Direito Humano à Alimentação Adequada

Na última segunda-feira, 7, a Agência de Desenvolvimento Econômico Local (Adel) realizou a oficina “Direito Humano à Alimentação Adequada”, facilitada pela Assessora de Negócios da organização, Regma Queiroz. Essa foi a primeira de três oficinas gratuitas que serão realizadas durante o mês de junho. Os encontros focam na importância de boas práticas ambientais para melhorar a segurança alimentar e fortalecer a biodiversidade.

Cerca de quarenta e cinco pessoas entre professores, estudantes, jovens, agricultores e colaboradores da Adel participaram da primeira oficina, que abordou temas como o círculo vicioso da fome, direitos humanos e direito humano à alimentação adequada. Discutiu-se também sobre os avanços em termos de marcos legais para garantia desse direito, assim como a importância das mulheres nesse contexto.

Print transmissão oficina “Direito Humano à Alimentação Adequada”.

Segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo.

De acordo com um estudo da Universidade Livre de Berlim e a Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo, porém, 3 em cada 4 domicílios localizados em áreas rurais estavam em situação de insegurança alimentar, entre agosto e dezembro de 2020. Isso significa dizer que de cada 4 domicílios rurais, 3 passam fome ou comem mal.

A produção de alimentos é suficiente para alimentar a população do planeta terra. No entanto, a maioria das pessoas não têm acesso aos alimentos, pois faltam políticas de geração de emprego e renda e existe uma imensa concentração de terra. Josué de Castro, pesquisador e autor do livro “A Geografia da Fome”, dizia que a fome é uma questão política. Ela não é uma questão de mercado.

Temos fome no Brasil, devido a desigualdade social. Um exemplo disso é a alta do preço do arroz que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sofreu em 12 meses alta de 57% até abril deste ano. O óleo de soja (82%), feijão preto (42%), carnes (35%) e o botijão de gás (21%).

Segundo Regma, a fome se agravou a partir de 2016, com o desmonte de políticas públicas de segurança alimentar, com o fechamento do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), o encerramento da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional, e, o fim do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que concentrava as ações de apoio à agricultura familiar.

“A situação piorou ainda mais na pandemia, porque os principais canais de comercialização dos produtos da agricultura familiar foram suspensos, como o PNAE, o PAA e as feiras municipais. Então, o que pode ser feito? Empoderar as pessoas que vivenciam o problema para (re)conhecer e lutar pelo direito à alimentação adequada; assegurar trabalho e renda; avançar com a Reforma Agrária; retomar as políticas de transferência de renda de forma emergencial e estruturante”, afirma a Assessora de Negócios da Adel.

Incentivar práticas educativas sobre segurança da alimentação colaboram para o desenvolvimento da consciência social e ambiental das pessoas, entendendo que através de projetos e políticas públicas efetivas para o Campo, que ofereçam acesso à conhecimento, assessorias, crédito e tecnologias aos produtores(as), é possível gerar renda, desenvolvimento local e direito à alimentação adequada.

Tiago Batista, Mestre em Gestão Ambiental e participante da oficina, afirma que a oficina foi bastante proveitosa. “Gostaria de parabenizar pelo conteúdo rico, pela qualidade e pelos aspectos quantitativos, muito boa a oficina. Nos fez refletir também nesse ponto do alimento como base da nossa saúde, que ela não se resume apenas à quantidade, mas também pela qualidade. Temos que pensar sempre no percurso da cadeia de produção e observarmos a origem desse alimento”, reforça.

Para quem não pôde acompanhar a oficina em tempo real, ela se encontra disponível no canal da Adel no YouTube:

Ainda este mês, a Adel vai realizar mais duas oficinas. A próxima acontece dia 14, às 14h, com o tema Sustentabilidade e Conservação da Caatinga, facilitada pela Coordenadora de Programas da Adel, Raquel Ferreira. A terceira e última oficina acontece dia 21, às 14h, com o tema Compostagem e Educação Ambiental no Semiárido, facilitado por Guilherme Ribeiro, Analista Socioambiental da Adel.

Todas as oficinas são gratuitas e acontecem via google meet. É necessário inscrição prévia.

