Fundo Veredas beneficia novos jovens empreendedores rurais

f7f893cf-1103-4e58-bb51-6b27b13c20e2Catorze jovens de seis municípios cearenses – São Gonçalo do Amarante, Caucaia, Umirim, Paracuru e Apuiarés, apresentaram nos últimos meses, Projetos de Negócios ao Fundo Veredas e receberam nesta semana crédito para implantar suas ideias.

O Fundo Veredas integra um dos componentes do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) e foi criado pela Adel em 2012, com o objetivo de investir especificamente em empreendimentos de jovens rurais. Além do crédito, os jovens têm acesso a assessoria técnica e gerencial continuada.

A assessoria aos jovens vai desde a elaboração do projeto de negócio até o alcance de metas de desempenho e de sustentabilidade dos empreendimentos. Até o momento, cerca de 200 jovens já foram beneficiados com o Fundo Veredas e implementaram negócios rurais em suas comunidades.
Os projetos financiados pelo Fundo Veredas são diversos. Incluem desde o cultivo de hortaliças, produção de aves, apicultura, à instalação de mercadinhos, salões de beleza, padarias e lan houses.

Estes empreendimentos são planejados pelos jovens a partir de suas expertises e também das necessidades locais. Durante a Formação Empreendedora do PJER, os jovens analisam se é viável empreender na área que deseja.

Para a Coordenadora do Fundo Veredas, Raquel Ferreira, essa etapa de liberação de crédito é muito importante para os jovens “Nesse momento, o jovem já começa a ver seu sonho tornar-se realidade. Ele percebe que o seu projeto não ficará apenas escrito e sim será colocado em ação. Apoiar estes jovens é uma grande satisfação, pois sabemos que com esse estímulo financeiro eles vão mudar sua realidade local e tornar-se empreendedores e referências dentro de suas comunidades”.

A liberação de créditos para os jovens ocorre após as seguintes etapas. Inicialmente os jovens se inscrevem e entregam seus planos de negócios. Posteriormente, os projetos são submetidos ao aval de vizinhança. Em seguida, ocorre a análise do projeto, pactuação e reunião de aprovação e contratação com a comissão de liberação de crédito.

No momento do aval de vizinhança a equipe da Adel consulta a comunidade e a família dos jovens. A Adel entende que o apoio da comunidade e da família são fundamentais para os jovens vencerem os desafios que surgirão na implementação dos seus empreendimentos. Além da Formação Empreendedora que é ponto de partida para realização dos sonhos de muitos jovens, pois desperta e dá ferramentas aos jovens, o crédito viabiliza a concretização dos projetos.

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Raquel Ferreira, Coordenadora do Fundo Veredas (ao centro), apresentando aos jovens Gabriela Brito e Ricardo Rodrigues o Termo de Adesão ao Fundo Veredas

A jovem empreendedora rural Gabriela Brito, 22, reside na comunidade de Icaraí, Caucaia, conta a satisfação do acesso ao crédito implementar seu projeto. “As dificuldades de muitos empreendedores na hora de abrir seu primeiro negócio são principalmente por conta da falta de investimento e acesso ao crédito. Há muita burocracia para financiar jovens que estão iniciando, mas a Adel mostra que temos credibilidade e nos apoia quanto formação e financeiro. Com o crédito vou ampliar meu negócio, que é um salão de beleza especializado em maquiagem cabelos afros” afirma.

Fundo Veredas

O Fundo Veredas é uma estratégia da Adel para apoiar a abertura e o desenvolvimento de empreendimentos de jovens empreendedores rurais, com o intuito de promover a inclusão socioprodutiva de jovens e contribuir para o desenvolvimento local.

O Fundo Veredas viabiliza a continuidade dos jovens no Programa Jovem Empreendedor Rural possibilitando o acesso aos recursos financeiros e assessoria aos empreendimentos.

Marcosuel Bastos, Agente de Crédito da Adel, enfatiza a importância do processo formativo e o acesso ao crédito. “Esses jovens, muitas vezes, antes de entrarem na formação do Programa Jovem Empreendedor Rural, estavam sem perspectivas futuras e ao participar da formação mudam seu pensamento. O crédito vem para concretizar esse pensamento, se o jovem crescer e obter uma renda, a família também terá um alcance positivo e a comunidade também ganhará”.

