“Acreditamos que organizados temos uma maior possibilidade de superar os desafios de produção e comercialização do mel”.

Everardo trabalhava como meleiro na comunidade rural em que vivia. Utilizava práticas tradicionais e pouco sustentáveis, que consistiam em coletar o mel derrubando os enxames e matando as abelhas. Sua renda não chegava a R$ 130,00 mensais. Depois de participar do curso de formação de jovens empreendedores rurais, ele entendeu a importância da preservação das espécies nativas de abelhas e o quanto isso poderia agregar valor para sua produção.

Aprendeu, no curso, técnicas de manejos das abelhas nativas e começou a utilizar práticas agroecológicas em sua produção. Hoje, com 31 anos de idade e apesar de ter estudado apenas até o 6º ano do Ensino Fundamental, Everardo é um exemplo na produção de mel na região e ministra palestras para outros produtores sobre as técnicas mais modernas e sustentáveis de meliponicultura.

Em 2009, Everardo, juntamente com outros jovens, fundaram uma associação de jovens produtores da qual Everardo é presidente. “Acreditamos que organizados temos uma maior possibilidade de superar os desafios de produção e comercialização do mel”. Posteriormente, a associação de jovens acessou crédito através do Fundo Veredas para ampliar sua produção. Hoje sua renda é de 650,00 mensais.

A produção de abelhas nativas é um exemplo de como é possível potencializar recursos já existentes no semiárido brasileiro e transformá-los em produtos de maior valor agregado, ao mesmo tempo em que contribui para a sustentabilidade do bioma da região, ao preservar a espécie. O mel produzido pelas abelhas nativas tem melhor qualidade e alcança preços maiores nos mercados da região, gerando maior renda para os produtores locais.