14/06, às 14h, Oficina Sustentabilidade e Conservação da Caatinga: https://forms.gle/T4fvUTvnK48x8Y8F9

21/06, às 14h, Oficina Compostagem e Educação Ambiental no Semiárido: https://forms.gle/Q4oWHHpBQMBy8v4Q9

Adel realiza ações com foco na preservação ambiental

O mês de junho é marcado por diversas datas que levantam pautas sobre a preservação ambiental, a sustentabilidade e a garantia de uma vida digna para todas as pessoas que habitam o planeta. Na primeira semana de junho, é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente e o Dia Nacional de Educação Ambiental. Nas semanas seguintes temos o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos (7) e o Dia Mundial de Combate à Desertificação (17).

A Adel, que realiza diversos projetos visando o desenvolvimento econômico, social e a preservação ambiental de comunidades rurais no território brasileiro, também preparou uma programação especial para fortalecer o debate.

Serão três encontros virtuais para discutir e pensar soluções de preservação e medidas simples e de baixo custo que podem fortalecer a qualidade de vida e a segurança alimentar da população. Neste ano de 2021, tem destaque o início da Década da Restauração de Ecossistemas, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o intuito de intensificar a restauração de ecossistemas degradados, combater a crise climática, melhorar a segurança alimentar e fortalecer a biodiversidade.

A primeira oficina acontece no dia 7, às 14h, via google meet, com o tema Direito Humano à Alimentação Adequada e será facilitada pela Assessora de Negócios da Adel, Regma Queiroz, que possui vasta experiência em gestão de programas de desenvolvimento rural. As inscrições são livres e gratuitas, mas o encontro tem como público prioritário mulheres agricultoras. Serão abordados temas como o círculo vicioso da fome, o que são direitos humanos, o que é o direito humano à alimentação adequada, assim como os avanços em termos de marcos legais para garantia do direito humano à alimentação adequada. E principalmente a importância das mulheres na garantia desse direito.

Segundo o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada entende-se que ela seja adequada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.

A segunda oficina, acontece dia 14, às 14h, com o tema Sustentabilidade e Conservação da Caatinga, facilitada pela Coordenadora de Programas da Adel, Raquel Ferreira, que atua há mais de 5 anos no contexto do semiárido, na formação e apoio a agricultoras, agricultores e jovens. O encontro busca realizar um trabalho de sensibilização, focando principalmente em jovens, estudantes e professores do Ensino Básico. Serão apresentadas as principais características do bioma, assim como sua importância ambiental e formas de preservação.

Para os povos do Semiárido, do bioma Caatinga, a Educação Ambiental é uma questão de sobrevivência, de aprender sobre saberes e práticas tradicionais que foram passadas de geração para geração. O empirismo, a valorização dos saberes das comunidades aliado ao conhecimento moderno e à tecnologia, ajudam as famílias a conviverem com a realidade local, preservando o meio ambiente, a Caatinga, de modo sustentável.

O terceiro encontro acontece dia 21, às 14h, com o tema Compostagem e Educação Ambiental no Semiárido, facilitado por Guilherme Ribeiro, Analista Socioambiental da Adel. A oficina busca destacar e difundir a prática da compostagem, um processo que estimula a decomposição de materiais orgânicos por microrganismos, com a finalidade de obter, no menor tempo possível, um material estável, rico em substâncias húmicas e nutrientes minerais formando assim um solo humífero.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos indica que a fração úmida dos resíduos orgânicos seja tratada por meio de compostagem para, assim, evitar custos e diminuir a poluição gerada pelo transporte até o local de tratamento do lixo. As vantagens da compostagem são: o aproveitamento dos resíduos orgânicos; redução do uso de fertilizantes químicos na agricultura; proteção do solo contra a degradação; melhoria das condições ambientais e da saúde da população.

Inscrições

Todas as oficinas são gratuitas e acontecem via google meet. É necessário inscrição prévia.

07/06, às14h, Oficina Direito Humano a Alimentação Adequada: https://cutt.ly/FnkQ7RB
14/06, às 14h, Oficina Sustentabilidade e Conservação da Caatinga: https://cutt.ly/2nkWpFw
21/06, às 14h, Oficina Compostagem e Educação Ambiental no Semiárido: https://cutt.ly/tnkWf51

Adel apoia incubação para Negócios de Impacto das Periferias do Nordeste

A Adel, junto com o Instituto Sabin e dezenas de pessoas, está apoiando a Incubação para Negócios de Impacto das Periferias do Nordeste realizada pela Motirô, o Impacta Nordeste e a Verda, em parceria com a ANIP e a AfroImpacto.

A Incubação Motirô para Negócios de Impacto das Periferias do Nordeste vai oferecer capacitação para estruturar negócios sociais, facilitada por especialistas e mentores do mercado, webinars exclusivos com empreendedores de destaque, além da participação em uma comunidade e conexão com parceiros e possíveis investidores.