Atualmente, os recursos do Fundo Veredas são destinados aos jovens com idade entre 18 e 32 anos, com residência em um dos municípios de atuação da Adel; e, egressos do Curso Empreendedorismo e Gestão de Negócios promovido pelo Programa Jovem Empreendedor Rural da Adel.

Este ano, a Adel pretende através do Fundo Veredas beneficiar mais 60 jovens empreendedores através do Fundo Veredas e possibilitar com o apoio dos parceiros o surgimento de novos negócios. A Adel conta com o apoio do Instituto Carrefour, Manos Unidas, Instituto Oi Futuro, Fundação Interamericana e Fundo Caixa Socioambiental para execução desta estratégia.

Fundo Veredas beneficia novos jovens empreendedores rurais

f7f893cf-1103-4e58-bb51-6b27b13c20e2Catorze jovens de seis municípios cearenses – São Gonçalo do Amarante, Caucaia, Umirim, Paracuru e Apuiarés, apresentaram nos últimos meses, Projetos de Negócios ao Fundo Veredas e receberam nesta semana crédito para implantar suas ideias.
O Fundo Veredas integra um dos componentes do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) e foi criado pela Adel em 2012, com o objetivo de investir especificamente em empreendimentos de jovens rurais. Além do crédito, os jovens têm acesso a assessoria técnica e gerencial continuada.
A assessoria aos jovens vai desde a elaboração do projeto de negócio até o alcance de metas de desempenho e de sustentabilidade dos empreendimentos. Até o momento, cerca de 200 jovens já foram beneficiados com o Fundo Veredas e implementaram negócios rurais em suas comunidades.

Os projetos financiados pelo Fundo Veredas são diversos. Incluem desde o cultivo de hortaliças, produção de aves, apicultura, à instalação de mercadinhos, salões de beleza, padarias e lan houses. Estes empreendimentos são planejados pelos jovens a partir de suas expertises e também das necessidades locais. Durante a Formação Empreendedora do PJER, os jovens analisam se é viável empreender na área que deseja.

Para a Coordenadora do Fundo Veredas, Raquel Ferreira, essa etapa de liberação de crédito é muito importante para os jovens “Nesse momento, o jovem já começa a ver seu sonho tornar-se realidade. Ele percebe que o seu projeto não ficará apenas escrito e sim será colocado em ação. Apoiar estes jovens é uma grande satisfação, pois sabemos que com esse estímulo financeiro eles vão mudar sua realidade local e tornar-se empreendedores e referências dentro de suas comunidades”.

A liberação de créditos para os jovens ocorre após as seguintes etapas. Inicialmente os jovens se inscrevem e entregam seus planos de negócios. Posteriormente, os projetos são submetidos ao aval de vizinhança. Em seguida, ocorre a análise do projeto, pactuação e reunião de aprovação e contratação com a comissão de liberação de crédito.

No momento do aval de vizinhança a equipe da Adel consulta a comunidade e a família dos jovens. A Adel entende que o apoio da comunidade e da família são fundamentais para os jovens vencerem os desafios que surgirão na implementação dos seus empreendimentos. Além da Formação Empreendedora que é ponto de partida para realização dos sonhos de muitos jovens, pois desperta e dá ferramentas aos jovens, o crédito viabiliza a concretização dos projetos.

A jovem empreendedora rural Gabriela Brito, 22, reside na comunidade de Icaraí, Caucaia, conta a satisfação do acesso ao crédito implementar seu projeto. “As dificuldades de muitos empreendedores na hora de abrir seu primeiro negócio são principalmente por conta da falta de investimento e acesso ao crédito. Há muita burocracia para financiar jovens que estão iniciando, mas a Adel mostra que temos credibilidade e nos apoia quanto formação e financeiro. Com o crédito vou ampliar meu negócio, que é um salão de beleza especializado em maquiagem cabelos afros” afirma.

Fundo Veredas

O Fundo Veredas é uma estratégia da Adel para apoiar a abertura e o desenvolvimento de empreendimentos de jovens empreendedores rurais, com o intuito de promover a inclusão socioprodutiva de jovens e contribuir para o desenvolvimento local.

