Adel realiza oficinas com estudantes e agricultores no projeto Vida Caatinga

 

Na semana em que foi comemorado o Dia Nacional da Caatinga, a Adel, a convite da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Pentecoste, realizou com estudantes do Ensino Fundamental II a oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” e a oficina “Produção de Mudas de Plantas Nativas” com jovens e agricultores familiares.

As oficinas integram as ações do projeto Vida Caatinga promovido pela Secretaria entre os dias 26 e 28 de abril de 2018 com o objetivo de sensibilizar a comunidade sobre a importância de preservar o bioma Caatinga no território. Em ritmo acelerado de devastação, a Caatinga, que abrange cerca de 11% do território nacional, necessita urgentemente que técnicas sustentáveis sejam implementadas.

A oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” discutiu com os adolescentes e jovens a importância do bioma Caatinga para o Brasil e o Nordeste brasileiro. De forma lúdica, foram abordados os elementos que caracterizam a Caatinga, a relevância e os impactos da ação do homem sobre o solo, a água e a biodiversidade do bioma.

Oficina na EEIF Domingos da Cunha Braga – Umburanas, Pentecoste/CE

No dia 26 de abril, a oficina aconteceu na EEIF Domingos da Cunha Braga, na comunidade Umburanas. Participaram 25 estudantes que cursam o 8º e 9º anos, além de dois colaboradores da Secretaria de Meio Ambiente – Silvana Ribeiro e Absalão Bandeira, a Diretora da Escola, Eliane Marques, e as professoras responsáveis pelas turmas.

No dia 27 de abril, foi a vez da EEF Vicente Feijó de Melo, na sede do município. A oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” ocorreu nos turnos manhã e tarde e contou com a participação de 50 estudantes que cursam o 9º ano.

Segundo Raquel Ferreira, Coordenadora de Projetos da Adel, os objetivos da oficina foram alcançados e a receptividade dos estudantes foi positiva. “Foi enriquecedor trazer para dentro da sala de aula uma temática que está sendo esquecida no Sertão. Foi perceptível a participação e interação dos estudantes”.

A oficina “Produção de Mudas de Plantas Nativas” com jovens e agricultores familiares aconteceu nas comunidades Sítio do Meio e Jucá. Nessa oficina o agrônomo José Alfredo trabalhou informações práticas sobre métodos de produção de mudas, seleção de árvores matrizes para coleta de sementes e a distribuição de mudas de plantas nativas para os participantes.

Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel, ministrando palestra na EEEP Alan Pinho Tabosa – Pentecoste/CE

Além das oficinas, a Adel colaborou com o Workshop “Caminhos para a preservação e conservação da Mata Branca” realizado dia 26 de abril na EEEP Alan Pinho Tabosa, em Pentecoste. Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel, ministrou a palestra “Empreendedorismo Rural e Conservação da Caatinga”, e participou, juntamente com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Prof. Artur Bruno, e o representante da Associação Caatinga, Sandino Moreira, de uma mesa redonda sobre a temática.

As oficinas e a palestra realizadas pela Adel, no projeto Vida na Caatinga, buscam alertar os adolescentes, jovens e agricultores sobre a necessidade urgente de realizar ações sustentáveis e de preservação desse bioma.

Leia mais no artigo: Empreendedorismo rural e conservação da Caatinga

Adel realiza oficinas com estudantes e agricultores no projeto Vida Caatinga

 

Na semana em que foi comemorado o Dia Nacional da Caatinga, a Adel, a convite da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Pentecoste, realizou com estudantes do Ensino Fundamental II a oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” e a oficina “Produção de Mudas de Plantas Nativas” com jovens e agricultores familiares.

As oficinas integraram as ações do projeto Vida Caatinga promovido pela Secretaria entre os dias 26 e 28 de abril de 2018 com o objetivo de sensibilizar a comunidade sobre a importância de preservar o bioma Caatinga no território. Em ritmo acelerado de devastação, a Caatinga, que abrange cerca de 11% do território nacional, necessita urgentemente que técnicas sustentáveis sejam implementadas.

A oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” discutiu com os adolescentes e jovens a importância do bioma Caatinga para o Brasil e o Nordeste brasileiro. De forma lúdica, foram abordados os elementos que caracterizam a Caatinga, a relevância e os impactos da ação do homem sobre o solo, a água e a biodiversidade do bioma.

Oficina na EEIF Domingos da Cunha Braga, Comunidade Umburanas, Pentecoste/CE

No dia 26 de abril, a oficina aconteceu na EEIF Domingos da Cunha Braga, na comunidade Umburanas. Participaram 25 estudantes que cursam o 8º e 9º anos, além de dois colaboradores da Secretaria de Meio Ambiente – Silvana Ribeiro e Absalão Bandeira, a Diretora da Escola, Eliane Marques, e as professoras responsáveis pelas turmas.

No dia 27 de abril, foi a vez da EEF Vicente Feijó de Melo, na sede do município. A oficina “Sustentabilidade e Conservação da Caatinga” ocorreu nos turnos manhã e tarde e contou com a participação de 50 estudantes que cursam o 9º ano.

Segundo Raquel Ferreira, Coordenadora de Projetos da Adel, os objetivos da oficina foram alcançados e a receptividade dos estudantes foi positiva. “Foi enriquecedor trazer para dentro da sala de aula uma temática que está sendo esquecida no Sertão. Foi perceptível a participação e interação dos estudantes”.

A oficina “Produção de Mudas de Plantas Nativas” com jovens e agricultores familiares aconteceu nas comunidades Sítio do Meio e Jucá. Nessa oficina o agrônomo José Alfredo trabalhou informações práticas sobre métodos de produção de mudas, seleção de árvores matrizes para coleta de sementes e a distribuição de mudas de plantas nativas para os participantes.

Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel, ministrando a palestra “Empreendedorismo Rural e Conservação da Caatinga” Foto: Divulgação SEMA/Pentecoste

Além das oficinas, a Adel colaborou com o Workshop “Caminhos para a preservação e conservação da Mata Branca” realizado dia 26 de abril na EEEP Alan Pinho Tabosa, em Pentecoste. Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel, ministrou a palestra “Empreendedorismo Rural e Conservação da Caatinga”, e participou, juntamente com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Prof. Artur Bruno, e o representante da Associação Caatinga, Sandino Moreira, de uma mesa redonda sobre a temática.

As oficinas e a palestra realizadas pela Adel, no projeto Vida na Caatinga, buscam alertar os adolescentes, jovens e agricultores sobre a necessidade urgente de realizar ações sustentáveis e de preservação desse bioma.

Mais informações sobre o bioma Caatinga no artigo: Empreendedorismo rural e conservação da Caatinga

Empreendedorismo rural e conservação da Caatinga

Paisagem Caatinga. Foto: (Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação – PAN BRASIL – SEDR/MMA)

Por Adriano Batista e Lelis Duarte*

Há 10 anos a Adel atua no semiárido do Nordeste brasileiro, desenvolvendo atividades em mais de 360 comunidades rurais em 27 municípios no Ceará e Rio Grande do Norte, dois estados completamente inseridos no semiárido, cobertos pelo bioma Caatinga.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, se estende por nove estados e ocupa cerca de 11% do território nacional. Caracterizada por uma rica biodiversidade, sua flora é composta por plantas adaptadas à pouca água, denominadas xerófilas.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a Caatinga possui 932 espécies de plantas, das quais 318 são endêmicas, e 800 espécies de animais. De acordo com alguns pesquisadores, há muitas outras espécies ainda desconhecidas.

Historicamente, os habitantes dessa região, por meio das atividades agropecuárias e extrativistas realizadas de forma desordenada, têm destruído o que existe de mais valioso nesse bioma: o seu potencial biológico. Dados indicam que em torno de 46 % da mata já foi devastada. Como consequência, o solo e a água também sofrem efeitos devastadores, ocasionando a desertificação e o assoreamento de rios.

Levando em consideração a forma desarmônica como o homem vem se relacionando com esse bioma, faz-se necessário mudar para uma nova perspectiva de convivência sustentável, percebendo e explorando racionalmente os inúmeros potenciais e oportunidades que a Caatinga oferece, podendo garantir, assim, o bem-estar e a permanência das famílias no campo com qualidade de vida.