As inscrições estão abertas e serão selecionados 20 empreendedores de periferias urbanas e rurais da região que terão a oportunidade de aprimorar e estruturar seus negócios de impacto social. A incubação é totalmente gratuita e 100% online. As inscrições vão até 14 de junho e devem ser feitas pelo site www.impactanordeste.com.br/periferias.

A Incubação Motirô para Negócios de Impacto das Periferias do Nordeste foi viabilizada através de um matchfunding, que é um modelo de financiamento coletivo em que ocorre o aporte de uma instituição. Para esta campanha, o Fundo Enfrente Impacta Mais investiu mais R$ 2 para cada R$ 1 investido no projeto, ou seja, o Fundo Enfrente Impacta Mais triplicou a colaboração.

A Motirô

Motirô – palavra em tupi-guarani usada para descrever a reunião de pessoas para colher ou construir algo juntos. É com essa inspiração que o Impacta Nordeste, em parceria com a Verda, criaram uma plataforma de cursos com o propósito de capacitar empreendedores de impacto de forma ágil, prática e 100% online.

Em uma experiência semelhante a uma incubação, a Motirô oferece uma trilha de aprendizagem com os principais conhecimentos e ferramentas para estruturar negócios de impacto social, facilitada por especialistas e mentores de mercado. Alguns dos conhecimentos abordados ao longo da trilha são: estruturação de negócios, finanças, comunicação e marketing digital, gestão estratégica, planejamento e habilidades socioemocionais.

Além da trilha de aprendizagem, os empreendedores também participam de uma comunidade para dar suporte, fazer conexões e compartilhar oportunidades, além de proporcionar conexão com parceiros e com possíveis investidores.

Como os empreendedores podem participar

Os jovens do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER) podem participar da incubação, inscrevendo seu negócio no período de 19 de maio a 14 de junho, através do site www.impactanordeste.com.br/periferias. Os interessados podem entrar em contato com a equipe de Programas da Adel para saber mais detalhes sobre a iniciativa e as regras para participação.

Para se inscrever basta acessar o formulário no botão “Inscreva-se”. O anúncio dos selecionados será feito no dia 16 de junho nas redes sociais da Motirô e posteriormente no portal Impacta Nordeste.

Serviço

Incubação Motirô para Negócios de Impacto das Periferias do Nordeste
– Inscrições: 19/05 a 14/06
– Anúncio dos selecionados: 16/06
– Incubação: 21/06 a 7/10
– Site para inscrição: www.impactanordeste.com.br/periferias
– Site da Motirô: www.motiro.social

Adel e Qair estimulam a produção apícola no Rio Grande do Norte

Antônio Félix, 70, sócio da Associação Apícola de Canafístula, Alto do Rodrigues (RN)

Produtores de mel de Canafístula, comunidade localizada no município Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte, que integra a área de influência direta do Complexo Eólico Afonso Bezerra da Qair, recebem apoio para fortalecimento e ampliação da atividade apícola.

Os produtores estão organizados na Associação Comunitária de Canafístula, entidade criada com o objetivo de mobilizar a organização comunitária e auxiliar os produtores e moradores no acesso a novas tecnologias e ações sociais em diversas áreas.

Por meio das ações da Diretoria de Novos Negócios da Adel, em parceria com a Qair, os associados da Associação Apícola de Canafístula têm acesso a conhecimentos e a equipamentos essenciais para desenvolver a atividade apícola.

Este ano, a Associação Apícola de Canafístula recebeu da Qair 10 kits que somam 80 colmeias apícolas completas; dez conjuntos de equipamentos de proteção individual (EPIs), compostos por macacões apícolas, botas de borracha branca e luvas de borracha branca; dois fumigadores; dois formões; e, sessenta quilos de cera de abelha alveolada.

Segundo o sócio da Associação, Antônio Félix, 70, os equipamentos vão permitir que os apicultores aumentem seus rendimentos por meio da produção e comercialização de mel e outros subprodutos apícolas. “Estamos satisfeitos. Receber os equipamentos é um grande incentivo para nós apicultores, pois irá auxiliar na nossa produção. Nosso objetivo é fortalecer a atividade e principalmente, incentivar os jovens a continuarem”, enfatiza.

Localizada em uma região com forte potencial em relação ao pasto apícola, a Associação possui 10 beneficiários inseridos no plano de investimentos da Qair na comunidade, cujo objetivo é desenvolver a atividade apícola observando aspectos ambientais e de sustentabilidade econômica e social.