O Fundo Veredas viabiliza a continuidade dos jovens no Programa Jovem Empreendedor Rural possibilitando o acesso aos recursos financeiros e assessoria aos empreendimentos.

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Raquel Ferreira, Coordenadora Fundo Veredas (ao centro), apresentando o Termo de Adesão ao Fundo Veredas aos jovens Gabriela Brito e Ricardo Rodrigues

Marcosuel Bastos, Agente de Crédito da Adel, enfatiza a importância do processo formativo e o acesso ao crédito. “Esses jovens, muitas vezes, antes de entrarem na formação do Programa Jovem Empreendedor Rural, estavam sem perspectivas futuras e ao participar da formação mudam seu pensamento. O crédito vem para concretizar esse pensamento, se o jovem crescer e obter uma renda, a família também terá um alcance positivo e a comunidade também ganhará”.

Atualmente, os recursos do Fundo Veredas são destinados aos jovens com idade entre 18 e 32 anos, com residência em um dos municípios de atuação da Adel; e, egressos do Curso Empreendedorismo e Gestão de Negócios promovido pelo Programa Jovem Empreendedor Rural da Adel.

Este ano, a Adel pretende através do Fundo Veredas beneficiar mais 60 jovens empreendedores através do Fundo Veredas e possibilitar com o apoio dos parceiros o surgimento de novos negócios. A Adel conta com o apoio do Instituto Carrefour, Manos Unidas, Instituto Oi Futuro, Fundação Interamericana e Fundo Caixa Socioambiental para execução desta estratégia.

Adel lança novo website e apresenta Conselho Consultivo

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A Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) lançou seu novo site institucional (www.adel.org.br), que está no ar desde a última sexta-feira (21/10). O novo site tem um visual dinâmico, moderno e mais completo. Com versões em inglês e português, reúne as ações e notícias do trabalho realizado pela Adel com jovens empreendedores rurais e agricultores familiares.

O novo website da Adel era um dos principais objetivos estratégicos da organização neste ano e apresenta aos parceiros, beneficiários e à população em geral, as estratégias de atuação e atividades que a organização realiza para cumprir com sua missão de promover o desenvolvimento local através do empreendedorismo e do protagonismo social de jovens e agricultores de comunidades rurais.

Nesse novo site é possível ter acesso aos relatórios de atividades, demonstrações financeiras e políticas de gestão da organização, que, segundo, o Diretor Executivo, Adriano Batista, integra os esforços da instituição em dar maior transparência aos processos gerenciais.

Modelo de governança

Também é destacado no novo site o atual modelo de governança da instituição. Recentemente a Adel aprovou seu Regimento Interno e formou seus dois Conselhos – Consultivo e de Administração. A criação destes dois Conselhos confere maior consistência à gestão da organização e dá maior legitimidade as suas ações, na medida em que novos atores colaboram e participam da avaliação e do planejamento da organização.

Através do Conselho de Administração, formado pelo Diretor Executivo, pelo Diretor Financeiro e por demais Conselheiros nomeados diretamente pela Diretoria Executiva, o planejamento estratégico da Adel é avaliado e revisado anualmente. Este Conselho, que tem competência deliberativa, é um dos principais órgãos de suporte à gestão, monitora as atividades trimestralmente, propondo, quando necessário, novas estratégias.

Já o Conselho Consultivo, que é formado por pessoas de notório saber e reconhecidas pela sociedade por suas obras em suas áreas respectivas de atuação, tem a finalidade de analisar o desempenho institucional, orientar os gestores da Adel e contribuir com sua sustentabilidade. Atualmente, ele é formado por seis Conselheiros que aceitaram o convite para contribuir a partir de suas expertises com a Adel.

