Educadores da ADEL participam de Seminário de Formação e Integração do PEJR em Florianópolis

Carlos Roberto e Aurigele Barbosa, educadores da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL), que atuam no Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR), estão participando do Seminário de Formação e Integração dos educadores do Programa, em Florianópolis, Santa Catarina.
O Seminário de Formação e Integração dos educadores do PEJR iniciou dia 13 de dezembro e se encerra hoje. Organizado pelo Instituto Souza Cruz, tem a participação dos educadores das organizações do Nordeste que trabalham com o PEJR: ADEL e Movimento de Organização Comunitária (MOC), e também dos educadores e coordenadores dos três núcleos do Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor) – Vale do Rio Pardo-RS, Centro-Sul do Paraná e Encostas da Serra Geral-SC.
Os objetivos do Seminário é integrar as equipes que trabalham com o programa em todo o Brasil; socializar o que foi realizado em cada organização durante o ano de 2010; e planejar as próximas sequências do PEJR.  “O Seminário tem proporcionado trocas de experiências bastante valorosas”, afirma Aurigele Barbosa – Educadora do PEJR/ADEL.

Banco do Nordeste, entidade parceira da ADEL, anuncia sua nova marca

A partir desta segunda-feira, as fachadas das agências no Nordeste já amanhecem com a mudança

Após 15 anos, o BNB (Banco do Nordeste do Brasil) muda sua cara. Da noite de ontem para esta segunda-feira, todas as fachadas das agências da região nordestina amanheceram com a nova marca do Banco, a ser lançada oficialmente hoje em todas as praças e capitais, reunindo clientes, jornalistas e parceiros. A novidade começou a ser anunciada ontem, em intervalo comercial do programa Fantástico.

O projeto vem sendo desenvolvido há cerca de um ano e meio e é fruto do crescimento que o BNB tem alcançado nos últimos tempos. Melina Barbosa, gerente de marketing do banco, explica: “Sentimos a necessidade de repensar a nova identidade em função do seu crescimento. Era um outro banco e a roupa não cabia mais”. Esta é a quarta vez que o BNB muda sua marca. “A gente precisava se atualizar diante do mercado, precisava de uma mudança consistente”, completa.
A logomarca foi desenvolvida após um intenso trabalho de pesquisas com os públicos de interesse do BNB, com a ajuda da consultoria de branding TopBrands, licitada para o processo. “Não foi só um trabalho de design, mas de se diferenciar perante o mercado, na comunicação e interação com todos os públicos. É um trabalho completo de gestão de branding”, destaca a gerente de marketing. As expectativas são de ampliar a presença da empresa “no coração e na mente” de seus clientes e parceiros, conquistando espaço entre as cinco maiores marcas de bancos do mundo.
Para isso, o conceito trabalha com as ideias de desenvolvimento, cultura e negócio, imprimindo características bem nordestinas à marca. A nova identidade deve transmitir a imagem de um banco forte, de credibilidade, expansivo, mas parceiro e próximo de seus clientes. “A nova marca quer intensificar a proximidade com o público de interesse. É guiada pelos princípios da simplicidade e da consistência. Toda a arquitetura de marketing foi feita pra comunicar de maneira rápida e eficaz”, completa Sérgio Forte, superintendente da área de gerência estratégica do BNB.
Cada detalhe da nova marca busca transmitir o que o Banco do Nordeste representa. No símbolo, o coqueiro representa a flexibilidade, o desenvolvimento, a resistência e a nordestinidade. O box, por sua vez, traduz segurança, acolhimento e proteção. O Banco passa a ser simbolizado por uma nova combinação de cores. A outra novidade é a cor laranja, que traduz energia, calor e vitalidade do trabalho do Banco do Nordeste. A nova identidade gerou ainda a criação de três marcas estratégicas: o Crediamigo, o Agroamigo e o Centro Cultural, todas alinhadas ao novo posicionamento estratégico da empresa.
Estratégia

A marca conta ainda com uma intensa divulgação. Atentos aos seus funcionários e associações representativas da classe, o BNB realizou primeiramente um forte trabalho de endobranding com seu público interno. Esse trabalho foi feito um mês antes do lançamento para o público externo da empresa.

Já a estratégia de divulgação da marca para o público externo do BNB foi montada pela agência Mota Comunicação, que definiu como mote conceitual da campanha a seguinte frase: “Banco do Nordeste 2011. Desenvolvimento que marca”. A campanha de introdução e apresentação da logomarca será veiculada em todo o Nordeste e em SP, MG, ES e DF.

