Educação Ambiental Contextualizada é tema de oficinas realizadas com comunidades rurais

Visando construir junto às comunidades rurais do semiárido, um olhar sensível para as questões ambientais, a Adel vem realizando oficinas sobre educação ambiental contextualizada, abordando as temáticas fauna e flora, agroecologia, recursos hídricos, resíduos sólidos e coleta seletiva. A atividade faz parte do Programa de Educação Ambiental da Qair, empresa de energias renováveis, com as comunidades do entorno do Complexo Eólico Afonso Bezerra, no Rio Grande do Norte.

A vivência busca o desenvolvimento de expertises dos atores locais para o reconhecimento dos impactos de suas ações no meio ambiente e o compartilhamento de tecnologias sociais capazes de reduzir o impacto dos resíduos sólidos nesses territórios. São apresentadas nas oficinas, técnicas aplicadas para estimular a decomposição de materiais orgânicos por microrganismos, como por exemplo, a utilização da compostagem doméstica.

De acordo com a equipe técnica da Adel, a experiência tem sido uma forma de construir junto aos participantes o entendimento de que cada um é agente multiplicador dos saberes e de transformação do meio em que vivem.

Para Ezequiel Quirino, 28, morador da comunidade Cabeço dos Mendes, município de Afonso Bezerra (RN), preservar o meio ambiente é importante para todas as gerações. “Educação ambiental é você não poluir a natureza para que meus filhos e netos não sofram e nem a gente. Temos que preservar as matas, porque são nossas riquezas e fazemos parte dela. Sem ela não conseguiremos viver”, enfatiza.

Na comunidade PA Mulungu, também município de Afonso Bezerra (RN), uma das poucas localidades com coleta seletiva assídua, o Sr. Hélio dos Santos, 45, partilha sua preocupação com o meio ambiente e a saúde de todos. “Tenho conhecimento que a natureza dá condições necessárias para produzir de forma natural sem usar veneno. Na minha produção, eu nunca coloquei veneno, pelo contrário, procuro sempre receitas de biofertilizantes na internet para melhorar minha produção, pois sei que os produtos naturais são o que realmente fazem bem para saúde. Gostei muito da oficina, pois pude aprender várias coisas novas que irei aplicar na minha produção”, destaca o agricultor.

Ao todo, serão realizadas sete oficinas de Educação Ambiental Contextualizada. As atividades seguem todos os protocolos de segurança a fim de evitar a transmissão da COVID-19. Os momentos contam com a participação de até dez moradores, em ambientes abertos e têm duração média de duas horas.

Sobre o Programa de Educação Ambiental da Qair

O Programa de Educação Ambiental da Qair realizado no entorno do Complexo Eólico Afonso Bezerra, no Rio Grande do Norte, compartilha com as comunidades do entorno do empreendimento usos alternativos e menos impactantes dos recursos naturais disponíveis, por meio de atividades socioeducativas.

Espera-se que as atividades realizadas pela Adel, entidade executora do Programa, possibilitem a participação dos moradores para uma atuação efetiva na melhoria da qualidade ambiental e de vida no território.

Adel e Instituto EDP realizam formação do PJER em São Gonçalo do Amarante

Débora Hivana, jovem empreendedora da comunidade de Siupé – SGA

A Adel e o Instituto EDP iniciaram, essa semana, as atividades do primeiro encontro do Ciclo Avançado da nova turma do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), em São Gonçalo do Amarante/CE. O projeto iniciou em setembro, com a aula inaugural on-line e quatro dias de formação presencial.

Devido o contexto pandêmico, as atividades de formação alternam entre momentos presenciais e à distância e ocorrem em um novo formato. Os trinta jovens selecionados foram divididos em duas turmas, e participam dos encontros presenciais na sede de São Gonçalo do Amarante e na comunidade Parada, visando a não aglomeração. Todos os jovens participam simultaneamente da mesma programação do Curso Protagonismo e Empreendedorismo de Negócios e de Impacto Socioambiental.

Jovens empreendedores da turma de Parada – SGA

Segundo Raquel Ferreira, Coordenadora de Projetos da Adel, trabalhar com Protagonismo e Empreendedorismo Jovem, apesar do contexto atual, é a certeza que o que se faz hoje renderá um amanhã diferente. “Facilitar essa turma é desafiador, devido ao contexto pandêmico, precisamos atender todas as recomendações de saúde e segurança. Mas apesar de tudo, os jovens mostraram desejo e bastante garra em permanecer, mesmo diante dos obstáculos em continuar. Estou feliz com a missão de facilitar o processo formativo e ajudá-los na tomada de decisão de empreender, dentro de seus projetos de vidas”, enfatiza.

