“A necessidade de ser independente, ajudar minha família e aprender mais me convenceu imediatamente a participar do Programa e tentar conciliar mais uma atividade nos meus dias de trabalho. No início de 2015, me inscrevi, fui selecionado e ingressei em mais uma jornada, que me proporcionou um leque de oportunidades que até então não compreendia.”

 

Um dos treze filhos do casal de agricultores Antônio e Maria de Fátima, Benedito sempre foi estimulado pelos pais a estudar e trabalhar para ajudar no sustento da casa. Em 2014, ele começou o curso de Pedagogia à distância na Universidade Federal do Ceará (UFC) e tentou conciliar os estudos com algum trabalho para obter uma renda.

Durante dois anos, trabalhou em vários estabelecimentos no município, mas nenhum correspondeu aos seus anseios. Ele queria continuar os estudos, trabalhar e colaborar com outros jovens. Uma amiga de Benedito que conhecia os seus projetos de vida indicou para ele, o Programa Jovem Empreendedor Rural promovido pela Adel.

Benedito não hesitou em conhecer a ideia e logo apostou que o empreendedorismo seria uma estratégia para alcançar seus objetivos: ter independência financeira, continuar morando na comunidade e inspirar outros jovens.

“A necessidade de ser independente, ajudar minha família e aprender mais me convenceu imediatamente a participar do Programa e tentar conciliar mais uma atividade nos meus dias de trabalho. No início de 2015, me inscrevi, fui selecionado e ingressei em mais uma jornada, que me proporcionou um leque de oportunidades que até então não compreendia”.

Durante o curso de empreendedorismo, Benedito fez uma pesquisa de mercado e identificou que investir em avicultura caipira era uma grande oportunidade. A atividade condiz com as condições climáticas e é muito apropriada para a propriedade.

“No início (do curso) eu não tinha uma ideia clara de negócio, a única coisa que eu pensava era em como eu poderia começar a ganhar dinheiro, ter autonomia e ser uma referência na minha comunidade. Falei na entrevista que montaria um negócio na área agrícola, pois tinha noção da necessidade”.

Com os conhecimentos adquiridos na formação empreendedora, apoio financeiro do Fundo Veredas e da família, Benedito organizou um espaço no quintal de casa, construiu um galpão e comprou 150 pintos para iniciar o negócio. Após quatro meses, ele começou a vender frangos na própria comunidade.

Os lucros da primeira remessa de pintos foram investidos no próprio empreendimento, a fim de ampliar a produção e atender novos mercados. Nesse ínterim, sua irmã Raquel e mais três jovens de Carnaúba, inspirados por sua história, ingressaram no Programa e compartilham o desejo de fortalecer os empreendimentos deles e colaborar com o desenvolvimento da comunidade.