A divulgação ocorre através de televisão, cinema, jingle, spots, hotsite, anúncio para revista e jornal, outdoor, backbus, mobiliário urbano, além de toda programação visual para a sede do Banco do Nordeste e agências e material de relacionamento específico para clientes e colaboradores do banco.

Com o desafio de lançar uma nova marca e agregar significados a ela, a Mota Comunicação buscou definir as bases de atuação para a criação de uma campanha abrangente, devido os múltiplos objetivos definidos, e consistente, sem perder a simplicidade. A ação compreende imagens, palavras e acima de tudo, um novo posicionamento.

Núcleo de Caprinos e Ovinos realiza palestras e cursos no semiárido cearense

O Núcleo de Caprinos e Ovinos da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL) realizou no período de 16 de novembro a 03 de dezembro de 2010, palestras e cursos em parceria com a Embrapa, Instituto Centec e Banco do Nordeste, nas comunidades de Canafístula (Apuiarés), Rancho dos Moços (Pentecoste), Serrote (Umirim), Catanduba (Itarema) e Limoeiro (Umirim).
Em Canafístula, Limoeiro e Rancho dos Moços foi realizado o curso sobre manejo sanitário e reprodutivo em ovinos e caprinos, ministrado pelo pesquisador Jorge Luiz da Embrapa Caprinos e Ovinos.
O curso abordou os principais aspectos relativos à reprodução e sanidade de caprinos e ovinos, conscientizando os produtores para que promovam, de uma forma mais rápida, a melhoria da produtividade dos rebanhos e a oferta de carne de qualidade à sociedade.
Nas comunidades de Serrote e Catanduba aconteceu uma Palestra sobre manejo sanitário, com o objetivo de informar aos produtores a importância do controle de verminose de caprinos e ovinos.
Para o gerente de projetos da ADEL, o agrônomo Helano luz, a sanidade do rebanho é um dos aspectos mais importantes que devem ser levados em conta nos sistemas de produção de caprinos e ovinos, pois o seu controle impede a disseminação de enfermidades, consequentemente, aumenta a produtividade e a lucratividade das propriedades.

Empreendedor Social de Futuro

Por Andrea Guedes

No último dia 25, Francisco Wagner Gomes de Souza, diretor executivo da Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL), parceira do Instituto Souza Cruz na implantação do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) no Ceará, recebeu o prêmio Empreendedor Social de Futuro, concedido pelo jornal Folha de São Paulo. A cerimônia de entrega foi realizada no Museu de Arte de São Paulo.

“A conquista do prêmio representa uma vitória de aproximadamente 600 agricultores e jovens empreendedores que participam dessa tecnologia social denominada ADEL”, enfatiza Wagner, que nasceu na comunidade rural Monte Alverne, município de Apuiarés (CE).

Com 28 anos, Wagner é filho de agricultor e teve a oportunidade de ingressar na Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2004, e cursar Ciências Econômicas. Antes mesmo de se formar, fundou a ADEL juntamente com outros jovens que, assim como ele, tiveram a oportunidade de ingressar no Ensino Superior e desejavam contribuir com o desenvolvimento de suas comunidades de origem.

A ADEL é um empreendimento social, sem fins lucrativos, que tem como missão potencializar e articular saberes, vocações e oportunidades em prol do desenvolvimento econômico e social de comunidades e territórios cearenses através da formação de redes cooperativas, da produção de conhecimento e do apoio técnico contínuo a empreendimentos produtivos e sociais.

Na entrevista abaixo, Wagner fala sobre o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Adel, aponta as perspectivas da instituição para os próximos anos e avalia os primeiros meses de implantação do PEJR na microrregião do Médio Curu cearense.

A premiação também é um reconhecimento ao fortalecimento da juventude rural e da agricultura familiar. Na sua opinião, formadores de opinião e poderes públicos estão dedicando mais atenção para essa causa?
Atualmente, as temáticas juventude rural e agricultura familiar ganharam maior relevância nas pautas de discussões e de formulação de políticas públicas. Entretanto, a juventude rural ainda enfrenta muitos desafios, muitas vezes agravados pelo confronto diário não só com as expectativas de seus familiares, mas com a baixa qualidade das escolas rurais, o difícil acesso ao ensino superior, o trabalho precoce para garantir a subsistência, e principalmente, a falta de perspectivas mais promissoras no campo.