Seguindo essa perspectiva, a Adel vem atuando em comunidades inseridas nesse contexto com responsabilidade, formando e conscientizando jovens rurais, agricultoras e agricultores familiares para que adotem práticas e comportamentos para conviverem harmoniosamente com o bioma Caatinga e com a realidade do semiárido.

Atuando para prover o acesso a conhecimento, crédito orientado, redes cooperativas e tecnologias integradas de informação e comunicação, a Adel já beneficiou mais de 2 mil famílias, cerca de 2,7 mil jovens e 13 mil agricultores através de 52 projetos socioambientais focados em sua missão institucional, que é promover o desenvolvimento de comunidades rurais através do empreendedorismo e do protagonismo de jovens e agricultores.

A exemplo disso, podemos citar inúmeros casos positivos de jovens e agricultores que estão vivendo e convivendo harmoniosamente com a natureza e permanecendo em seu território com qualidade de vida, como nos casos de Everardo Alves, Ivânia Cavalcante e Inácio Nascimento. São referências positivas para outros jovens e para as comunidades rurais de resiliência social e ambiental na Caatinga.

Everardo Alves é um jovem que mora em Lagoa das Pedras em Apuiarés. Apicultor, demonstra de maneira formidável seu entusiasmo por essa profissão. Mas, nem sempre foi assim. Ele já foi um coletor de mel tradicional como outros de sua região, e no processo da retirada desse produto na mata nativa, cortava as árvores e queimava as abelhas.

Sua visão mudou quando adquiriu conhecimento sobre a produção sustentável, através de diversos cursos e experiências em campo, promovidos pela Adel e outras organizações do território. A partir dessas formações, percebeu que podia obter o mel sem destruir as abelhas e passou a e criá-las racionalmente. A princípio, criava apenas abelhas africanizadas, depois incluiu as espécies nativas sem ferrão, principalmente a Jandaíra – endêmica da Caatinga.

Everardo tornou-se pioneiro no território na criação de abelhas sem ferrão. A Meliponicultura, atividade ainda pouco conhecida no Brasil, apresenta grande potencial para a conservação dos biomas, incluindo a Caatinga. Os meliponíneos são agentes polinizadores de parte das plantas nativas dessa região. Além disso, é uma atividade relevante para a agricultura familiar, ofertando alimentos, remédios e derivados para consumo próprio, bem como uma excelente oportunidade de geração de trabalho e renda, uma vez que esses produtos possuem maior valor agregado.

Além das abelhas, Everardo, também passou a conviver de forma mais harmoniosa com a mata nativa, reflorestando e conservando o que restou. Atualmente, reserva em sua propriedade uma área sem desmatamento e pastoreio de animais. E, realiza o plantio de mudas de espécies nativas, especialmente aquelas com boa produção de pólen e mel, visando a sustentabilidade da atividade apícola.

Hoje, Everardo lidera um grupo de apicultores e meliponicultores; possui na comunidade um Meliponário modelo para difusão de conhecimento; colaborou para a construção da Rede Néctar do Sertão, um empreendimento coletivo que busca fortalecer a cadeia produtiva do mel de forma agroecológica com a finalidade de incentivar o desenvolvimento comunitário e a conservação da natureza em comunidades rurais do Vale do Curu; tornando a Meliponicultura e a preservação da Caatinga temas amplamente difundidos no território.

Seguindo essa mesma tendência, os agricultores Ivânia Cavalcante e Inácio Nascimento residentes no Assentamento Barra do Leme em Pentecoste, conhecem bem os desafios do semiárido e com resiliência buscam uma nova relação com a terra.

O casal não tinha terra para plantar, mas com organização e muita luta conseguiram o desejado pedaço de chão. Com a conquista perceberam que não dava para fazer uma agricultura sustentável sem as sementes crioulas e sem construírem uma nova relação com a Caatinga. Então, na busca de recuperar esse tipo de semente, encararam o desafio de uma viagem de bicicleta pela América Latina coletando e debatendo a temática. De posse da matéria prima, iniciaram o plantio e reprodução, mas contrariando o que se esperava, enfrentaram os quatro anos de estiagem.