Os Conselheiros são: Beto Pires, que atuou nos últimos 19 anos na responsabilidade socioambiental de grandes empresas nacionais, é co-fundador da ONG Pela Educação e Associação Brasileira de Empreendedores Amigos da UNESCO; Luís André, Gerente sênior de Sustentabilidade e Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil; Mafoane Odara, Coordenadora da área de enfrentamento à violência contra as mulheres do Instituto Avon e integrante da Rede pela Diversidade da Avon e da Diretoria do Fundo Brasil de Direitos Humanos; Marlei Pozzebon, Professora titular na HEC Montreal e professora visitante da FGV –EAESP; Mônica de Roure, Vice-Presidente e Diretora Executiva da BrazilFoundation; e, Tião Rocha, idealizador e Presidente do CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).

14695536_1265729700143773_3995929253009061490_nO lançamento do website é um marco para comunicação da Adel. Mesmo a comunicação sendo uma das prioridades da instituição desde sua fundação, o projeto do novo site exigiu de sua equipe todo um esforço institucional. De acordo com a Diretora de Comunicação da Adel, Evilene Abreu, que liderou este processo, a apresentação do website é motivo de muito orgulho e fruto do desejo de toda equipe de ampliar sua comunicação e dar maior notoriedade a sua gestão e governança.

“Sem dúvida, esta nova ferramenta de comunicação contribuirá efetivamente para o posicionamento da organização como uma agência de desenvolvimento local, que produz conhecimentos e que a partir do empreendedorismo e do protagonismo social dá uma Nova Cara ao Sertão brasileiro”

Empreendedorismo e sustentabilidade no meio rural

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Vanleide Alves Moreira, 27, reside na comunidade de Lagoa das Pedras, Apuiarés, composta por aproximadamente 80 famílias. Filha do casal de agricultores, Sr. Francisco Chagas e D. Maria Fátima, única filha mulher de três irmãos, aprendeu muito cedo o valor de morar no meio rural.

Vanleide é uma jovem que sempre morou na comunidade, em meio ao contato com a natureza, ajudando os pais a cuidar das plantações, das ovelhas, galinhas e futuramente das abelhas. Sr. Chagas, conhecido como Tenente, conta que a filha sempre teve interesse em dar continuidade ao seu trabalho na propriedade. “Ela tem muita paciência para cuidar dos animais. Ela sempre gostou de trabalhar no campo, se ocupava as vezes por conta própria na produção de hortas.”

Vanleide na produção de uma horta orgânica

Vanleide na produção de uma horta orgânica

Os pais de Vanleide residem na comunidade há quase três décadas e o sustento da família sempre foi das atividades agrícolas. Vanleide conta que aos sete anos já acompanhava o pai nas atividades e lembra que a maior dificuldade na época era a falta de água que impedia a produção das lavouras das famílias da região.

“Lembro que quando faltava chuva eu ia com meu pai e meu irmão mais novo buscar água em uma comunidade distante, íamos montados em um jumento, na ida era confortável, porque podíamos ir em cima do animal pois a vasilhas de carga d´água estavam vazias, mas a volta tinha que ser caminhando porque o jumento não podia levar tanta carga, ai era um cansaço só” (risos), relata a jovem.

Vinte anos passaram e o desafio de acesso à água permanece. Há mais de cinco anos a região convive com um grande período de estiagem e a ausência de chuvas fazem com que o cultivo dos pequenos grãos sejam escassos e a criação de abelhas nativas não tenha o êxito esperado. Com as cisternas de placas construídas na comunidade, a água para o consumo humano tornou-se mais acessível, mas para a produção agrícola não é suficiente.

Desafios

O acesso ao conhecimento, ao lazer, a cultura e as tecnologias no meio rural do Brasil ainda é um tanto precário. Na comunidade de Lagoa das Pedras é semelhante. Entretanto, a resiliência de seus moradores e dos jovens, a capacidade de se reinventarem fazem com que as famílias permaneçam em suas comunidades. Com a família de Vanleide não foi diferente.

Vanleide conta que tanto ela quanto os irmãos tiveram dificuldades para estudar. Na época que eles eram crianças não existia na comunidade o fundamental II, fazendo com que ela e os irmãos estudassem em Lagoa das Pedras somente até a quarta série. Com isso, tanto os irmãos de Vanleide quanto outras crianças da comunidade não concluíram nem o Ensino Médio.