Wagner Gomes durante a cerimônia de entrega do prêmio (Foto: Divulgação)

Como foi a repercussão do prêmio na região?
A conquista do prêmio Empreendedor Social de Futuro representa uma vitória de, aproximadamente, 600 agricultores e jovens empreendedores que participam dessa tecnologia social denominada Agência de Desenvolvimento Econômico Local (ADEL). O resultado do prêmio tem repercutido de uma forma bastante positiva, tanto pelo público participante como pelas mídias locais, colaboradores, parceiros e financiadores da ADEL.

A ADEL é uma organização formada prioritariamente por jovens. E o cenário do Terceiro Setor brasileiro hoje é bastante competitivo. O prêmio contribuiu para que a ADEL se destacasse e para mostrar para todos que seu trabalho é sério, comprometido com resultados e com a eficiência na gestão dos recursos. Esse ganho de credibilidade e de legitimidade têm se manifestado principalmente pelo grande volume de e-mails e telefonemas de pessoas e organizações do próprio Ceará, que já consideram a ADEL uma referência na área de desenvolvimento local e desejam saber mais sobre as possibilidades de reaplicação de sua tecnologia social. Jornais locais, como o Diário do Nordeste, começaram a destacar e dar visibilidade local ao trabalho da ADEL. Mídias que são consumidas por gestores públicos, empresários e formadores de opinião.

Jovens durante a formação no PEJR no Ceará (Foto: Acervo Instituto Souza Cruz)

Como você avalia os primeiro quatro meses de implantação do PEJR no território?
O Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) tem contribuído para a sustentabilidade geracional do campo. O trabalho do PEJR, nesses quatro meses no Médio Curu, tem alcançado resultados significativos. São 33 jovens muitos dedicados e que serão referências positivas em suas comunidades e municípios. O programa na ADEL enfatiza o rejuvenescimento das associações comunitárias e dos grupos produtivos locais, ao mostrar aos jovens as reais oportunidades que existem quando se tornam empreendedores e pensam em estratégias e soluções para que possam permanecer em suas propriedades e comunidades contribuindo com sua criatividade, e com uma nova geração de conhecimentos e ferramentas que representam uma injeção de inovação e talento para o desenvolvimento local.

O PEJR é uma alternativa para o jovem permanecer no campo, reduzindo assim o êxodo rural. E a permanência da juventude no campo, devidamente estimulada e potencializada, e com acesso à educação e serviços qualificados de apoio, representará, com toda certeza, o fortalecimento e a modernização da agricultura familiar, o ganho de competitividade e de rentabilidade das atividades econômicas e a democratização das políticas e da gestão pública.

Turma do PEJR no Ceará (Foto: Acervo Instituto Souza Cruz)

Quais são as perspectivas da Adel para os próximos anos?
A ADEL é uma tecnologia social de articulação e coordenação de atores e recursos locais em prol do desenvolvimento do território. A inspiração para a criação da ADEL vem de agências de desenvolvimento local atuantes em regiões de países como Espanha, Portugal, Itália, França e Moçambique. Em que a sociedade civil, com enfoque territorial, se organizou para desenhar e planejar estratégias de fomento ao desenvolvimento em grandes e sólidas alianças entre governos, empresas e sociedade. Esperamos nos próximos anos consolidarmos como uma organização com capacidade técnica e gerencial para executar projetos de larga escala e de gestão de conhecimento no território, a partir do ganho de legitimidade e da ampliação de parcerias locais e nacionais. E formar recursos humanos na cultura da organização, que garantam qualidade e padrão técnico no desenvolvimento de projetos internos. Nos próximos anos, pretendemos também sistematizar a nossa tecnologia social, para que possamos produzir e disseminar práticas e saberes fundamentais para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar em todo o Brasil.

