira sustentável e colaborativa o espaço, o que consequentemente fortalece a atividade no território. Segundo o Manual Tecnológico Mel de Abelhas sem Ferrão do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), é chamado de meliponário o local onde são instaladas as colmeias de meliponíneos, tendo como principais objetivos dar conforto para as abelhas e facilitar o trabalho do meliponicultor.

Caixa para criação de abelhas

Everardo Alves, meliponicultor da Rede Néctar do Sertão e um dos gestores do local, conta que o meliponário tem impacto positivo para quem cria e pesquisa sobre as abelhas. “Estou muito satisfeito em compartilhar minhas experiências e ensinamentos com a criação de abelhas e por exercer uma atividade que preserva o meio ambiente”, reforça.

Com 30 caixas povoadas com as melhores abelhas para replicação de novas colmeias, o principal intuito da iniciativa é atender os produtores locais e realizar estudos sobre a meliponicultura, fortalecer a produção de mel e utilizar as abelhas para polinização de plantas nativas e agrícolas, com foco na preservação, conservação e promoção do desenvolvimento sustentável.

Sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente comemora-se anualmente todo dia 5 de junho. Foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo. Um dos objetivos principais deste dia é alertar toda a população humana para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais. Tendo em vista o esgotamento desses recursos, acarretado pelo consumo desenfreado dos seres humanos.

A data propõe uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, ainda há muito o que se discutir e avançar na luta pela saúde do planeta.

Seminário sobre empreendedorismo e protagonismo de jovens

 

Na próxima terça-feira (4), a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) realiza o Seminário Todxs Podem Empreender: Empreendedorismo e Protagonismo de adolescentes e jovens em situação de resiliência. O evento, de caráter nacional, inicia a partir das 16h, no Teatro Celina Queiroz, localizado na Universidade de Fortaleza (Unifor), em Fortaleza, no Ceará.

O Seminário, que já se encontra com inscrições abertas, vai discutir sobre experiências exitosas que corroboram para que adolescentes e jovens em situação de resiliência possam dar o primeiro passo em relação ao empreendedorismo. Dentre as experiências que serão compartilhadas, destaca-se o Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) desenvolvido pela Adel há 10 anos em nove municípios do estado do Ceará.

A vivência do PJER foi inspiração para a produção do livro “Todxs Podem Empreender – Empreendedorismo e Protagonismo para adolescentes e jovens”, que será lançado durante o evento. O livro foi produzido pela Adel em parceria com o ChildFund Brasil, compartilha além de histórias de jovens empreendedores, os principais conceitos e informações necessárias para empreender.

O evento conta com palestrantes nacionais e locais. Helena Singer, Líder para a Estratégia de Juventude na Ashoka América Latina; Tião Rocha, Antropólogo, Educador Popular e Empreendedor Social; e, Gerson Pacheco, Diretor do ChildFund Brasil, estão entre os expositores do Seminário. A programação conta com dois painéis.

O primeiro painel aborda o tema “Empreendedorismo e inovação social por jovens e adolescentes no atual contexto brasileiro”, com a colaboração de Gerson Pacheco, Diretor do ChildFund Brasil; Dr. José Carlos Lázaro, Professor Associado da Universidade Federal do Ceará (UFC), líder do Grupo de Estudos em Inovação e Sustentabilidade (INOS/UFC); Gláucio Gomes, Diretor de Desenvolvimento da Adel; e, Emanuelly Oliveira, Fundadora e Diretora Executiva do Social Brasilis. A Profª Dra Daiane Mulling do PPG em Administração da UNIFOR será a mediadora.

“Educação para o empreendedorismo e protagonismo de adolescentes e jovens em situação de resiliência” será o segundo painel mediado pela Jornalista e Diretora da Agência Eco Nordeste, Maristela Crispim. Terá a participação de Helena Singer; Tião Rocha; Rogers Mendes, Secretário Executivo do Ensino Médio da SEDUC/CE; e, Sabrina Santos, Jovem Empreendedora e idealizadora da Flor do Sertão.