De acordo com Silvia Oliveira, Coordenadora Socioambiental da Qair, promover a geração de renda e o desenvolvimento das comunidades, é viabilizar a inserção de jovens, adultos e mulheres em arranjos produtivos locais. “Esse é um dos valores da Qair que fazem a diferença em todos os projetos que desenvolvemos”, afirma.

No Rio Grande do Norte a produção de mel de abelha é uma das atividades mais representativas da agricultura familiar, o que coloca o estado como sexto maior produtor do Nordeste, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destaca-se que a atividade além de ser economicamente viável, colabora para a preservação ambiental e sensibilizar a comunidade para o trabalho coletivo. Os produtos oriundos da atividade também garantem às famílias rurais melhoria da segurança alimentar por meio de produtos de alto valor nutricional.

Adel contrata Analista de Projetos

 

A Adel contrata profissional com interesse em atuar no suporte operacional e técnico de atividades inerentes à área Programática da organização, tais como elaboração de propostas de projetos, relatórios, documentos técnicos e materiais de apoio pedagógico. O local de trabalho do/a profissional contratado/a será em Fortaleza e a base operacional no município de Pentecoste, ambos no Ceará.

O/a profissional contratado/a prestará total suporte e atendimento aos públicos beneficiados pela Adel, assim como contribuirá para o planejamento e proposição de soluções inovadoras para o desenvolvimento de capacidades de jovens e agricultores/as, na implementação de tecnologias e no fomento aos arranjos colaborativos comunitários. O/a profissional poderá ser requisitado/a para apoiar ações em outros estados do Nordeste.

A Adel é qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e busca desenvolver, através de suas ações, capacidades técnicas e gerenciais com jovens empreendedores e agricultores/as para promoção do desenvolvimento local do Nordeste brasileiro. Por meio da sua Diretoria de Programas, realiza o Programa Soluções Rurais e o Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). Ambos de impacto social, orientados para a missão da organização, a partir de doações e investimentos sociais de parceiros.

A vaga de Analista de Projetos possui tempo indeterminado, com carga horária de 40h/semanais, de preferência de segunda à sexta, de 8h às 12h e 13h às 17h. Vínculo CLT, com regime compensatório por meio de banco de horas.

Requisitos/Perfil desejado

Graduação em Ciências Agrárias ou Ciências Humanas, preferencialmente. De modo ampliado (sob análise específica do histórico, com registros de experiências complementares no terceiro setor, sobretudo no campo de atuação desejado): Nível Tecnológico em Agropecuária, Administração, Pedagogia, Economia Doméstica ou Gestão Ambiental.

Experiência em gestão e operacionalização de projetos socioambientais com foco em desenvolvimento local, difusão de tecnologias de produção, segurança hídrica, comercialização, arranjos produtivos, agricultura sustentável, sustentabilidade com ação direta com jovens e agricultores/as.

Atuação no ecossistema de impacto social: em organizações da sociedade civil (OSCs) ou em setores corporativos que atuam com responsabilidade socioambiental e sustentabilidade, em áreas de gestão e/ou operação.

Atuação como agente de campo na implantação de tecnologias sociais e ou estratégias de impacto socioambiental em comunidades rurais. Assistência técnica rural, educação do campo, economia solidária, agroecologia e formação de arranjos produtivos locais. Articulação, mobilização de lideranças e comunidades para atuação em rede.

Profissional com perfil técnico, porém prático, realizador e resolvedor de problemas e desafios no dia a dia da organização. Dedicação e iniciativa para operacionalizar atividades e demandas de campo junto às comunidades beneficiadas, enfatizando o uso de abordagens cooperativas, dinâmicas e com ampla capacidade de mobilização e engajamento dos beneficiários.

Capacidade de compreensão do contexto institucional e das estratégias para desenvolver uma organização da sociedade civil, pautada em sua missão, em seus valores e em seus princípios organizativos.

Compreensão e ou formação complementar em temas como Segurança Alimentar e Nutricional, Agricultura Sustentável, Arranjos Produtivos Locais, Cooperativismo, Sustentabilidade, Direitos Humanos, Empreendedorismo, Segurança Hídrica, Tecnologias Sociais e afins.

Boa comunicação, oral e escrita, habilidade de articulação com diferentes atores.

Disponibilidade para viagens regionais e nacionais frequentes.

Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), categoria B.