Agências de Desenvolvimento Local

Por: Gláucio Gomes

A Rummos é uma organização sem fins lucrativos de suporte ao fortalecimento do Terceiro Setor no Brasil. Um de seus programas tem como foco a implantação e a sistematização de agências de desenvolvimento local (ADL). A Rummos, hoje, assessora duas organizações que são ADLs: a ADEL (Agência de Desenvolvimento Econômico Local), de Pentecoste, no Ceará, e o Ateliê de Idéias, de Vitória, no Espírito Santo. 
A ADEL atua em toda a microrregião do Médio Curu – um território composto por quatro municípios, todos no semiárido e com economia rural baseada na agricultura familiar. Trabalha com a articulação e coordenação de recursos e atores para promover o desenvolvimento local sustentável de territórios rurais, com ênfase no fortalecimento da agricultura familiar, na formação de redes e no empreendedorismo juvenil.
Fundada em 2007, já atendeu a cerca de 600 pequenos agricultores e suas famílias, com especial atenção aos jovens (inclusão produtiva e manutenção desses jovens no campo) e a estratégias para estimular a cooperação para o desenvolvimento local, a participação dos pequenos produtores nos processos decisórios e políticas públicas e para formação de recursos humanos qualificados para aumentar a produtividade e rentabilidade da agricultura familiar.
O Ateliê de Idéias atua no Território do Bem – uma região formada por oito comunidades de baixa renda na área central de Vitória, capital capixaba. Trabalha com a potencialização de idéias, soluções e tecnologias sociais inovadoras e viáveis que partam dos próprios atores locais das comunidades atendidas – de modo endógeno.
O Ateliê de Idéias provê apoio técnico, político e gerencial para a organização dessas comunidades, para o mapeamento de suas potencialidades e limitações, o planejamento e a gestão participativa do território e a implantação de projetos e iniciativas priorizadas pelos próprios moradores, a partir de um processo decisório coletivo em um fórum comunitário chamado de Fórum Bem Maior. Alguns desses projetos se tornaram estruturas comunitárias de destaque: como o Banco Bem (banco comunitário que atende ao território) e o Programa de Incubação de Empreendimentos de Economia Solidária – através do qual o Ateliê de Idéias apóia diversas iniciativas produtivas de grupos de moradores locais.
A ADEL tem seu foco de atuação em áreas rurais. Enquanto o Ateliê de Idéias trabalha com territórios urbanos.
Essas duas organizações vêm tendo grande reconhecimento de suas comunidades e da sociedade como um todo, indicado pelos prêmios e menções de destaque que receberam nos últimos meses. 
A ADEL, através de seu diretor executivo, Wagner Gomes, recebeu o Prêmio Empreendedor Social de Futuro, concedido pela Folha de São Paulo, em parceria com a Fundação Schwab. Ganhou uma menção honrosa no Prêmio Celso Furtado, realizado pelo Ministério da Integração Regional, e foi segunda colocada no Prêmio Rosani Cunha, do Ministério do Desenvolvimento Social. 
O Ateliê de Idéias também foi bastante premiado. A empreendedora social da Ashoka Leonora Mol, sua diretora executiva, foi finalista do Prêmio Cláudia, da Editora Abril. A organização recebeu o Prêmio Atitude Sustentável, da Rede Gazeta/ES e o Prêmio ODM (Objetivos do Milênio) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Caixa Econômica Federal e Gabinete da Presidência da República, tendo ainda sido escolhida pelo Prêmio Melhores Práticas da Caixa Econômica Federal. Também foi segunda colocada na etapa regional do Prêmio FINEP de Inovação.
Esses prêmios para ambas as entidades refletem o reconhecimento de suas práticas e estratégias. A questão é que os métodos da ADEL e do Ateliê de Idéias têm muito em comum. As duas organizações são essencialmente similares: tanto pela atuação no segmento de desenvolvimento local, como pelos valores e pelas diretrizes de suas estratégias. Ambas são agências de desenvolvimento local. 
As duas organizações têm em comum o fato de serem estruturas exógenas, técnicas e especializadas em assessoria, formação, mobilização e articulação de atores e recursos, que atuam em prol do desenvolvimento local dos territórios, urbanos ou rurais, com ênfase na criação de estruturas sustentáveis de fortalecimento organizativo, econômico e social. Suas estratégias consistem sempre em pôr os atores locais no centro de todo o processo, desenvolvendo formas para que se apropriem dos resultados, dos projetos, dos conhecimentos e das ferramentas, de modo a serem autônomos em longo prazo.
Os métodos da ADEL e do Ateliê de Idéias partem do mesmo princípio: que o desenvolvimento apenas é sustentável quando ocorre com base no equilíbrio entre a construção de capacidades de governança (organização, gestão, cooperação e diálogo com políticas públicas) e a estruturação dos segmentos econômicos (produtivas e comerciais) e sociais (serviços essenciais para garantia de direitos) no território – considerando as variáveis culturais e ambientais.
A sustentabilidade vem do fato do foco não ser o atendimento às pessoas. E sim a criação de mecanismos de cooperação e governança local, para que as comunidades sejam produtoras de seus próprios benefícios em maior prazo. O que significa, em síntese, investir na formação de capital social e na inserção qualificada dos atores nos processos decisórios coletivos, em nível local – para que possam transformar demandas e potencialidades em subsídios para políticas públicas com maior qualidade e, assim, mais democráticas.
Acima de tudo, são organizações produtoras e difusoras de tecnologia social de desenvolvimento humano. Que gerem conhecimento em prol da construção de estratégias que podem ser experimentadas em um território e, uma vez sistematizadas, serem reaplicadas em maior escala em diversas outras comunidades e regiões. Tanto o Ateliê de Idéias como a ADEL já pensam e conduzem estratégias de reaplicação, com o objetivo de dar escala aos seus trabalhos. O Ateliê de Idéias deu início à reaplicação de sua tecnologia social em uma região do município de Cariacica, no Espírito Santo. Já tendo, inclusive, contribuído na criação de um novo banco comunitário. A ADEL está sistematizando sua tecnologia social e já planeja sua reaplicação em outras microrregiões cearenses que tem a agricultura familiar como principal vocação econômica, em cadeias produtivas como, por exemplo, a fruticultura.
A ADEL e o Ateliê de Idéias atuam como prestadoras de serviços técnicos na área de desenvolvimento social e econômico para essas comunidades e territórios. São empreendimentos sociais que oferecem insumos e ferramentas por um determinado prazo, tendo como diretriz o processo formativos dos seus clientes. Gerando, necessariamente, uma relação de independência. 
As agências de desenvolvimento local, como a ADEL e o Ateliê de Idéias, criam um modelo de relacionamento com as comunidades, territórios e suas instâncias organizativas (associações, cooperativas, fóruns, conselhos, etc) que é baseado em uma troca. Oferecem serviços como formação, assessoria, articulação e mobilização de parceiros externos para projetos endógenos e diagnósticos e avaliações, de demandas, de potencialidades e de impactos. Os atores locais mobilizam parcerias ou reúnem recursos próprios para custear os serviços entregues por essas organizações. Muitas vezes, especialmente nos primeiros anos de atuação, as próprias agências mobilizam parceiros externos, como investidores, para viabilizar a oferta desses serviços. Não é um relacionamento tradicional entre entidade e beneficiário. E sim uma relação entre organização técnica especializada, com produtos e serviços de qualidade, e um público que demanda esses produtos e serviços e participa do arranjo institucional ou empresarial necessário para viabilizar as operações. Em suma, uma relação entre oferta e demanda, com uma oportunidade para empreender socialmente.
Vale lembrar que desenvolvimento local não está associado apenas a pobreza e vulnerabilidade. Está associado à dinamização dos territórios, à identificação e ao aproveitamento de suas potencialidades, à valorização da inovação e do conhecimento e à formação, organização e articulação de recursos humanos. Todo território demanda apoio técnico, em muitos momentos, para compor essa equação. Independente de seu grau de riqueza. O que agências de desenvolvimento local fazem é atender a essa demanda. 
A principal lição que essas duas organizações deixam é que desenvolvimento humano apenas é sustentável quando está relacionado a um processo formativo amplo e baseado em equilíbrio entre muitas dimensões da vida em comunidade – não apenas a produtividade e renda, mas também a cooperação, democracia, capacidade de governança coletiva e garantia de direitos fundamentais. São organizações que, de fato, trabalham com o conceito de desenvolvimento como liberdade.
A Rummos está desenvolvendo, em parceria com a ADEL e o Ateliê de Idéias, um programa para sistematização e reaplicação de agências de desenvolvimento local no Brasil, com base nas experiências dessas duas organizações. 
Fonte: http://novos-rummos.blogspot.com/