Diante dos desafios eles perceberam que precisavam melhorar a captação e infiltração da água no solo. Com isso lançaram a proposta de recuperar os olhos d’água por meio da tecnologia dos “Artiquíferos” – cacimbas de água preenchidas de areia e matéria orgânica, interligadas entre si por meio de vasos comunicantes que acompanham as curvas de níveis e o fluxo das águas no terreno.

A partir dessa estratégia, conseguiram criar condições favoráveis para recuperar a mata nativa e cultivar plantas frutíferas para consumo da família por meio do sistema agroflorestal, uma maneira de fazer agricultura agroecológica com uma relação de respeito com a Caatinga. Criativamente, eles também criaram a “Cozinha da Horta”, iniciativa apoiada pela Adel que valoriza a produção agroecológica e a mudança dos hábitos alimentares das famílias.

As ações de Ivânia e Inácio envolvem toda a comunidade de Barra do Leme, principalmente os jovens que enfrentam os desafios de permanecer com qualidade de vida no meio rural. Através das vivências diárias e do teatro popular com as crianças e os jovens, o casal apresenta os conhecimentos e valor da Caatinga para as novas gerações.

Portanto, é possível aos habitantes da Caatinga permanecer e conviver de forma harmoniosa com o meio ambiente, explorando os potenciais, vocações e oportunidades locais de forma sustentável. Ao mesmo tempo em que desenvolvem atividades geradoras de trabalho e renda que contribuem para melhorar as condições de vida e de trabalho em suas comunidades é possível preservar e conservar os recursos naturais.

Adriano Batista é Diretor Executivo da Adel e Zootecnista. Lelis Duarte, Assistente de Projeto da Adel, Bióloga e Especialista em Gestão Ambiental. 

Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) chega às escolas

 

Para ser mais efetiva na formação de jovens empreendedores e protagonistas em comunidades rurais e para estimular esses jovens, em situação de vulnerabilidade, a expandirem suas perspectivas de vida futura, considerando a permanência em suas comunidades como uma alternativa viável desde cedo, a Adel passou a considerar a importância estratégica da atuação com adolescentes na faixa etária entre 14 e 17 anos de idade.

O Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas vem justamente para suprir essa necessidade de chegar ao jovem antes que ele saia do ensino médio e tenha que fazer escolhas cruciais com relação ao seu futuro. O projeto está com inscrições abertas desde o dia 02 de abril, encerrando hoje dia 05. Nossa equipe de Programas esteve durante todos esses dias mobilizando os estudantes nas escolas atendidas.

Serão quatro escolas de quatro municípios. EEM São Sebastião em Apuiarés; EEM Waldemar Alcântara em São Gonçalo do Amarante; EEM Etelvina Gomes Bezerra em Pentecoste e EEFM Edite Alcântara Mota em General Sampaio. Cada escola recebeu cem fichas de inscrição, disponíveis para os estudantes na Secretaria Escolar.

O Projeto é composto por oficinas, intercâmbios, premiações e seminários. As atividades serão desenvolvidas de forma que a cooperação e o valor dos saberes tradicionais e das capacidades de criação e inovação em cenários de elevada resiliência sejam valorizados, instigando os estudantes a conhecerem, paralelo às disciplinas de conteúdo educacional forma, as oportunidades existentes no lugares onde vivem.

Os estudantes poderão participar de até seis oficinas, podendo escolher apenas aquelas de maior interesse. Todas as oficinas terão carga-horária de 4 horas. São elas: Juventude e Direitos Humanos; Sustentabilidade e Conservação da Caatinga; Águas e Desenvolvimento do Semiárido; Juventude e Protagonismo Rural; Juventude e Empreendedorismo Rural e Inovação e Tecnologias Socioambientais. Ao final das oficinas serão realizados intercâmbios, através de visitas em unidades demonstrativas de tecnologias socioambientais e empreendimentos rurais.

Para a premiação, o público escolherá através de votação on-line os projetos de cada escola que mais se destacarem, dando visibilidade aqueles que criarem soluções para os problemas enfrentados na comunidade onde a escola está inserida, a partir de uma perspectiva de sustentabilidade. Os seminários serão os eventos conclusivos do Projeto, sendo realizado um em cada escola. É o momento de apresentação dos projetos dos jovens para os gestores, pais e professores.