Principais atividades

Operacionalização das estratégias programáticas por meio dos projetos de impacto socioambiental: produção de ferramentas de suporte e planejamento, mobilização comunitária, operacionalização e acompanhamento das atividades de campo, coleta e organização de dados, evidências e indicadores de desempenho dos projetos, coordenação de atividades com equipes técnicas e operacionais e elaboração de relatórios e documentos técnicos.

Planejar e conduzir processos formativos com público-alvo dos projetos a partir da abordagem cooperativa. Prestar assessoria aos jovens e agricultores/as na solução de problemas recorrentes nos empreendimentos e propriedades rurais.

Suporte na elaboração de propostas e projetos: captura e sistematização de demandas de campo, escuta ativa e construção de escopo de projetos, quando demandado, redação, revisão de documentos, e, de documentos de apoio pedagógico: cartilhas e guias de referência.

Benefícios

Plano de saúde ambulatorial (50%), com cobertura nacional (justificado pelas frequentes viagens aos campos de operação em outros estados); plano odontológico com cobertura regional; seguro de vida; auxílio-refeição e auxílio-transporte.

Local de trabalho

Fortaleza e Base Operacional em Pentecoste, no Ceará.

Como se candidatar

Os interessados deverão enviar o CV com pretensão salarial já no próprio arquivo do currículo, até 25/06/21, para oportunidades@adel.org.br com o assunto: Analista de Projetos.

Adel e Echoenergia realizam curso online com professores de Pernambuco

Nos dias 28 e 29 de abril, a Adel e a Echoenergia realizaram o Curso Iniciação à Metodologia da Aprendizagem Cooperativa, no formato online, com professores da Escola Municipal Manoel Alves de Araújo, localizada no município de Venturosa, em Pernambuco. O Curso é uma iniciativa do Projeto de Desenvolvimento da Educação, do Programa Echosocial: Ventos que Transformam, iniciativa da Echoenergia com apoio do BNDES e executada pela área de Novos Negócios da Adel.

O Curso foi dividido em dois módulos: Abordagem Pedagógica da Aprendizagem Cooperativa e Cooperação e Protagonismo na Aprendizagem. Foram dois dias de encontros virtuais, 28 e 29 de abril, com carga horária de 6 horas/aula e participação de 11 professores. A formação seguiu o modelo de ensino remoto, por meio da plataforma virtual google meet. Os professores tiveram acesso aos materiais didáticos no formato digital.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Alves de Araújo atende às comunidades Grota, Grotão e Pontais, em Venturosa (PE). O Curso de Iniciação à Metodologia da Aprendizagem Cooperativa foi o primeiro contato dos educadores com essa abordagem de aprendizagem, na qual os estudantes aprendem enquanto trabalham em pequenas equipes, cooperando uns com os outros para resolver desafios, exercícios e/ou problemas, e, se apropriam dos assuntos e conhecimentos compartilhados, para atingir um objetivo mútuo.

No primeiro módulo, foram apresentados instrumentos aos educadores para que possam conduzir atividades formativas, utilizando a abordagem pedagógica da Aprendizagem Cooperativa e suas técnicas específicas com o público beneficiário.

No segundo dia, os professores discutiram como podem estimular o protagonismo de seus estudantes, compreendendo a importância do protagonismo como tópico complementar à educação formal. Foram apresentadas diversas abordagens pedagógicas que buscam estimular o desenvolvimento de estudantes proativos, com iniciativa, para que sejam participativos em suas comunidades escolares. Foi debatido também o conceito de interdependência social e interação positiva, como elementos potencializadores da aprendizagem na escola.

Captura de tela durante o curso online.

“O curso foi significativo, nos mostrou estratégias metodológicas simples, mas que favorecem o trabalho coletivo e o empenho de todos os alunos, propiciando o desenvolvimento de todo o grupo. Parabéns! O encontro foi excelente”, reforça a professora Rosa Jorge da Silva, Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Manoel Alves de Araújo.

Os professores aprenderam na prática, divididos em equipes, como utilizar a metodologia da Aprendizagem Cooperativa, ajudando na percepção de que o protagonismo e a cooperação estão presentes no cotidiano da escola e que o estudante precisa ser conscientizado sobre as vantagens de trabalhar em equipe, em prol de objetivos coletivos e que o professor tem um papel fundamental na identificação e mobilização dos estudantes predispostos e que apresentem potencialidade para desenvolver certas características, competências e habilidades sociais.