ADEL completa três anos de atuação no semiárido cearense

Hoje é uma data importante para todos os colaboradores da ADEL, há exatamente, três anos nascia a Agência de Desenvolvimento Econômico Local, uma iniciativa única na microrregião do Médio Curu.
Formada por jovens oriundos do PRECE (Programa de Educação em Células Cooperativas) programa educacional existente há 16 anos em Pentecoste, a ADEL atua com foco no desenvolvimento social e econômico junto às associações, federações e outras entidades do setor.  As ações da agência estão divididas em três programas: Josué de Castro de Desenvolvimento, Jovens Empreendedores e Formação de Redes Territoriais.
O trabalho da equipe da ADEL já rendeu reconhecimentos como o Prêmio Rosani Cunha do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Prêmio Empreendedor Social do Futuro da Folha de São Paulo, e Prêmio Nacional de Desenvolvimento Sustentável em homenagem ao economista Celso Furtado. Estes méritos a equipe da ADEL compartilha com cada jovem, produtor e produtora rural beneficiados com as ações da instituição. 
“Estamos convictos de que não faltará determinação e coragem a todos os valorosos integrantes da ADEL para alcançar a condição de entidade fundamental ao processo de gestão do desenvolvimento local. Tal convicção, fundamenta-se na existência de um quadro de profissionais, no qual se mesclam a experiência, a capacidade intelectual e a formação adequada com a vontade sólida de superar obstáculos e de vencer desafios” declara Wagner Gomes, diretor executivo da ADEL.

