Juventude rural: sucessão na agricultura familiar

A discussão de alternativas de geração de renda, com o intuito de incentivar a permanência dos filhos de agricultores no campo é o tema da IV seqüência do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) da ADEL em parceria com o Instituto Souza Cruz e Fundação Konrad Adenauer. O objetivo dessa seqüência é identificar e analisar a situação e os conflitos que enfrentam os jovens rurais no processo de construção de seus projetos de vida.
Durante toda a semana serão trabalhados conteúdos temáticos, como: Agricultura familiar e alternativa para os jovens rurais; Empreendedorismo na agricultura familiar; Apropriação e sistemas agrários convencionais; Apropriação e sistemas agrários alternativos: tecnologia adaptativa, orgânica e agroecológica.
Para o educador social da ADEL, Carlos Roberto, a evasão dos jovens do campo é uma das principais preocupações da instituição atualmente. “O jovem do meio rural passa por conflitos, muitas vezes agravados pelo confronto diário não só com as expectativas de seus familiares, mas como a baixa qualidade das escolas rurais, o difícil acesso ao ensino superior, o trabalho precoce para garantir a subsistência, a falta de perspectivas mais promissoras no campo e as poucas opções de lazer e de cultura, resultam no êxodo de muitos jovens, que saem do meio rural em busca de alternativas urbanas para a construção de uma vida produtiva e autônoma” declarou Carlos Roberto, assinalando que o desestímulo, na maioria das vezes, se dá pela falta de programas de qualificação do jovem rural como o PEJR.
1 responder
  1. wagner
    wagner says:

    Hoje, pensar a inserção dos jovens no meio rural implica enfrentar o esforço de analisar as disputas, e as próprias relações de hierarquia reproduzidas nesses processos, onde jovem ocupa um papel privilegiado nos discursos, mas não nas práticas

    Responder

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