D. Maria de Fátima relata que a filha fez um caminho diferente e concluiu esta etapa. “Quando ela fez doze anos, passou a estudar na sede do município de Apuiarés, enfrentando a falta de transporte e chuvas no caminho da escola, a falta de livros e alimentação. Mas ela não desistia. Ela fazia de um tudo na época, estudava, mim ajudava em casa, ajudava o pai e os irmãos e também cuidava dos animais”.

Vanleide conciliava os estudos com as atividades em casa e na propriedade. Nesse período, ela já acompanhava de perto a criação de abelhas do irmão e do pai. Isso lhe motivou a buscar conhecimentos técnicos sobre a área. Após o Ensino Médio começou a fazer diversos cursos a fim de obter mais conhecimentos. “Busquei mais formação, precisava me capacitar, fiz curso de informática, agroecologia, apicultura e meliponicultura, beneficiamento de frutas, cooperativismo, e outros que não lembro agora”, afirma.

Vanleide no meliponário da família

Vanleide no meliponário da família

Com os conhecimentos técnicos adquiridos nos cursos, somado aos conhecimentos empíricos dos pais, Vanleide começou a fazer na propriedade, desde coleta seletiva a manejo de animais e horticultura. Mas, é a criação de abelhas sua principal paixão e atividade.

Acesso a Formação Empreendedora

Em 2010, através de uma mobilização de inscrições realizada na comunidade, Vanleide soube do Curso de Empreendedorismo e Gestão de Negócios do Programa Jovem Empreendedor Rural da Adel. Ela lembra a impressão imediata que teve na época.

“Eu me inscrevi inicialmente pensando que era um curso técnico com certificação, mas foi durante a formação que vi o sentido da coisa, era um curso muito bom, que estimulava na gente a vontade de empreender e ajudar ainda mais minha comunidade”.

Vanleide ingressou na formação e durante um ano conheceu diversas temáticas que fortaleceram o seu interesse de permanecer na sua comunidade e ajudar sua família. Ao final do curso ela elaborou um projeto de negócio para ampliar a sua atividade de apicultura.

Vanleide no meliponário da família

Vanleide no meliponário da família

Na época, Vanleide tinha quatro colmeias e avaliou durante o curso que a atividade poderia ser mais rentável e sustentável. Ela poderia ter sua própria renda e preservar a mata nativa. O irmão mais velho de Vanleide, Everardo Alves e o seu pai, trabalhavam com apicultura e meliponicultura. E, como Vanleide acompanhava os dois no manejo das abelhas, logo concluiu que a meliponicultura seria uma atividade mais viável para ela.

Através de estudos sobre a área, sobre agroecologia e manejo durante a formação conseguiu ampliar a produção, na época, para nove colmeias. Após a formação Vanleide investiu todo o seu conhecimento no seu negócio e orientou o pai e o irmão em como gerir a atividade.

Em 2012, Vanleide casou-se com Heldeson Barreto. Nesse intervalo de tempo ela se dedicou mais a nova família e compartilhou com o esposo a responsabilidade de cuidar das colmeias. Nesse período, tem enfrentado diversas dificuldades no manejo devido à falta de chuvas.

Vanleide juntamente com seu esposo, pai, irmão e outros membros da comunidade fazem parte da Rede de Meliponicultores do Vale do Curu, iniciativa do Programa Soluções Rurais da Adel que tem como objetivo contribuir para fortalecer a meliponicultura no Vale do Curu de forma agroecológica.

Atualmente, Vanleide cria abelhas nativas, colabora na gestão da Associação de Criadores e Produtores de Lagoa das Pedras e coordena o Centro Integrado de Tecnologias e Informação (Cit) na comunidade. Através da associação e do Cit ela mobiliza outros jovens que desejam permanecer no meio rural e desejam empreender na área.

Sr. Francisco das Chagas, D. Maria de Fátima, Vanleide Alves e Heldeson Barreto (da esquerda para a direita)

Sr. Francisco das Chagas, D. Maria de Fátima, Vanleide Alves e Heldeson Barreto (da esquerda para a direita)

Vanleide é uma referência para outros jovens em Lagoa das Pedras. Ela tem motivado a continuidade das atividades de meliponicultura e agroecologia na comunidade e sua renda principal vem da produção de mel de abelhas nativas.