Jovens do PEJR participam do III Intercâmbio da Juventude Rural no Cariri Paraibano

Os jovens Luís Paulo e Aparecida Rodrigues, integrantes do Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) da ADEL, estão participando da última etapa do III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira.
O III Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira é uma iniciativa que proporciona a 120 jovens agricultores familiares a oportunidade de conhecer diferentes realidades rurais. Treze estados e onze organizações não-governamentais que investem em projetos de Educação do Campo apóiam a ação.
O intercâmbio é dividido em dez etapas. A última etapa que se iniciou no dia 28 de novembro, encerra dia 08 de dezembro, e está sendo realizada em Campina Grande, Paraíba. 
Os intercambistas Luís Paulo e Aparecida Rodrigues estão vivenciando 10 dias em outro meio rural, onde trocam experiências, aprendem novas técnicas agrícolas, conhecem tecnologias alternativas, fazem visitas a propriedades de agricultores familiares da região, entre outras atividades.
“A participação dos jovens do PEJR Ceará, neste intercâmbio, é uma oportunidade ímpar para eles. Tenho certeza que estão aproveitando muito este encontro, e ao chegar além de compartilhar as experiências com toda a turma do PEJR, eles vão utilizar algumas tecnologias em seus empreendimentos”, diz Aurigele Barbosa, Educadora Social do PEJR/ADEL.

Cordel da Comunicação

Por Maílson Moreira Bezerra*

Decidi falar um pouco
Do que é comunicação
É bem fácil de falar
É só prestar atenção

Para se comunicar
Pode ser de qualquer jeito
Pode ser um simples gesto
Ou até um texto perfeito
O que importa é expressar
Tudo o que você quer falar
Sem ter medo ou preconceito
Mas precisa ter cuidado
Com o que você vai falar
Nem todo feito é notícia
Você pode se enganar
Uma notícia bem feita
Serve de informação
Já uma que é mal feita
Sem a menor dedicação
Nunca vai servir para nada
E nunca será lembrada
Em nenhuma ocasião
Agora a coisa está boa
É fácil comunicar
Pois a tal da Internet
Já tem em todo o lugar
Quase todos têm acesso
Mas nem sempre foi assim
Antes para se comunicar
Era bastante ruim
Também tem o telefone
Que é bastante utilizado
Hoje até uma criança
Só vive se for grudado
Com esse aparelho
Mais uma coisa eu aconselho
Tome bastante cuidado
Para se manter informado
É só prestar atenção
Pode até ligar um rádio
Talvez a televisão
Tudo você vai saber
Mesmo não tendo interesse
Você é obrigado a ver
Agora vou terminando
Eu já cansei de falar
Da tal da comunicação
Que é feita em qualquer lugar
Qualquer um pode fazer
Basta só você querer
Que uma notícia vai criar

* Maílson é jovem da turma do PEJR, e compôs este cordel, depois de ter participado de uma oficina de comunicação, durante a formação no programa.

PEJR realiza a última Sequência deste ano

O Programa Empreendedorismo do Jovem Rural (PEJR) realizará durante esta semana as atividades da V Sequência, na Unidade de Formação do Jovem Rural, em Cipó – Pentecoste.
A temática abordada na V Sequência é o “Empreendedorismo do Jovem Rural para o desenvolvimento rural sustentável e solidário”, e tem como objetivo identificar e analisar as potencialidades de ações empreendedoras na agricultura familiar e/ou no território como alternativa para os projetos de vida dos jovens.
Esta semana será realizada diversas atividades, entre elas, uma Mesa redonda com a temática “Protagonismo e Empreendedorismo no Território”; oficinas sobre “Alimentação alternativa para ruminantes em período de estiagem”; e uma confraternização, que contará com a presença dos pais.