Para a Secretária de Educação Venturosa (PE), Sonia Regina Diógenes, toda parceria que a Educação Municipal tiver é bem-vinda. “Formação, cursos e oficinas são fontes de aprendizagem que enriquecem o currículo e o dia a dia pedagógico das escolas. Assim, a proposta da oficina realizada pela Adel foi abraçada por toda a equipe da escola e com certeza resultará em trabalhos significativos no processo de aprendizagem dos alunos”, reforça a Secretária.

Trabalhar o protagonismo e a cooperação em sala de aula é fundamental para o desenvolvimento educacional dos estudantes. Com estímulo e orientação as crianças e os jovens podem desenvolver melhor essas duas vocações e alcançar melhores resultados educacionais.

Raquel Ferreira, Coordenadora de Projetos da Adel e responsável por ministrar o Curso, conta que essa experiência incrível foi uma oportunidade de ensinar e aprender com os professores formas diferentes de aprendizagem, mediadas pelas tecnologias. “Os professores estão sempre buscando adquirir conhecimentos e dispostos a vencer desafios em prol da educação. Aprender uma nova metodologia traz motivação e um incentivo para continuarmos na luta por uma educação integral, plena e justa”, afirma.

Produção de Leite no Semiárido: custos dos insumos tira produtores da atividade

Por Adriano Batista – Diretor Executivo Adel

Os produtores de leite do semiárido vivem uma situação dramática para continuar na atividade. É o caso de 270 produtores do Médio e Baixo Jaguaribe e Sertões de Sobral no Ceará, atendidos pela Adel em parceria com o BNB.  Os produtores enfrentam dificuldades para equilibrar o caixa financeiro da propriedade, pois o baixo preço do leite e os altos custos dos insumos estão tornando a produção inviável em tempos de pandemia e quadra chuvosa abaixo da média.

Segundo os dados do CEPEA, entre março de 2020 e março de 2021 os preços do milho e da soja aumentaram 34,35% e 44,22% respectivamente, enquanto o preço do leite teve um aumento de apenas 25,91%. O milho e a soja são os principais ingredientes da dieta das vacas. É de conhecimento do setor a correlação positiva entre o preço de leite e a rentabilidade, pois quanto maior o preço do leite mais rentável é o negócio.

A escassez de chuvas dificulta acentuadamente a rotina do produtor. A FUNCEME registrou uma diminuição no volume de chuvas de 13% abaixo da média no trimestre de fevereiro a abril deste ano, o que afetará a produção de forragens e a necessidade de suplementação dos animais. A suplementação tem um alto preço e o produtor não pode arcar o que poderá ocorrer uma diminuição brusca na produtividade. Uma alternativa seria a irrigação de forrageiras. Contudo, boa parte dos produtores não possui infraestrutura para irrigação.

A pandemia causada pela COVID-19 também prejudicou o setor. O isolamento social limitou o desenvolvimento de capacidades, a cooperação entre os produtores, o acesso ao crédito, entre outros serviços. Fora da porteira, gerou instabilidade, o que levou o mercado de leite e derivados a alta volatilidade, o que também tem reflexo nas propriedades. Na economia, reduziu em 40% o poder de compra dos brasileiros acima de 16 anos conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de maio de 2020. Contudo, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600,00 beneficiou o consumo de leite e derivados em 2020. Este ano, com o agravamento da perda do poder de compra e a redução do valor do auxílio, poderá ocasionar uma retração na demanda pelo produto.

Situações como essas, somadas as ameaças do contexto semiárido, impõem limitações a produção de leite. Portanto, se faz necessário encontrar estratégias de cooperação, capacitação, assistência técnica, crédito orientado e tecnologias para mitigar os desafios do setor, pois caso contrário, muitas propriedades fecharão as porteiras.

Novo olhar para a Caatinga

Por Adriano Batista – Diretor Executivo Adel

A expressão “defensores da Caatinga” parece utópica diante do grave desmatamento do bioma. A impressão que eu tenho, é que não tem jeito de parar a devastação. Que não existe ninguém quem tenha interesse pela “mata branca”. Mas, isso não é verdade.

Experiências como a do jovem Everardo Alves, de Apuiarés (CE), que passou de predador a preservador das abelhas nativas e de desmatador a protetor da floresta em pé é uma prova que temos muitos defensores da “mata branca”. Eu acredito que essa nova geração com maior escolaridade e acesso às novas tecnologias tomarão as rédeas do processo de preservação da Caatinga.

Organizações públicas e privadas dão conta da imensa devastação da Caatinga, em uma realidade onde 50% de sua cobertura vegetal foi derrubada e aproximadamente 60% de sua extensão se encontra susceptível à desertificação. Acredito que esses níveis de degradação estejam relacionados à ocupação desordenada e à forte presença humana no bioma: 27 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente.