Na primeira semana formativa, os jovens foram apresentados a conceitos e ferramentas sobre planejamento, criação, gestão e desenvolvimento de empreendimentos rurais. Analisaram os contextos em que desejam empreender e identificaram as oportunidades. O Curso reúne informações e ferramentas que os auxiliarão na elaboração de seus Projetos de Negócios, seja com fins econômicos ou sociais.

Gescilene Barbosa, Especialista de Projetos da Adel e facilitadora de grupo que realiza a formação em Parada – SGA

Wanderlene Ramos, 32, reside na sede do município e afirma que a formação está superando suas expectativas. “Apesar desse período que estamos vivendo, seguindo todas a regras de segurança contra o vírus, poder sair pra aprender está sendo ótimo. A formação é melhor do que eu esperava. Quero seguir evoluindo todos os dias, sendo alguém melhor ontem, hoje e amanhã”, reforça.

Essa turma do PJER é composta por jovens com idade entre 18 e 32 anos, que moram nas comunidades Pecém, Siupé, Parada, Umarituba, Croatá e sede de São Gonçalo do Amarante. 80% dos participantes são mulheres que enxergam no Programa a oportunidade de ampliar suas capacidades, trocar experiências e adquirir conhecimentos para ter sua própria renda e independência financeira.

Jovens empreendedores da turma da sede – SGA

Após o Curso e com o Projeto de Negócio em mãos, os jovens podem acessar recursos financeiros no Fundo Veredas, estratégia de microcrédito desenvolvida pela Adel e que receberá investimentos financeiros da EDP, administradora da UTE Pecém, por meio do Instituto EDP, organização que há doze anos gere as ações socioambientais do Grupo EDP.

Série destaca impactos positivos da Meliponicultura

No início de outubro, dia 3, foi comemorado o Dia Nacional das Abelhas e em alusão à data, a Adel, com a colaboração do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) e da Eco Nordeste Agência de Conteúdo, realizam a série Práticas Sustentáveis na Caatinga: a meliponicultura como propulsora do desenvolvimento local, uma oportunidade para lembrar a importância desta espécie fundamental para a própria sobrevivência humana, bem como destacar ações com meliponicultores no Nordeste e a preservação dos ecossistemas, principalmente o bioma Caatinga.

Com a realização da série, as organizações buscam produzir conteúdo sobre a meliponicultura e discutir sua importância para o desenvolvimento local, destacando-a como uma atividade sustentável, que auxilia na preservação das espécies vegetais e no equilíbrio biológico nos diferentes biomas brasileiros. A criação de abelhas sem ferrão é uma atividade altamente adaptada às comunidades tradicionais.

Serão seis episódios com a presença de pesquisadores, produtores e organizações sociais que trabalham com esta cadeia produtiva. A série será transmitida no canal do YouTube da Adel (https://www.youtube.com/c/AdelBR). O primeiro episódio será nesta quinta, 8, às 19h (https://youtu.be/63HPUtcdI8Q). Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel; Rodrigo Noleto, Coordenador do Programa Amazônia do ISPN e Everardo Alves, Meliponicultor da Rede Néctar do Sertão, dialogam sobre como a meliponicultura é propulsora do desenvolvimento local, suas potencialidades e oportunidades. O encontro virtual será mediado por Maristela Crispim, Jornalista idealizadora da Eco Nordeste.

Toda quinta-feira, às 19, será trabalhada uma temática dentro do tema geral da série: 15/10 – Webinar Como criar abelhas nativas? A regularização de meliponários e a escolha das espécies; 22/10 – Webinar Boas práticas de manejo da meliponicultura; 29/10 – Webinar Beneficiamento e comercialização de mel de abelha sem ferrão; 05/11 – Webinar Inovação e sustentabilidade na meliponicultura; 12/11 – Webinar A importância dos Arranjos Produtivos Locais na meliponicultura.

Neste ano de diversos registros de queimadas e destruição da natureza, a Adel, que atua no Nordeste brasileiro com o objetivo de estimular o crescimento de jovens de comunidades rurais e agricultores/as familiares, continua com o trabalho de apoio a produtores de mel das abelhas nativas, por meio de assessorias e possibilitando conhecimento sobre a temática, incluindo a elaboração de conteúdo online. A meliponicultura, além de movimentar a economia local, também é sustentável, pois ajuda a preservar as abelhas e o meio ambiente com o serviço de polinização prestado às plantas nativas.

Meliponicultores do Ceará e RN contribuem para preservação ambiental

Maria Melo no meliponário da família, em Cabeço – Jandaíra (RN)

Neste ano de diversos registros de queimadas e destruição da natureza, a Adel, que atua no Nordeste brasileiro com o objetivo de estimular o crescimento de jovens de comunidades rurais e agricultores/as familiares, continua com o trabalho de apoio a produtores de mel das abelhas nativas, por meio de assessorias e possibilitando conhecimento sobre a temática, com a elaboração de conteúdo online. A meliponicultura, além de movimentar a economia local, também é sustentável, pois ajuda a preservar as abelhas e o meio ambiente com o serviço de polinização prestado às plantas nativas.