Adel realiza I Seminário Cearense de Meliponicultura

Na última sexta-feira (30/09), aconteceu em Umirim/CE, o I Seminário Cearense de Meliponicultura. O evento ocorreu no IFCE – Campus Umirim e abordou o tema “A Meliponicultura como uma prática de preservação da Caatinga”.

O evento reuniu pesquisadores, estudantes e meliponicultores do Estado que discutiram a importância da meliponicultura, ou seja, a criação racional e manejo de meliponíneos – abelhas sem ferrão. A atividade é desenvolvida com o objetivo principal de produzir mel, e em um processo de expansão, para polinização agrícola, preservação e promoção do desenvolvimento sustentável.

No Brasil, a meliponicultura é desenvolvida em várias regiões do País, contribuindo para a conservação das abelhas e de seu habitat. As regiões Norte e Nordeste têm grande destaque na criação destas espécies. O Ceará apresenta alto potencial para atividade que vem crescendo nos últimos anos.

Durante o Seminário Cearense de Meliponicultura, cerca de 130 participantes destacaram que a meliponicultura é uma opção de diversificação da agricultura familiar. Também foi ressaltado a importância da produção de mel de abelhas sem ferrão seguir três diretrizes: a preocupação ambiental, social e econômica.

Oficina Recuperação de pastos apícolas com o Prof. Jorge Alberto - IFCE Campus Umirm

Oficina Recuperação de pastos apícolas com o Prof. Jorge Alberto – IFCE Campus Umirm

A programação do evento foi composta por palestras, oficinas e painéis. No período da manhã aconteceu as palestras: Abelhas sem ferrão (meliponíneos) e a caatinga: um olhar para o futuro; e, Diagnóstico da Meliponicultura no Estado do Ceará. Ambas, apresentaram a importância das abelhas sem ferrão para o bioma caatinga, expondo o viés ambiental, social e econômico da relação abelha x caatinga e o panorama geral da criação de abelhas sem ferrão no Estado.

Jânio Felix, doutorando em zootecnia na Universidade Federal (UFC), estudioso do tema e sócio da Associação Cearense de Meliponicultores (ACMEL) ao apresentar o diagnóstico da atividade no Ceará, destacou que atividade se fortalece a cada ano. No período de 2013 e 2014 ele identificou 159 meliponicultores localizados em 52 municípios do Estado. “Esse número vem aumentando e hoje contamos inclusive com uma Rede de Meliponicultores – a Rede Néctar do Sertão”, ressalta.

Oficina Técnicas de Multiplicação de Enxames com Epifânia Macêdo, doutoranda em zootecnia/UFC

Oficina Técnicas de Multiplicação de Enxames com Epifânia Macêdo, doutoranda em zootecnia/UFC

À tarde, aconteceu três oficinas e o painel de apresentação de experiências. As oficinas foram ministradas por professores do IFCE – Campus Umirim e por estudantes de doutorado em zootecnia da Universidade Federal do Ceará (UFC). As oficinas foram sobre algumas temáticas que os meliponicultores veem como desafios para atividade, dentre elas: nutrição de abelhas sem ferrão, multiplicação de enxames e o combate ao desmatamento através do plantio de plantas apícolas.

Experiências com meliponicultura

As experiências de criação de abelhas sem ferrão apresentadas foram a Associação Cearense de Meliponicultores (ACMEL) e a Rede Néctar do Sertão. Ambas atuam no Ceará com o objetivo de agregar valor à produção e fortalecer a atividade. José Fabião, Presidente da ACMEL, destacou o trabalho da organização criada em 2013, em prol da legislação da atividade e a realização do evento.

Sócios da Associação Cearense de Meliponicultores (ACMEL)

Sócios da Associação Cearense de Meliponicultores (ACMEL)

 

“Esse evento marca a história da atividade de meliponicultura em nosso Estado. Me sinto muito feliz em fazer parte desse marco e agradeço a Adel por ter protagonizado esse I Seminário da Meliponicultura no Ceará. Sei que precisamos nos emprenhar cada vez mais para tornar a atividade abrangente e conhecida, de forma que possamos perpetuar essa prática sustentável de criação racional das abelhas sem ferrão”, relatou José Fabião.