O evento vai congregar diversas instituições e pessoas interessadas na temática e promover a discussão, o debate e a difusão de conhecimentos e experiências atuais que trabalham com empreendedorismo e protagonismo social de adolescentes e jovens no Brasil. Participarão empreendedores, pesquisadores e estudiosos brasileiros para pensar as multiplicidades de empreendedores, os processos de formação destes jovens, desafios e soluções desenvolvidas em espaços de alta resiliência, tanto rurais quanto urbanos.

O evento tem como parceiro o ChilFund Brasil e os apoios da Universidade de Fortaleza (Unifor) e da Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio da Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade (FEAAC).

Faça sua inscrição: https://forms.gle/7YaZxV6jD8PULAgc8

Jovens selecionados para etapa avançada do PJER

Programa Jovem Empreendedor Rural, turma de 2016

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), anuncia a lista de classificados para a etapa avançada do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). Esta etapa do PJER é composta por diversas atividades de formação, assessoria e mentoria que vão auxiliar o desenvolvimento de seus projetos.

O processo seletivo é composto por três fases: preenchimento da ficha de inscrição on-line, presença obrigatória na reunião de apresentação do Projeto e uma entrevista escrita, realizada na mesma data e local das reuniões. Os três procedimentos são classificatórios e eliminatórios.

Os jovens empreendedores rurais selecionados após a etapa de inscrição on-line, participarão da reunião de apresentação do projeto com a equipe de Programas da Adel. A reunião ocorrerá em três locais e datas distintas, abrangendo três microterritórios dos municípios de atuação do PJER (Apuiarés, Caucaia, General Sampaio, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante, São Luís do Curu, Tejuçuoca e Umirim).

A primeira reunião ocorre no dia 22 de maio, em São Gonçalo do Amarante, envolvendo jovens deste município, de Paracuru e Caucaia. Já a segunda ocorre no dia 23 de maio, em São Luís do Curu, envolvendo jovens deste município, de Umirim e São Gonçalo do Amarante. Por último, o terceiro encontro será realizado no dia 24 de maio, em Pentecoste, com jovens deste município e dos municípios de Apuiarés, General Sampaio e Tejuçuoca.

Após a participação nos encontros presenciais será divulgada a lista dos 60 selecionados que farão parte do Projeto. Em seguida, haverá uma visita in loco da equipe de Programas.

Reuniões agendadas:
Quarta-feira, 22/05, 9h – São Gonçalo do Amarante: Patronato Cleide Alcântara, Rua Cecília Procópio, 161.

Quinta-feira, 23/05, 9h – São Luís do Curu: Associação Comunitária Cultural Educacional e Agrícola do Vale do Curu (ACCEAVC), Rua Hugo Rocha, 33, Centro.

Sexta-feira, 24/05, 9h – Pentecoste: Centro de Formação do Jovem Empreendedor Rural da Adel, Rua Francisco Nunes, 316, Acampamento.

 

Etapa avançada do PJER

Jovens Empreendedoras Rurais, turma de 2016

Essa etapa avançada do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) busca ampliar as capacidades técnicas, de gestão e de atuação de jovens empreendedores rurais beneficiados pelo Programa. Os jovens participarão ao longo do ano de formações e terão acesso a um conjunto de ferramentas, informações e conhecimentos considerados essenciais para o desenvolvimento de um negócio ou de um projeto de impacto social em meio rural.

Na formação avançada, os jovens vão estudar sobre estratégias, finanças, marketing, gestão, dentre outros temas. Além do processo formativo, os empreendedores terão assessoria da Adel e participarão de seminários e feiras com foco na linha de atuação de cada projeto.

Os jovens também receberão apoio no desenvolvimento de Arranjos Produtivos Locais (APLs). Uma vez esboçados, a Adel auxiliará nos estágios de planejamento, estruturação e organização administrativa, jurídica e contábil destas iniciativas a fim de contribuir com o desenvolvimento do território.