No semiárido cearense, por exemplo, um grupo de meliponicultores faz o caminho inverso da prática de consumo dos grandes centros urbanos. A Rede Néctar do Sertão, que recebe o apoio da Adel, congrega 70 produtores de algumas comunidades rurais dos municípios de Apuiarés e Pentecoste que veem na atividade uma oportunidade de preservação ambiental e valorização do bioma Caatinga. Em Lagoa das Pedras, comunidade do município de Apuiarés, os meliponicultores são responsáveis por uma reserva ambiental onde são plantadas diversas espécies nativas, como aroeira, angico e pau d’arco, também conhecido como ipê. As espécies foram estrategicamente pensadas pela afinidade que têm com a abelha Jandaíra.

De acordo com a Diretora de Programas da Adel, Aurigele Alves, o foco de atuação nessas comunidades tem sido a organização da produção. “Atualmente, os investimentos estão voltados para ampliação de caixas de enxames pensando no crescimento das capacidades produtivas. A expectativa é que, em um futuro próximo, esses meliponicultores consigam atender uma maior fatia do mercado de uma forma mais organizada”, explica. A coordenação da Rede Néctar do Sertão se responsabiliza em manter a Adel informada das ações feitas nessas comunidades, para que aconteça todo o suporte de orientar e assessorar esses produtores, inclusive, na hora da comercialização.

Meliponicultores da Rede Néctar do Sertão. Registro realizado antes da pandemia de covid-19

Além do Ceará, a Adel também desenvolveu ações para ajudar os meliponicultores do Rio Grande do Norte, na comunidade Cabeço, município de Jandaíra, no período de 2018 e 2019. Oito famílias da Associação dos Jovens Agroecologistas Amigos do Cabeço (JOCA) foram beneficiadas com unidades de criação de abelha nativa, ou seja, meliponários. Também foram adquiridos equipamentos de processamento e envase do mel e realizadas oficinas com 26 jovens sobre boas práticas de processamento e técnicas de comunicação e marketing aplicadas à agricultura familiar. Além disso, cerca de 192 colmeias foram instaladas. Essa ação foi realizada por meio do Programa EDP Renováveis Rural, iniciativa da EDP Renováveis, parceira da Adel. Atualmente, o grupo segue engajado nas atividades produzindo e preservando a abelha nativa no território.

Todas essas iniciativas contribuem para o fortalecimento da meliponicultura, para a ampliação da produção e para a preservação ambiental. Hoje, 3 de outubro, é o Dia Nacional das Abelhas e, aproveitando a data, a Adel vai realizar a série “Práticas Sustentáveis na Caatinga: a meliponicultura como propulsora do desenvolvimento local”, para lembrar a importância desta espécie fundamental para a natureza e destacar as ações com produtores no Ceará e Rio Grande do Norte. No total, serão 6 encontros on-line no YouTube clique aqui, às quintas-feiras, às 19h, com lançamento marcado para o dia 8 de outubro. Cada encontro contará com pesquisadores da área, instituições parceiras e produtores locais.

Empreendedorismo e Protagonismo nas Escolas geram impactos no meio rural

Formação do PJER, 2019

Há dois anos, a Adel realiza o Projeto Jovens Empreendedores e Protagonistas Rurais nas Escolas, uma versão do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER), com jovens que cursam o Ensino Médio. Por meio da educação contextualizada, são realizadas oficinas de convivência sustentável, desenvolvimento local, empreendedorismo rural, protagonismo social, direitos humanos e convivência com o semiárido. O objetivo é apresentar aos estudantes e professores conceitos, ferramentas e abordagens, a serem incorporadas nos conteúdos formais e no dia a dia escolar.

Gessica Matos da Cruz, 20, filha dos agricultores Maria Matos e Antônio Adalberto, a mais velha de duas irmãs, está entre as jovens que acessaram as oficinas desse projeto em 2018. Nascida na comunidade Logradouro, distante 15 Km do município de Tejuçuoca, no Ceará, Géssica celebra hoje com sua família os ganhos de ter participado do projeto.

“Participei de duas oficinas na Escola (Juventude e Empreendedorismo Rural; Sustentabilidade e Conservação da Caatinga) e me encantei com a possibilidade de ampliar meus conhecimentos como empreendedora. Após um período, fiquei sabendo da formação do PJER para jovens que já concluíram o Ensino Médio, aí decidi me inscrever com o objetivo de adquirir conhecimentos para melhorar meu empreendimento e ter contato com outras experiências da região”, relata a jovem.