 

Sobre o Projeto

Em 2017, a Adel costurou e firmou parcerias com a UNESCO e a Rede Globo, por meio do Criança Esperança, e com o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE) para iniciar em 2018 “Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas”. Esse projeto faz parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). Além das atividades descritas acima, também serão produzidos com e para os professores e gestores escolares materiais didáticos e paradidáticos que os ajudem nesse processo de uso e tratamento de conceitos, de modo transversal ao conteúdo formal, desses tópicos em sala de aula e nos cotidianos das comunidades escolares.

Destaca-se que será a primeira vez que a Adel abordará direitos humanos como um tópico importante na discussão e na formação de jovens para o empreendedorismo e o protagonismo social. E faz isso por acreditar que a promoção dos direitos humanos é ponto caríssimo a qualquer agenda de desenvolvimento local. Especialmente em um contexto de grande vulnerabilidade e com o avanço da violência e de atitudes e posições discriminatórias no meio rural no Sertão do Nordeste brasileiro.

Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) chega às escolas

 

Para ser mais efetiva na formação de jovens empreendedores e protagonistas em comunidades rurais e para estimular esses jovens, em situação de vulnerabilidade, a expandirem suas perspectivas de vida futura, considerando a permanência em suas comunidades como uma alternativa viável desde cedo, a Adel passou a considerar a importância estratégica da atuação com adolescentes na faixa etária entre 14 e 17 anos de idade.

O Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas vem justamente para suprir essa necessidade de chegar ao jovem antes que ele saia do ensino médio e tenha que fazer escolhas cruciais com relação ao seu futuro. O projeto está com inscrições abertas desde o dia 02 de abril, encerrando hoje dia 05. Nossa equipe de Programas esteve durante todos esses dias mobilizando os estudantes nas escolas atendidas.

Serão quatro escolas de quatro municípios. EEM São Sebastião em Apuiarés; EEM Waldemar Alcântara em São Gonçalo do Amarante; EEM Etelvina Gomes Bezerra em Pentecoste e EEFM Edite Alcântara Mota em General Sampaio. Cada escola recebeu cem fichas de inscrição, disponíveis para os estudantes na Secretaria Escolar.

O Projeto é composto por oficinas, intercâmbios, premiações e seminários. As atividades serão desenvolvidas de forma que a cooperação e o valor dos saberes tradicionais e das capacidades de criação e inovação em cenários de elevada resiliência sejam valorizados, instigando os estudantes a conhecerem, paralelo às disciplinas de conteúdo educacional forma, as oportunidades existentes no lugares onde vivem.

Os estudantes poderão participar de até seis oficinas, podendo escolher apenas aquelas de maior interesse. Todas as oficinas terão carga-horária de 4 horas. São elas: Juventude e Direitos Humanos; Sustentabilidade e Conservação da Caatinga; Águas e Desenvolvimento do Semiárido; Juventude e Protagonismo Rural; Juventude e Empreendedorismo Rural e Inovação e Tecnologias Socioambientais. Ao final das oficinas serão realizados intercâmbios, através de visitas em unidades demonstrativas de tecnologias socioambientais e empreendimentos rurais.

Para a premiação, o público escolherá através de votação on-line os projetos de cada escola que mais se destacarem, dando visibilidade aqueles que criarem soluções para os problemas enfrentados na comunidade onde a escola está inserida, a partir de uma perspectiva de sustentabilidade. Os seminários serão os eventos conclusivos do Projeto, sendo realizado um em cada escola. É o momento de apresentação dos projetos dos jovens para os gestores, pais e professores.

 

Sobre o Projeto

Em 2017, a Adel costurou e firmou parcerias com a UNESCO e a Rede Globo, por meio do Criança Esperança, e com o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE) para iniciar em 2018 “Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas”. Esse projeto faz parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). Além das atividades descritas acima, também serão produzidos com e para os professores e gestores escolares materiais didáticos e paradidáticos que os ajudem nesse processo de uso e tratamento de conceitos, de modo transversal ao conteúdo formal, desses tópicos em sala de aula e nos cotidianos das comunidades escolares.