Respeito à diversidade

Turma do Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais

*Por Aurigele Alves (Diretora de Programas Adel)

Dezessete de maio virou símbolo da luta por direitos humanos e pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito. Mesmo o dia de hoje, sendo um marco na defesa pelos direitos da população LGBT+, discutir sobre sexualidade está longe de ser visto como algo necessário. Precisamos compreender que debater sobre diversidade é defender o direito à vida. Todos os dias pessoas diferentes são afetadas pela ausência de políticas públicas, têm seus direitos negados e as suas vidas são ameaçadas.

Somos empurradas para o abismo dia após dia. Oportunidades quase nunca chegam, a absorção da mão de obra LGBT+ no mercado de trabalho é muito pequena e a sensação que temos é que, quando assumimos nossa identidade, automaticamente as “portas” são fechadas. É fato que existe uma mudança acontecendo timidamente. Diversas empresas e organizações têm criado e investido em programas de apoio e incentivo ao desenvolvimento de pessoas LGBT+. É interessante e devemos reconhecer a importância disso, mas não podemos esquecer que muitos (as) travestis e transexuais ainda se prostituem porque não conseguem trabalho, mesmo quando têm bons currículos. Muitos (as) LGBT+ omitem a sua sexualidade no ambiente de trabalho por medo de sofrerem preconceito ou mesmo perderem o emprego.

Com isso, uma boa alternativa para mitigar esse desafio, é estimular e apresentar o empreendedorismo como um caminho para a inclusão socioprodutiva da população LGBT+. Ao mesmo tempo em que nossos talentos, as habilidades e vocações são empenhadas na realização de sonhos, é possível termos maior autonomia e liberdade para sermos quem gostaríamos de ser. São em iniciativas como a da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), por meio do projeto Diversidade no Empreendedorismo de Jovens Rurais, e de centenas de outras organizações que trabalham incansavelmente para que a população LGBT+ conquiste maior visibilidade, que acreditamos. A luta continua fundamental pela garantia dos nossos direitos, pela ressignificação da liberdade e principalmente pela geração de oportunidades, respeito e reconhecimento enquanto cidadãos.

Publicado originalmente no Tribuna do Ceará.

Seminário Desafios para inclusão socioprodutiva de jovens LGBT+ no Ceará

Dediane Souza, Labelle Rainbow e José Carlos Lázaro, da esquerda para a direita

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) realizou na última segunda, 13/05, no Espaço de Formação de Empreendedores, no bairro Ombreira, Pentecoste (CE), o Seminário Desafios para inclusão socioprodutiva de jovens LGBT+ no Ceará.

Participaram do Seminário Dário Bezerra, Ativista LGBTI+ não-binárie, integrante da Coordenação de Projetos do Grupo de Resistência Asa Branca (GRAB); Dediane Souza, Coordenadora Executiva da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de Fortaleza; José Carlos Lázaro, Professor da Universidade Federal do Ceará (UFC); e, Labelle Rainbow, Travesti, Negra, que coordena, desde 2008, o For Rainbow Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual.

O Seminário marcou o início das atividades de formação do Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais que integra o portfólio de atuação do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) e beneficia 28 jovens de cinco municípios no Ceará – Apuiarés, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante e Tejuçuoca. Foi um momento rico em aprendizagem que abordou questões imprescindíveis à luta da população LGBT+, como o acesso a políticas públicas e a inclusão socioprodutuvita.

Dediane Souza, destacou que a garantia de direitos da população LGBTs é um desafio, pois ainda são poucos os equipamentos nacionais, estaduais e municipais que atendem a este público em contextos de vulnerabilidade social. “É preciso fortalecer a rede de proteção e promoção à cidadania LGBT, a gente vem primeiro erradicando a violência institucional, ela ainda é uma demanda de enfrentamentos”.

Para Dário Bezerra, da Coordenação de Projetos do GRAB, organização que atua há 30 anos em Fortaleza, na luta pelos Direitos Humanos da população LGBTI+ e de pessoas que vivem com HIV/Aids, pautar a inclusão socioprodutiva é necessário. “A gente ainda tem que discutir garantia de direitos e inclusão socioprodutiva para LGBT, mercado de trabalho, educação e saúde, por que somos pessoas ainda vistas como uma patologia pela sociedade. Existe uma conjuntura Mundial que é muito sutil, uma relação de poder, assim como o racismo que privilegia algumas populações em detrimento das nossas”.