A tendência é que a população continue crescendo. Por isso, é urgente e necessária a criação de estratégias de convivência sustentável com o bioma Caatinga. Caso contrário, veremos nossa floresta desaparecer. Percebe-se que as novas gerações estão compreendendo rápido que é possível viver no campo com qualidade de vida, que é possível produzir aliando desenvolvimento e sustentabilidade ambiental. Acredito que essa conscientização da juventude se deve, entre outros fatores, à melhoria dos índices educacionais, do acesso a conhecimento, às políticas públicas e a programas da própria sociedade civil.

Everardo é um desses jovens que começou suas atividades de apicultura em 2007, com cinco caixas de abelhas com ferrão. Ao longo do tempo, participou de vários cursos e assim se profissionalizou na atividade. Hoje a apicultura é sua principal fonte de renda. O jovem se tornou um empreendedor, um apicultor e um defensor da natureza. Ele, juntamente com outros jovens da comunidade, participa da rede de meliponicultores “Néctar do Sertão”.

Experiência semelhante a essa é a de Sabrina Santos, de São Luís do Curu (CE), Técnica em Agropecuária, que uniu a criatividade com sua formação para criar a floricultura “Flor do Sertão”. A iniciativa tem uma proposta sustentável e de valorização da vegetação característica da Caatinga. Ela começou a produzir jarros rústicos de cactos e suculentas ornamentais, utilizando materiais da floresta.

Soma-se a essas experiências o caso da Jéssica Gama, agrônoma, que investiu na agricultura sustentável, um sonho que tinha desde a adolescência. Ela acredita que é o caminho para permanecer na sua comunidade com qualidade de vida. Cultiva grãos na propriedade da família e agora investe na produção de frutíferas e hortaliças agroecológicas.

Experiências desse tipo estão aumentando a cada dia no Semiárido e precisam de apoio para que se tornem referências positivas da permanência dos jovens na comunidade, de empreendedorismo rural sustentável e de preservação da Caatinga. Essas e muitas outras experiências de jovens atendidos pela Adel e por outras organizações com atuação no semiárido demonstram que a juventude é capaz de criar um futuro diferente para a Caatinga.

Adel participa de programação virtual em comemoração ao Dia Nacional da Caatinga

Para celebrar o Dia da Caatinga, 28 de abril, a Associação Caatinga realiza, nos dias 28 e 29, lives em homenagem à biodiversidade do bioma. O Diretor Executivo da Adel, Adriano Batista, será um dos convidados da programação que inicia amanhã.

O Papo Caatingueiro será um momento para conversar sobre temas que falem sobre educação ambiental e a conservação do bioma Caatinga. A ideia é sensibilizar o público sobre a extensa biodiversidade do bioma nordestino, em contrapartida ao estereótipo de secura e pobreza que está ligado à região. O evento virtual é gratuito e será transmitido às 16h em ambas as datas, pelo Youtube (https://youtu.be/gFdzeg3mPq4) da organização.

Para abrir a programação nesta quarta-feira, 28, a Associação Caatinga convidou Marcelo Moro, professor do curso de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Ceará (UFC). Em seguida, Rodrigo Castro, ex-coordenador da Associação Caatinga e atual gerente da Solidaridad Brasil.

Já no segundo dia de evento, na quinta-feira, 29, o foco da programação é divulgar instituições que trabalham em prol da conservação da Caatinga. O primeiro convidado é Adriano Batista, Diretor Executivo da Adel. Para fechar o segundo dia de live, a convidada é Cássia Pascoal, engenheira agrônoma e coordenadora de projetos do Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador (CETRA). Os convidados terão uma média de 25 minutos para falar. Após cada apresentação, haverá um momento de perguntas e respostas para tirar as dúvidas do público presente.

Adriano participa da programação de quinta-feira, 29, juntamente com Cássia Pascoal, do CETRA.

Jovens de São Gonçalo do Amarante acessam crédito durante a pandemia

Há cerca de dois meses, seis (6) jovens do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, tomaram crédito no Fundo Veredas, uma iniciativa própria e particular de crédito criada e gerida pela Adel e que recebeu investimentos financeiros da EDP, administradora da UTE Pecém, por meio do Instituto EDP, para apoiar esses jovens empreendedores rurais.