A experiência da Rede Néctar do Sertão, empreendimento coletivo que busca fortalecer a cadeia produtiva do mel de forma agroecológica com a finalidade de incentivar o desenvolvimento comunitário e a conservação da natureza em comunidades rurais do Vale do Curu foi apresentada pelo articulador Neto Ribeiro.

 

Participantes do I Seminário Cearense de Meliponicultura

Participantes do I Seminário Cearense de Meliponicultura

 

A Rede Néctar do Sertão tem atuação no território do Vale do Curu (Apuiarés, Pentecoste, General Sampaio, Tejuçuoca, Umirim, São Luís do Curu, São Gonçalo do Amarante, Paraipaba, Paracuru, Paramoti, Canindé, Caridade, Itatira, Irauçuba e Itapajé), mas reúne atualmente 52 produtores de dois municípios – Apuiarés e Pentecoste.

Para Anderson Vieira, mestre em zootecnia e técnico de campo da Adel, o evento possibilitou muitas trocas de saberes. “O encontro foi de extrema importância para o conhecimento de todos, as pessoas que participaram trocaram experiências e que sabiam sobre a atividade, desde as formas de se criar e produzir o mel até a importância que essas abelhas apresentam para a sociedade de uma forma geral”.

O evento foi realizado pela Adel com o apoio da Associação Cearense de Meliponicultura (ACMEL), Rede Néctar do Sertão, Instituto Federal Ceará – Campus Umirim (IFCE), e, Universidade Federal do Ceará (UFC). E com a parceria da Bovespa Social e do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) por meio do Programa de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS).

PJER abre inscrições para nova turma

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As inscrições para a nova turma do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) estão abertas e seguem até o dia 21 de outubro. O Programa visa criar oportunidades para os jovens empreendedores de comunidades rurais.

Criado pela Adel em 2009, o PJER consiste na aliança entre 04 (quatro) componentes: acesso a conhecimento, crédito orientado, apoio no fortalecimento organizativo e acesso as tecnologias de informação e comunicação.

No primeiro componente do Programa é promovido o Curso Empreendedorismo e Gestão de Negócios para qual são selecionados 35 jovens. O curso é composto por oficinas que possibilitam aos jovens formandos o conhecimento necessário para a definição, planejamento e elaboração de um projeto de negócio que será apresentado ao final da formação.

Turma 2016.1 e os assessores de formação Fábia Oliveira (a esquerda) e Tales Rilton (a direita)

Turma 2016.1 e os assessores de formação Fábia Oliveira (a esquerda) e Tales Rilton (a direita)

 

O curso é gratuito e podem participar do Programa jovens com idade entre 18 e 32 anos, que concluíram o Ensino Médio e queiram ampliar ou criar um empreendimento. Para esta turma, poderão se inscrever jovens que residam em um dos nove municípios que a Adel atua – Pentecoste, Apuiarés, General Sampaio, Tejuçuoca, Umirim, São Luís do Curu, Paracuru, São Gonçalo e Caucaia.

O PJER é realizado pela Adel este semestre em parceria com o Instituto Carrefour, Fundação Interamericana, Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante e Fundo Socioambiental Caixa.

Inscrições

Seguem até o dia 21 de outubro e podem ser realizadas através do formulário eletrônico (http://migre.me/vajVt), na sede da Adel (Rua Francisco Nunes, 318, Pentecoste), nas secretarias de juventude e agricultura, e nos sindicatos dos trabalhadores rurais dos municípios de Pentecoste, Apuiarés, General Sampaio, Tejuçuoca, Umirim, São Luís do Curu, Paracuru, São Gonçalo e Caucaia.

Poderão se inscrever jovens com idade entre 18 e 32 anos, que concluíram o Ensino Médio, queiram ampliar ou criar um empreendimento e residam nos municípios de Pentecoste, Apuiarés, General Sampaio, Tejuçuoca, Umirim, São Luís do Curu, Paracuru, São Gonçalo e Caucaia.

O curso reúne informações e ferramentas que auxiliarão os jovens na elaboração do projeto de negócio que embasará a implementação dos empreendimentos almejados por eles. É imprescindível para acessar os demais componentes do Programa.