A LGBTfobia é uma questão estrutural e poucas pessoas LGBT+, mesmo quando têm bons currículos, conseguem acesso ao mercado de trabalho formal. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), cerca de 90% das travestis e transexuais, da área de atuação da associação, admitiram se prostituir ao menos em algum momento da vida por não conseguirem um trabalho, o que aumenta a vulnerabilidade destas pessoas que estão em contexto de rua, tornando-as mais expostas a atos de violência. Dos LGBT+ que conseguem empregos formais, mais de 40% omitem sua sexualidade no ambiente de trabalho por medo de sofrerem preconceito ou mesmo serem demitidos.

Prof. José Carlos Lázaro (UFC)

O Prof. José Carlos Lázaro que pesquisa sobre diversidade, inovação e sustentabilidade ressaltou que a diversidade é uma riqueza e lamentou por existir poucos espaços para discussões positivas. “A sociedade tem uma visão de mundo estável e existe batalha para aceitar as diferenças, existe essa batalha porque existe gente que não quer ver o mundo diferente, propagar o conhecimento, as pessoas não podem sobrepujar seus valores individuais e egoístas sobre as outras pessoas, e a gente tem que acelerar isso. Eu reitero a importância da Adel e do empreendedorismo nesse Projeto, é uma força que pode germinar neste local, as pessoas comecem a pensar que todos têm direito à liberdade”.

A grande estratégia e desafio a ser enfrentado pela população LGBT+ segundo Labelle Rainbow é entender que a diversidade, as diferenças não são defeitos. “É por meio das diversas formas de amor e a busca pela liberdade que a gente vai seguir construindo e fazendo transformações, acreditando que é possível, a gente tá aqui fazendo e acontecendo, é possível sim lutar pelos Direitos Humanos e nós seguimos nessa luta”.

O Seminário foi mediado por Aurigele Alves, Diretora de Programas Adel e contou com a atração musical de Hesse Santana, junto com três companheiras que compõem o Projeto Casa das Negas, um espaço em Fortaleza, para fruição, apoio e cultura para mulheres negras LGBT+. Também participaram do evento: Eliseu Joca, Secretário de Agricultura de Tejuçuoca; Wilton Castro, representante do Conselho Tutelar no município de Paracuru; e, Nonata Duarte, Técnica de Referência de Núcleo de Diversidade Sexual LGBT (NUDES) do município de Apuiarés.

O Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais é a primeira iniciativa da Adel com foco exclusivo para a população LGBT+. É fruto do edital nacional LGBT+ Orgulho viabilizado pela parceria entre Itaú e Mais Diversidade, que visa incentivar o desenvolvimento de iniciativas que auxiliem e estimulem a visibilidade, segurança e respeito às pessoas LGBT+.

Para Carla Moura, 25, mulher trans do município de Apuiarés, participar do Projeto é uma oportunidade para difundir conhecimentos para outras mulheres. “Ter essa vivência de estar em grupo com outras pessoas LGBTs e trazer um retorno socioeconômico para mim e meu município e que eu possa enxergar outras possibilidades de inclusão de mulheres trans é essencial. O seminário foi muito construtivo, ver exemplos de mulheres trans que estão na luta, me mostrarem que eu sou capaz. Eu acho que a gente tem nas mãos as ferramentas certas para melhorar”.

Produção de galinha caipira contribui para o desenvolvimento de comunidades rurais

Oficina sobre produção de galinha caipira, realizada em Tubiba, Touros (RN), as oficinas formativas buscam a ampliação de capacidades pelos beneficiários

Há um ano a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) executa as atividades do Programa EDP Renováveis Rural, da EDP Renováveis, em quatro comunidades rurais dos municípios de Jandaíra e Touros no Rio Grande do Norte. Dentre os 40 beneficiários do Programa, 17 famílias foram contempladas com unidades experimentais para produção de galinha caipira.