Os jovens de São Gonçalo do Amarante são egressos do Curso de Protagonismo e Empreendedorismo de Negócios e de Impacto Socioambiental, realizado em 2020 pela Adel e o Instituto EDP através do Programa Jovem Empreendedor Rural (PJER). O PJER fomenta o desenvolvimento de empreendimentos de negócios e de impacto socioambiental no meio rural, aliando o acesso dos jovens beneficiados a conhecimento, a crédito, a redes colaborativas e a tecnologias, que lhes permitam iniciar e aprimorar suas iniciativas.

Durante o Curso, os jovens desenvolveram suas capacidades técnicas e gerenciais e elaboraram os Projetos de Negócios que submeteram ao Fundo Veredas. O acesso ao crédito compreende etapas como visitas da equipe técnica da Adel para análise do contexto onde está inserida a proposta do negócio; e, análise do projeto pela comissão gestora do Fundo Veredas, formada por representantes da própria Adel, que avaliam viabilidade técnica e econômica, período de carência e planos de pagamentos.

Os jovens apoiados nessa turma do PJER têm idade entre 18 e 32 anos, e moram nas comunidades de Pecém, Siupé, Parada, Umarituba, Croatá e na sede de São Gonçalo do Amarante. As mulheres somam 80% da participação. Elas enxergam no Programa a oportunidade de ampliar suas capacidades, trocar experiências e adquirir conhecimentos que contribuam para geração de renda e independência financeira.

A expectativa é que dezenove (19) jovens tenham o apoio financeiro. Nessa primeira etapa, seis (6) jovens já tiveram  acesso a R$17.660,25 em crédito. A Adel espera beneficiar mais treze (13) jovens até o final de abril.

Jovens Beneficiadas

Cada jovem recebeu, em média, R$3.000,00 para investir em seu pequeno negócio. As beneficiadas são: Sabrina Neves, 31, que possui a Pizzaria Mei Du Matu (@meidumatu), na Comunidade Violete; Karoline Soares Falcão, 24, que realiza atendimento fisioterápico domiciliar (@karolsoares_fisio), na comunidade Umarituba; Laryssa Sandy Soares Monteiro, 21, que possui a Mel Cosmética e Variedades (@melcosmetica_variedades), na sede de São Gonçalo do Amarante; Débora Hivana Rodrigues, 24, idealizadora da Use Boutique dos Pés (@useboutiquedospese), na comunidade Siupé; Gleiciane Gonçalves, 23, que possui o empreendimento Divas Unhas Gleicy (@divasunhasgleicy), na comunidade Siupé; e, Jádya Correia, 23, que possui o empreendimento Segunda Pele (@use.segundapele), também na comunidade Siupé.

Para Débora Hivana, empreender veio como uma necessidade. Com a crise econômica ocasionada pela pandemia da Covid-19 e o país registrando índices altíssimos de desemprego, a jovem se viu fazendo parte das estatísticas. “Em agosto de 2020 fiquei desempregada, o desejo de ter meu próprio negócio surgiu, avaliando as oportunidades que o mercado tinha a oferecer, criei uma loja online de calçados femininos”, reforça. Segundo Débora, participar do PJER lhe mostrou uma nova visão de como administrar seu negócio, a jovem que começou com uma conta no Instagram e vendas através do WhatsApp, conta que com uma boa gestão viu os seguidores aumentarem, assim como o volume de vendas, ao enxergar um nicho de mercado pouco explorado na sua comunidade.

Débora Hivana, Jovem Empreendedora Rural, na formação.

De acordo com a Coordenadora de Projetos Adel,  Raquel Ferreira, o crédito é essencial para os jovens. “Depois que eles vivenciam a formação, elaboram e concluem seus projetos de negócios, eles passam por várias etapas de análises e ajustes para deixá-los viáveis para a implementação e execução. Em um momento como esse de crise mundial causada pela pandemia, estar perto do jovem através de assessorias para a elaboração do projeto, ajustes e acompanhamento é essencial. Com a formação e o acesso ao crédito, os jovens empreendedores podem se desenvolver, gerar renda para eles e suas famílias, tornando-se atores sociais e impactando positivamente suas comunidades”.

Sobre o Fundo Veredas

Implantado em 2015 pela Adel, o Fundo Veredas conta com mais de R$600 mil reais em volume de operações e oferece empréstimos exclusivamente a jovens empreendedores nos territórios em que o PJER é implantado.

São três linhas de microcrédito: semente, orientado e direcionado. A linha de crédito direcionado ocorre quando o parceiro investidor tem jovens pré-selecionados, onde o microcrédito passa a ser direcionado.