Destaca-se que será a primeira vez que a Adel abordará direitos humanos como um tópico importante na discussão e na formação de jovens para o empreendedorismo e o protagonismo social. E faz isso por acreditar que a promoção dos direitos humanos é ponto caríssimo a qualquer agenda de desenvolvimento local. Especialmente em um contexto de grande vulnerabilidade e com o avanço da violência e de atitudes e posições discriminatórias no meio rural no Sertão do Nordeste brasileiro.

Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) chega às escolas

Formação PJER (2012)

Para ser mais efetiva na formação de jovens empreendedores e protagonistas em comunidades rurais e para estimular esses jovens, em situação de vulnerabilidade, a expandirem suas perspectivas de vida futura, considerando a permanência em suas comunidades como uma alternativa viável desde cedo, a Adel passou a considerar a importância estratégica da atuação com adolescentes na faixa etária entre 14 e 17 anos de idade.

O Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas vem justamente para suprir essa necessidade de chegar ao jovem antes que ele saia do ensino médio e tenha que fazer escolhas cruciais com relação ao seu futuro. O projeto está com inscrições abertas desde o dia 02 de abril, encerrando hoje dia 05. Nossa equipe de Programas esteve durante todos esses dias mobilizando os estudantes nas escolas atendidas.

Serão quatro escolas de quatro municípios. EEM São Sebastião em Apuiarés; EEM Waldemar Alcântara em São Gonçalo do Amarante; EEM Etelvina Gomes Bezerra em Pentecoste e EEFM Edite Alcântara Mota em General Sampaio. Cada escola recebeu cem fichas de inscrição, disponíveis para os estudantes na Secretaria Escolar.

O Projeto é composto por oficinas, intercâmbios, premiações e seminários. As atividades serão desenvolvidas de forma que a cooperação e o valor dos saberes tradicionais e das capacidades de criação e inovação em cenários de elevada resiliência sejam valorizados, instigando os estudantes a conhecerem, paralelo às disciplinas de conteúdo educacional forma, as oportunidades existentes no lugares onde vivem.

Os estudantes poderão participar de até seis oficinas, podendo escolher apenas aquelas de maior interesse. Todas as oficinas terão carga-horária de 4 horas. São elas: Juventude e Direitos Humanos; Sustentabilidade e Conservação da Caatinga; Águas e Desenvolvimento do Semiárido; Juventude e Protagonismo Rural; Juventude e Empreendedorismo Rural e Inovação e Tecnologias Socioambientais. Ao final das oficinas serão realizados intercâmbios, através de visitas em unidades demonstrativas de tecnologias socioambientais e empreendimentos rurais.

Para a premiação, o público escolherá através de votação on-line os projetos de cada escola que mais se destacarem, dando visibilidade aqueles que criarem soluções para os problemas enfrentados na comunidade onde a escola está inserida, a partir de uma perspectiva de sustentabilidade. Os seminários serão os eventos conclusivos do Projeto, sendo realizado um em cada escola. É o momento de apresentação dos projetos dos jovens para os gestores, pais e professores.

Sobre o Projeto
Em 2017, a Adel costurou e firmou parcerias com a UNESCO e a Rede Globo, por meio do Criança Esperança, e com o Conselho de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (CEDCA/CE) para iniciar em 2018 “Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas”. Esse projeto faz parte do portfólio de ações do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). Além das atividades descritas acima, também serão produzidos com e para os professores e gestores escolares materiais didáticos e paradidáticos que os ajudem nesse processo de uso e tratamento de conceitos, de modo transversal ao conteúdo formal, desses tópicos em sala de aula e nos cotidianos das comunidades escolares.

Destaca-se que será a primeira vez que a Adel abordará direitos humanos como um tópico importante na discussão e na formação de jovens para o empreendedorismo e o protagonismo social. E faz isso por acreditar que a promoção dos direitos humanos é ponto caríssimo a qualquer agenda de desenvolvimento local. Especialmente em um contexto de grande vulnerabilidade e com o avanço da violência e de atitudes e posições discriminatórias no meio rural no Sertão do Nordeste brasileiro.