A produção de galinha caipira é uma atividade típica da agricultura familiar, praticada muitas vezes sem os cuidados necessários para um bom desenvolvimento da atividade. Infelizmente, poucas famílias no semiárido conhecem as principais práticas que podem contribuir com a sustentabilidade da avicultura.

A criação de galinha caipira precisa de atenção constante, com realização de limpeza regular de comedouros e bebedouros para evitar a presença e proliferação de doenças. Outros pontos que devem ser avaliados são o manejo produtivo, os cuidados com a alimentação e a finalidade da criação (para a produção de ovos, carne ou ambos), requisitos fundamentais para obter bons resultados econômicos.

Gonçalo Francisco, agricultor e avicultor de Zabelê, Touros (RN)

A Adel, por meio do Programa EDP Renováveis Rural, discute com as famílias técnicas de produção de galinha caipira que possibilitam um manejo sustentável da atividade. Na comunidade Zabelê, seu Gonçalo Francisco, 78, já destaca que os usos das práticas sugeridas nas oficinas e assessorias do Programa EDP Renováveis Rural, realizadas pela Adel, têm contribuído positivamente para o desenvolvimento da atividade. “A criação de galinha caipira tem futuro desde que se saiba trabalhar. Agora a gente tem que seguir as orientações dos técnicos pra dar certo e melhorar nossa situação”, destaca Gonçalo.

Sobre o Programa
O Programa Social EDP Renováveis Rural é uma iniciativa da EDP Renováveis Brasil que busca fortalecer a atuação dos produtores que vivem no entorno dos complexos eólicos da empresa. Atualmente está na sua segunda fase que é executada pela Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel), em quatro comunidades nos municípios de Touros e Jandaíra, no Rio Grande do Norte, no entorno dos parques eólicos JAU e Aventura 1.

Adel divulga resultado de seleção do Projeto Diversidade e Empreendedorismo

 

A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) torna público o resultado referente a seleção de jovens para participarem do Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais, primeira iniciativa da organização com foco exclusivo para a comunidade LGBT+ e que integra o portfólio de atuação do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER).

Cerca de 60 jovens dos municípios de Apuiarés, Paracuru, Pentecoste, São Gonçalo do Amarante e Tejuçuoca, participaram do processo seletivo. Após análise das fichas de inscrições a Adel entrevistou 37 inscritos e destes, 28 foram selecionados para participar do Projeto.

O Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais busca contribuir com o acesso de jovens LGBT+, a conhecimento, crédito, redes colaborativas e tecnologias que lhes permitam empreender e permanecer com qualidade de vida em suas comunidades.

Aurigele Alves, Diretora de Programas da Adel, relata que durante a seleção teve a oportunidade de conhecer ainda mais o contexto em que vivem os jovens LGBT+ no território. “Tive a chance de conhecer melhor a realidade dessa comunidade, a ausência de perspectivas. A grande maioria não concluiu o Ensino Médio e isso foi um dos principais desafios na seleção”.

O Projeto selecionou jovens com idade entre 18 e 32 anos, com Ensino Médio e com residência em um dos cinco municípios de abrangência da iniciativa. As atividades do Projeto iniciam na próxima segunda-feira (13) no Espaço de Formação de Empreendedores, em Pentecoste.

O Projeto Diversidade e Empreendedorismo de Jovens Rurais foi selecionado no edital nacional LGBT + Orgulho do Itaú. O LGBT + Orgulho visa incentivar o desenvolvimento de iniciativas que auxiliem e estimulem a visibilidade, segurança e respeito às pessoas LGBT+. Conta com a consultoria da Mais Diversidade.

Confira a lista de jovens selecionados.

O Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER)

O Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) foi criado pela Adel em 2009. Consiste na aliança entre quatro (4) componentes: acesso a conhecimento, crédito orientado, apoio no fortalecimento organizativo e acesso às tecnologias de informação e comunicação. Mais de 1000 jovens empreendedores já foram apoiados pelo Programa e cerca de 90% desses jovens permanecem em suas comunidades. Este ano o PJER se encontra também em processo de expansão para o Amazonas.