Projeto de Caprinovinocultura traz novas perspectivas para pequenos produtores no interior do Ceará

Após um ano de trabalho, é possível colhermos exemplos de transformação que fazem à diferença nos municípios de Pentecoste e Apuiarés. Com a execução de um audacioso projeto de Caprinovinocultura, a vida de nove produtores de caprinos e ovinos vem se transformando.

Até participar do Programa Células Sociais Produtivas, desenvolvido pela a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL), Gilberto Bezerra, teve uma vida de associativismo bastante extensa.

Nascido em Canafístula, Apuiarés/CE, desde 1987 participa da Associação Comunitária. Nos anos de 1991 à 1995, não exerceu o cargo de presidente, mas continuou sendo uma liderança bastante forte. De volta à Presidência, em 1996, iniciou um trabalho em prol do desenvolvimento da região do Vale do Rio Canindé.

Agrupando e motivando outras lideranças comunitárias, foi um dos fundadores da UAVRC (União das Associações do Vale do Rio Canindé), em 2005, entidade que agrupa 13 organizações da região , sendo o presidente da instituição por quatro (04) anos. Atualmente, está na presidência da ACAC (Associação Comunitária dos Agricultores de Canafístula) e participa do projeto de Caprinovinocultura, como coordenador local.

Em entrevista a equipe de comunicação da ADEL, Gilberto fala sobre a importância do projeto que hoje é uma das principais referências em associativismo na microrregião do Médio Curu.

1.ADEL: Como você avalia o trabalho da ADEL durante o ano de 2008?
Produtor: Foi positivo, por que é um trabalho sério, e também por ter conseguido um projeto para beneficiar duas comunidades.

2.ADEL: Qual o diferencial do trabalho desenvolvido pelo Programa Células Sociais Produtivas?
Produtor: A diferença é que é um trabalho associativo, precisa-se pensar no coletivo. Pode dar certo, dependendo da força do grupo. A ADEL ajuda na organização.

3.ADEL: A caprinovinocultura era, antes do projeto, uma atividade estimulada na comunidade?
Produtor: Sim, através de financiamentos, mas era um dinheiro gasto sem direcionamento, sem acompanhamento e muitas vezes nem era aplicado na atividade.

4.ADEL:O que mudou com a implantação do projeto?
Produtor:Com o trabalho da ADEL recebemos acompanhamento dos técnicos, orientações de como se deve produzir, além da melhoria genética de nossos rebanhos.

5.ADEL: Qual o papel da ADEL nesse cenário de mudanças?
Produtor:O papel maior foi na organização e orientação.

6.ADEL: Como você vê a participação do projeto no fortalecimento da Caprinovino-cultura da região?
Produtor: Na organização, na melhoria genética dos rebanhos, no descarte orientado de animais, na castração, etc.

7.ADEL: O que você percebe de diferente em sua vida e na dos outros produtores?
Produtor: Eu tô sendo mais orientado, me preocupando mais com o rebanho (identificando animais com baixo desempenho produtivo e reprodutivo, por exemplo). Eu e os demais produtores do grupo. Outros produtores, que não fazem parte do projeto, perguntam sobre o projeto e querem adotar algumas técnicas de manejo que são realizadas pela ADEL, como a castração.

8.ADEL: Para você, a atividade é capaz de gerar renda?
Produtor:Sim, e muito, se todos começarem a aceitar as orientações da equipe técnica da ADEL.

*Gilberto Bezerra, 61 anos, produtor de ovinos e caprinos.

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