Formação do PJER, 2019

O empreendedorismo e protagonismo de Géssica começou muito cedo. Aos 16 anos, passou a digitar trabalhos, fazer impressões gráficas e layouts para os moradores da comunidade, usando um computador de mesa e uma impressora convencional, que era do seu tio. “Foi algo involuntário, meu tio foi embora (para cursar o Ensino Superior em Redenção/CE) e tive a oportunidade de usar seus materiais e comecei dali a empreender. Por não me sentir totalmente satisfeita com o que já fazia, comecei a pesquisar sobre personalizados de festas, aniversários e eventos escolares, assim comecei a investir na criação desses produtos”, lembra.

Com o apoio da sua família, ela criou o empreendimento ArtyFamilly e passou a conciliar os estudos com o trabalho. Bastante organizada, Géssica elaborou um cronograma de atividades para gerir seu tempo e não cair o rendimento escolar. Nesse período, ela ainda arranjou outra atividade remunerada para manter seu negócio que estava no comecinho, e, ter uma outra renda extra.

“Para não deixar faltar dedicação no trabalho e estudos, programei horários para ambos. Como sabemos, no começo tudo é difícil, então não tinha capital suficiente para comprar subsídios e manter meu negócio, foi aí que me candidatei a dois projetos escolares no Ensino Médio, que eram programas governamentais de estágios. Na época, me ajudaram a ter um recurso inicial de investimento para ampliar meus serviços”.

Géssica realizando atividades do empreendimento com sua irmã Flávia e sua mãe Maria

Após concluir o Ensino Médio, em 2019, Géssica foi selecionada para participar da formação do PJER. Logo iniciou o Curso Empreendedorismo e Protagonismo Jovem. “Lá pude conhecer pessoas que trabalhavam com projetos semelhantes aos meus, adquiri novos conhecimentos. Nas oficinas pude praticar muito o método de implementação do meu projeto e quando retornava para casa colocava em prática tudo que lá havia estudado. Depois do curso solicitei acesso ao crédito da Adel para investir ainda mais no meu empreendimento”.

Reinventar-se na pandemia

A pandemia modificou os planos de Géssica para seu empreendimento e ela conta como criou soluções criativas nesse período. “Eu tinha ideias para investir todo o recurso acessado no Fundo Veredas no meu empreendimento, mas veio a pandemia e decidi mudar os planos. Só comprei o que era mais urgente no momento e deixei o restante do recurso como segurança, usando só uma parte para cobrir gastos fixos e compra de material extra em demandas grandes. Além do restante do recurso ficar na conta e render, eu tive um tempo de reinventar meu projeto e decidir no que investir de fato naquele momento, se era no material, maquinário ou estudos. Apliquei as estratégias do plano B que pensei na época da formação”.

Géssica conta também que quase todo material usado nos seus trabalhos é reutilizado. As sobras dos artesanatos, plásticos, EVA e outros são aproveitados para evitar poluição e desperdício. “A gente não descarta quase nada, o material que usamos utilizamos praticamente quase tudo, as sobras se tornam enchimentos para bonecas e lembranças 3D e na construção de outras peças, por exemplo.”

Peças decorativas feitas de EVA e material reciclado confeccionado por Géssica

A jovem que já trabalhava com artesanato personalizado, impressos, caixinhas, mimos para eventos e convites, teve que se adaptar, pois não tinham mais festas e celebrações devido a quarentena, e, consequentemente, as demandas desapareceram. Géssica decidiu focar no artesanato e passou a reutilizar material descartado na própria comunidade. Quando precisa, a jovem sai em busca de garrafas pet, bandeja de ovos, papelão, latas de leite, caixas de compras, e outros materiais para reutilizar.

Os artesanatos são vendidos para familiares, moradores locais e professores que utilizam em suas aulas remotas. “Me vi em meio a pandemia da Covid-19, mas não deixei desanimar, montei um plano B, voltei a praticar o artesanato em EVA que me remetia ao bordado que eu e minha avó fazíamos, e outros meios que me remetia a costura. Neste ano, em meados de julho/agosto montei parceria com algumas empreendedoras locais, com artesanato, topos de bolos personalizados, assim movimentando a renda da nossa comunidade”, relata.
Após a parada total dos produtos de festas personalizados por conta da pandemia, a jovem aos poucos retoma essa atividade seguindo todas as medidas de segurança para prevenção da COVID-19.

“Hoje estou com meu negócio funcionando graças as estratégias que aprendi antes e durante a formação, no qual apliquei nesse período de pandemia. A expectativa é ampliar as atividades, ter mais renda para a família e montar um novo espaço para receber os clientes após esse período. O meu negócio começou apenas com a vontade de ajudar a minha família com as despesas da casa, mas se tornou não somente isso, me ajudou a construir meu lar, minha dignidade e meu orgulho”, comemora Géssica.