Em parceria com associações locais, cooperativas, grupos de produção e fóruns, promovemos a criação de cooperativas e de sistemas de gestão participativa de estruturas e processos de produção e de comercialização, tais como: aprimoramento de práticas produtivas em pequenas propriedades; implantação de agroindústrias comunitárias e de estratégias; e arranjos de comercialização direta, de modo a facilitar o acesso dos pequenos produtores a mercados mais rentáveis para mercadorias deles.

Buscamos introduzir, na agricultura familiar, uma perspectiva de negócios, aproveitando potencialidades locais das comunidades e coordenando as redes de produção dos territórios – para que grupos de agricultores rurais possam trabalhar utilizando, de modo sustentável, os recursos endógenos disponíveis na região e atuar em estágios mais avançados das cadeias produtivas, agregando valor às mercadorias (produtos finais, para comercialização). Isso gera claro aumento de produtividade e de rentabilidade.

Os agricultores que apoiamos com nossas atividades trabalham com atividades produtivas sustentáveis na realidade do semiárido, tais como: caprinovinocultura (criação de cabras e ovelhas); avicultura (criação de aves), apicultura (criação de abelhas com ferrão), meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) fruticultura (cultivo de frutas) e horticultura (cultivo de hortaliças).

Apoiamos estrategicamente grupos produtivos, formados por mulheres, a desenvolver empreendimentos e inclusão socioprodutiva de mulheres, especialmente jovens mulheres, nos grupos produtivos existentes nas comunidades.

Uma importante parte do nosso trabalho com agricultores é ajudá-los a aprender e a implantar, nas comunidades que eles vivem, tecnologias socioambientais de baixo custo, mas de elevado impacto social. É o caso das cisternas de placa, que permitem, a eles, coletar e armazenar água nas temporadas de chuvas para poder consumir nos períodos de estiagem. Por meio dessa tecnologia, a água das chuvas que cai sobre superfícies como telhados e rochedos são coletadas nas calhas e armazenadas nas cisternas para serem consumidas pelas famílias ou usadas na produção para irrigação e para criação de animais. Esse é apenas um exemplo de uma tecnologia socioambiental que ajuda famílias locais a conviver com os desafios do semiárido.

A equipe da Adel também trabalha com comunidades de agricultores para apoiá-los na implantação de fundos rotativos solidários. Cada agricultor diretamente beneficiado por um investimento social ou doação se compromete a devolver, por meio de pagamentos, o valor que recebeu em benefícios e serviços para um fundo coletivo, que é gerido e governado pela comunidade. Desse modo, todos os recursos investidos em alguns agricultores de uma determinada comunidade assumem condição rotativa, podendo ser re-emprestados para novos agricultores da mesma comunidade em diferentes e progressivos ciclos, dando maior escala aos seus impactos sociais. Normalmente, os fundos rotativos solidários são administrados pela associação comunitária.